GERAL

[ATUALIZADO] Biologia e Psicologia: A verdadeira origem da homossexualidade

ARTIGO ATUALIZADO:

Decidi atualizar o artigo pelo fato de que, quando escrevi, estava tomado pela emoção – o que demonstra o uso de algumas expressões em primeira pessoa, a incoesão entre alguns parágrafos e diversos erros gramaticais – e não dispunha das informações que possuo hoje. Tentarei aprofundar o máximo possível, sem, contanto, prejudicar o entendimento, e apresentar conhecimentos novos, ignorando alguns que já são proferidos normalmente (como o fato de alguns animais apresentarem a condição da homossexualidade).


OPINIÃO do autor: Não importa se seja construto social ou simplesmente determinada no útero, um homossexual deverá ser respeitado de qualquer forma. Porém, como o nosso objetivo é divulgar informações científicas, creio que seja necessário informar aos leitores a verdadeira origem da homossexualidade.

Antes de mais nada, quero recomendar um vídeo que o Pirula publicou em seu canal do YouTube, dissertando sobre o assunto:

Outro vídeo bastante esclarecedor sobre o assunto é o do geneticista Eli Vieira (em resposta a Silas Malafaia):

Primeiramente, antes de explicar como ocorre a formação de um humano homossexual, precisamos primeiro derrubar a ideia de que a orientação sexual é determinada socialmente. Acho que todos que estão lendo esse texto sabem que os animais não-humanos, supostamente, não possuem a capacidade de pensar ou de escolher racionalmente algum caminho, são apenas movidos pelo instinto. Dada essa definição, vamos a dois fatores: homossexualidade e bissexualidade.

Não adianta sair perguntando para homossexuais se eles nasceram ou se tornaram assim, pois eles responderão apenas o que lhes convir. Também, não adianta supor que a homossexualidade é causada porque determinada pessoa foi abusada na infância (pseudociência psicanálise feelings), visto não há nenhuma prova bem corroborada disso, além de denotar uma possível falácia da incapacidade de identificar a diferença entre correlação e causa.

O que deve ser realizado são análises de embriões ou de genes de um indivíduo ou dele já nascido dentro em convivência com a sociedade. Há uma série de processos que ocorrem dentro do útero para a formação de um embrião, mas, logo aqui:

“Quando um indivíduo se forma – estou falando do campo intrauterino –, as partes dos sistemas de seu organismo formam-se separadamente: a produção hormonal, a formação genital e do corpo em si. Tudo isso implica no indivíduo final, e podem haver “desencontros”: corpo de um sexo e cérebro de outro (condição transsexual, que chega a causar sofrimentos maiores que o de um homossexual), e corpo e cérebro de um sexo e desejo sexual de outro (esse o homossexual); o cérebro de um homossexual funciona de forma muito parecida à do sexo oposto. Para a biologia, a questão da homossexualidade é simplesmente natural, é um ponto final. O que define um homossexual não é sua opção, nem seu comportamento, mas seu desejo sexual.” (Texto encontrado no astropt.org).

Realmente, a homossexualidade, para a ciência, é natural. Há tantas evidências que apoiam tal tese que ir contra ela é, simplesmente, inútil. Aceitá-la, por fins práticos, tem mais sentido do que renegá-la. O problema não é se a homossexualidade é um construto social ou um desvio de conduta moral – já que essas propostas já foram refutadas , o problema é o que a causa: formação congênita, genética, epigenética, instinto, fator neuroendócrino inato, desenvolvimento hormonal ao longo da vida… há várias suposições apoiadas por diversas evidências.

Porém, embora haja tanto preconceito contra ele, não é o homossexual que mais sofre, é o transsexual, pois, além da opressão social, ele ainda tem a pressão feita por ele mesmo. Imagine você no corpo do sexo oposto pelo resto da sua vida! Todos podem se relacionar livremente com o sexo o qual desejam, exceto você! É assim que um transsexual se sente e é por isso que o SUS não cobra pela mudança de sexo, desde, é claro, que se prove que o indivíduo tenha tal condição.

Cura gay

Se eu amarrar um heterossexual em um poste e começar a acariciar o pênis ou o clitóris dele(a) continuamente, ele é homossexual? Não! Isso só vai me informar quais as partes que o indivíduo sente prazer. Bater em algum homossexual vai fazê-lo virar heterossexual? Não, esse é um pensamento estúpido incoerente. Colocar imagens eróticas do sexo oposto na frente do um homossexual vai fazê-lo virar hétero? Não! “Tais métodos podem causar muito mais problemas do que propriamente soluções, pois, nesse processo, as pessoas podem ficar  neuróticas, com problemas de resolução de sua própria sexualidade, além de poderem desenvolver traumas e medos em relação às pessoas do mesmo sexo” (COLINS, 2004; DANIEL e BRAUDY, 1977 apud DIAS, Mateus e AGOSTINHO, José). Um teste do behaviorismo já tentou amarrar um homossexual homem em uma cadeira e injetar testosterona em seus vasos, visando a torná-lo hétero, mas foi um teste falho.

