SBT se torna menos competitivo com programação povoada por filhas de Silvio Santos

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Começou de forma tímida, em janeiro de 2004 com a filha número 2 de Silvio Santos, Silvia Abravanel, estreando na apresentação do “Casos da Vida Real”, enlatado com dramatizações mexicanas.

O tiro saiu pela culatra e o programa durou menos de dois meses, um fracasso de audiência. Mas Silvio insistiu na filha e estreou em agosto do mesmo ano o “Programa Cor-de-Rosa”, ao lado de Décio Piccinini. Também não durou muito.

Um grande hiato aconteceu até que Patrícia Abravanel, a filha número 4, surgisse na tela no “Festival SBT 30 Anos”, em 2011, relembrando sucessos da emissora ao longo de seus 30 anos de existência.

 

No mesmo ano, apresentou ao lado de Márcio Ballas o “Cante se Puder” no horário nobre e, em 2012, começou a comandar esporadicamente o “Roda a Roda”.

 

Com carisma, mas pouco jogo de cintura e traquejo, Silvio foi enfiando goela abaixo do telespectador a apresentadora onde tinha a oportunidade. O “Máquina da Fama”, de 2013, é uma remodelagem do “Famoso Quem?”, que dos sábados passou para as segundas-feiras pouco depois, devido a falta de audiência.

Às segundas, graças a pouca concorrência da Band e RecordTV, se manteve na vice-liderança com o “Máquina”. Porque, cá entre nós, Xuxa Meneghel tinha dificuldade em dar audiência até na Globo, imagine na RecordTV?

De fato, Patrícia evoluiu. Mas dá sinais que ainda não está pronta, sobretudo para um programa de auditório aos domingos assumindo, o “Eliana” no período de licença da titular. Ela ainda patina. Oscila. E ainda assim, venceu o “Troféu Imprensa” neste ano como Melhor Apresentadora. Pouco puxa-saquismo.

Agora, é a vez de Rebeca, a filha número 5. Comandando o “Roda a Roda” desde a última segunda (12), se mostra crua e engessada.

Tudo isso torna os programas e a grade do SBT menos competitiva. Numa briga pelo segundo lugar com a RecordTV, Silvio Santos dá vantagem a concorrente já que suas filhas não têm a mesma competência que ele.

Como se não bastasse, Rebeca tomou o lugar do “Chaves” – mudou de horário na quinta (15), das 19h20 para às 14h30 – revoltando os fãs, criando rejeição do público, como já aconteceu com Patrícia há alguns anos. Patrícia, aliás, que não está com a popularidade em alta, tendo seu nome citado em escândalos políticos.

Silvia Abravanel, que já teve dois projetos tirados do ar em 2004 por conta de baixa audiência, se mantém no “Bom Dia & Cia” pelos desenhos animados e a absoluta falta de concorrência no segmento. Como o próprio Silvio disse, “ela é esforçada”.

Tentando fazer das filhas suas sucessoras em frente às câmeras, Silvio Santos enfraquece a programação de sua emissora colocando-as em faixas importantes e desperdiçando a chance de fazer uma concorrência mais voraz frente aos outros canais.