E, mesmo que aleguem que um indivíduo possa mudar de orientação sexual a partir de uma pressão, mas não podemos ter tanta convicção ao afirmar isso, muito menos, podemos dizer que um indivíduo tenha tal condição em virtude do complexo de Édipo (hipóteses freudianas sem respaldo científico algum), nem que, a partir disso, um homofóbico é um homossexual reprimido.  É preciso definirmos alguns conceitos para continuarmos com a refutação da tese da cura gay:

  1. Comportamento: como você age;
  2. Desejo: atração por algo ou alguém. É o que determina a orientação sexual;
  3. Sexo: conformação biológica que tem íntima relação com a identidade de gênero, uma vez que não há como determinar exatamente o “sexo” de alguém de forma biológica – talvez, haja um largo espectro no âmbito;
  4. Identidade de gênero: em qual dos gêneros um indivíduo se sente parte.

Provavelmente, o máximo que uma cura gay poderia mudar seria o comportamento. No entanto, um indivíduo continuará com o mesmo desejo e a mesma identidade de gênero (isto é, se não fizer mudança), quando esta relacionada ao sexo. Todos os quatro tópicos são condições de todo e qualquer indivíduo e independem umas das outras. Assim, um homossexual homem pode não querer ser mulher, assim como uma homossexual mulher pode não querer ser homem. Um transexual pode se identificar como alguém do sexo oposto, ao mesmo tempo que sente atrações por alguém, também, do sexo oposto. Um heterossexual pode se comportar como um homossexual (bons exemplos são as brincadeiras que alguns amigos fazem uns com os outros), mas isso não o torna um.

Bissexualidade e o tal amigo que “virou gay” depois de um tempo

Após apresentar esses argumentos (com as devidas referências colocadas no final do texto), sempre falam de um determinado amigo(a) virou ‘gay’ porque ia para festas onde havia muitas relações entre pessoas do mesmo sexo ou coisas do tipo. Vou deixar bem claro, aqui, porque sei que falarão isso nos comentários: ISSO NÃO É HOMOSSEXUALIDADE, ISSO É BISSEXUALIDADE. E, por incrível que pareça, alguns animais também apresentam esse comportamento. Não todos, mas alguns seres (como os humanos) não nascem homossexuais ou heterossexuais, eles possuem características bissexuais. Eles possuem a capacidade de se moverem dentro do espectro de desejo sexual. Esse movimento pode se dar por:

  1. necessidade de perpetuação da espécie, que existe em muitos animais. Um bom exemplo é o peixe palhaço, que muda de sexo para equilibrar a quantidade de machos e fêmeas na população, permitindo, assim, uma maior disseminação da espécie.;
  2. por necessidade de integração social, bem presente em humanos. Ocorre quando indivíduos relacionam-se com indivíduos do mesmo sexo para se sentirem integrados dentro de um determinado grupo social. Os homens espartanos acreditavam que, se tivessem relações sexuais entre si, isso os ajudaria a manterem-se unidos na batalha. Ou;
  3. por, na maioria das vezes, apenas o desejo de fazer sexo.

No entanto, em muitos casos, o indivíduo pode continuar sendo hétero. Ele mudou apenas o seu comportamento para atender à demanda biológica e/ou social. E, como foi explicitado no último tópico, o que determina a sua orientação é o seu DESEJO.

O que a genética tem a dizer sobre isso?

Existe a possível existência de um gene gay nas moscas Drosophila, que pode “ligar” e “desligar” o homossexualidade nos insetos, mas que não explica absolutamente e definitivamente nada sobre a ocorrência em outros animais. Ainda falando de animais, em um estudo com ratos, o nível de serotonina foi controlado pelos cientistas e eles começaram a ter comportamentos sexuais diferentes do que praticavam antes, o que demonstra que os hormônios podem ser um fator bastante relevante no que diz respeito a esse tópico.

No que tange ao estudo da sexualidade dos gêmeos, pesquisas mostram que, quanto maior for a similaridade genética, maior a PROBABILIDADE dos gêmeos terem a mesma orientação sexual. Isso é dito no vídeo do Eli Vieira, listado acima.

Há, também, um ramo da genética chamado de epigenética. Ele estuda a expressão dos genes (ativações ou desativações) ao longo do tempo e a probabilidade de tais expressões se manifestarem em um indivíduo (comportamental ou fisicamente). O homem possui mais de 20 mil genes e, provavelmente, algum(uns) pode(ssam) influenciar na orientação sexual ao longo da vida de alguém. Então, se for mesmo capaz de mudar de orientação sexual ao longo da vida, a genética, talvez, possa estar envolvida nisso. Entretanto, isso não desvirtua a naturalidade da homossexualidade.

Quem é que determina a sensibilidade dos receptores olfativos? 

Provavelmente, você não dirá que a sociedade ou o indivíduo que o fazem, mas sim a própria predisposição biológica do indivíduo. Pois bem, há um hormônio liberado por homens chamado de androsterona. Um estudo  demonstrou que os receptores olfativos de homens homossexuais são excepcionalmente mais sensíveis a tal substância do que os de um homem heterossexual. Embora a reação emocional à recepção não tenha sido documentada, pode-se concluir que a orientação sexuais de um sujeito pode se relacionar à percepção de determinadas substâncias características do sexo pelo qual há atração.

Não é algo muito surpreendente, já que muitos seres humanos escolhem o seu parceiro a partir do seu cheiro. Há um complexo de genes (Complexo Principal de Histocompatibilidade, ou MHC) que facilita isso nas relações.

Artigos sobre a construção social da homossexualidade

Há dois artigos na web que um amigo, certo dia, me mandou, com uma tentativa de sustentar que a homossexualidade é determinada socialmente, mas, ao vê-los, fiz a questão de escrever sobre tais. São inconclusivos e não descartam uma influência biológica, nem a minimizam (ao menos, não nos resumos). Veja abaixo:

  1. Buhrich N, e. Sexual orientation, sexual identity, and sex-dimorphic behaviors in male twins. – PubMed – NCBI. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2018464>. Não descarta a influência genética e diz, indiretamente, que os resultados são inconclusivos, por não conseguirem diferenciar um resultado genético de um resultado decorrente do ambiente de vivência.
  2. Cole CM, e. Comorbidity of gender dysphoria and other major psychiatric diagnoses. – PubMed – NCBI. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9015577>. Como o título já diz, o artigo tenta achar uma correlação patológica, ou seja, tenta achar se a disforia de gênero está relacionada a um distúrbio psiquiátrico, mas não fala sobre as suas origens.

Texto proselitista? Não! Texto informativo e científico

O que eu tenho a dizer como últimas considerações é que a ciência é amoral. Ela não fornece verdade absolutas, e sim evidências que mostrem o melhor caminho para se alcançar a verdade. É, em sua essência, um órgão amoral, o que a isenta de proselitismos. Dessa forma, infere-se que este texto tenha o objetivo de informar, não de combater homofobia (embora os membros da página repudiem esse ato) ou incentivar o apoio aos movimentos LGBT. Se quiser ser contra movimentos de gênero, que seja, porém, se for usufruir de postulados científicos, que o faça reconhecendo que a homossexualidade é natural. Aliás, se houver alguma contestação ao que está escrito aqui sem ter evidências para sustentá-la, saiba que, visto que estamos falando sobre ciência, não importa o quanto seu argumento seja lindo, se ele for contra as evidências científicas sem apresentar outras, não tem valor algum. Aliás, se quiser argumentar e apenas isso, você não é, necessariamente, homofóbico. Você apenas não sabe como a Ciência funciona e, assim, merece ser ignorado (visto que essa é uma página científica).

ALGUNS TEXTOS SOBRE ISSO, QUE DIRECIONAM PARA ARTIGOS, OU ARTIGOS:

1.http://universoracionalista.org/a-orientacao-sexual-e-determinada-no-utero/
2.http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/06/060627_uterogayestudorc.shtml
3.http://emedix.uol.com.br/not/not2000/00mar29obs-ucb-bpf-orientacao.php
4. http://super.abril.com.br/cotidiano/existem-homossexuais-447572.shtml
5. http://scitechdaily.com/homosexuality-might-develop-in-the-womb-due-to-epigenetic-changes/
6. http://www.sciencedaily.com/releases/2000/03/000330094644.htm
7. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0091302211000252
8. http://www.cosmosmagazine.com/news/epigenetic-basis-homosexuality-uncovered/
9. http://news.sciencemag.org/evolution/2012/12/homosexuality-may-start-womb

SOBRE MUDANÇA SEXUAL NATURAL:

10. http://en.wikipedia.org/wiki/Sex_change

Em peixes:

11. http://www.bio.davidson.edu/Cou…/anphys/1999/Rice/Rice.htm

Em sapos:

12. http://newton.dep.anl.gov/askasci/bio99/bio99128.htm

Sobre os problemas em determinar genes sexuais em peixes:

13. http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/26770/elucidacao-dos-mecanismos-de-determinacao-sexual-nos-peixes-contribuicoes-obtidas-atraves-do-mapeame/

Comportamento homossexual em tartarugas:

14. http://ibnlive.in.com/…/tortoises…/187926-60-121.html

EXEMPLOS DE ANIMAIS COM COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL:

15. http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_animals_displaying_homosexual_behavior

DIFERENCIAÇÃO SEXUAL CEREBRAL:

16. http://www.biologicalpsychiatryjournal.com/…/abstract
17. http://www.sciencedirect.com/…/pii/S0278584697001589
Transsexualidade:
18. http://tgmeds.org.uk/diffa.html
19. http://www.scielo.br/scielo.php…

EXPLICAÇÃO SOBRE A ORIGEM HORMONAL DA ORIENTAÇÃO SEXUAL:

20. http://en.wikipedia.org/wiki/Prenatal_hormones_and_sexual_orientation
21. http://www.sciencedirect.com/…/pii/S0018506X06001462
22. http://www.viewzone.com/homosexual.html
23. http://www.sciencedirect.com/…/pii/S0091302211000252

ESTRESSE NA GRAVIDEZ E HOMOSSEXUALIDADE:

24.http://link.springer.com/article/10.1007%2FBF01541847
25. http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/.VB2wD_mD5W8
26. http://www.sciencedirect.com/…/pii/S0031938401005649

MENINOS QUE FORAM CRIADOS COMO MENINAS:

27. http://en.wikipedia.org/wiki/Aphallia
28.http://majorityrights.com/weblog/comments/human_protandry_girls_who_turn_into_boys_revisited
29. http://noticias.r7.com/saude/noticias/ma-formacao-do-penis-atinge-um-em-cada-300-meninos-nascidos-no-mundo-20091120.html
30. http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2010/11/835267-documentario-conta-drama-de-gemeo-criado-como-menina-apos-perder-penis.shtml

SOBRE TENTATIVAS DE MUDANÇA DE SEXO FORÇADAS:

31. http://www.periodicos.ufes.br/gepss/article/viewFile/3858/3073

SOBRE OS ESPARTANOS:

32.http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/gregos-inventores-amor-435513.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_avhistoria

SOBRE MUDANÇA DE SEXO CAUSADA POR POLUIÇÃO (ALGO ADICIONAL):

33. http://netnature.wordpress.com/2014/07/24/peixes-interssexuais-surgem-em-rios-da-pensilvania-em-funcao-da-poluicao-por-compostos-estrogenicos/

[ATUALIZADO] ARTIGOS CIENTÍFICOS SOBRE A NATURALIDADE DA HOMOSSEXUALIDADE (COM NUMERAÇÃO A PARTIR DO 1):

  1. Bailey, Nathan W., and Marlene Zuk. “Same-sex Sexual Behavior and Evolution.” Trends in Ecology & Evolution 24,      no.      8      (August      1,      2009):      439–446. doi:10.1016/j.tree.2009.03.014.
  2. Savic, Ivanka, and Per Lindström. “PET and MRI show differences in cerebral asymmetry and functional connectivity between homo-and heterosexual subject” Proceedings of the National Academy of Sciences 105, no. 27                              (2008):                              9403-9408.
  3. Kerr, Warwick   Estevam,   and   Newton   Freire- “Probable inbreeding effect on male homosexuality.” Rev. Brasil.       Genet           6           (1983):           177-180.
  4. Bocklandt, Sven, and  Eric  Vilain.  “Sex  Differences  in Brain and Behavior: Hormones Versus Gen” Advances in      Genetics  59  (2007):  245–266.  doi:10.1016/S0065-
  5. 2660(07)59009-7.Burri, Andrea, Lynn Cherkas, Timothy Spector, and Qazi Rahman. “Genetic and Environmental Influences on Female Sexual Orientation, Childhood Gender Typicality and Adult Gender Identity.” PLoS ONE 6, no. 7 (July 7,
  6. 2011):       e21982.       doi:10.1371/journal.pone.0021982.
  7. Lübke, Katrin, Sylvia Schablitzky, and Bettina Pause. “Male Sexual Orientation Affects Sensitivity to Androstenone.” Chemosensory Perception 2, no. 3 (September 1, 2009): 154–160. doi:10.1007/s12078-009-9047-3.
  8. Liu, Yan, Yunxia Si, Ji-Young Kim, Zhou-Feng Chen, and Yi Rao. “Molecular  regulation  of   sexual   preference revealed by genetic studies of 5-HT in the brains of male mice.”     Nature     472,     no.     7341     (2011):     95-99.
  9. Levan, E. et al. (2008) Testing multiple hypotheses for the maintenance of male homosexual copulatory behaviour in flour beetles. J. Evol. Biol. 22, 60–70
  10. Santtila, et al. (2009) Testing Miller’s theory of alleles preventing androgenization as an evolutionary explanation for the genetic predisposition for male homosexuality. Evol. Hum. Behav. 30, 58–65
  11. Sommer, and Vasey, P.L., eds (2006) Homosexual Behaviour in Animals, Cambridge University Press
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