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13 de março: juiz Moro, o herói dos protestos pelo país

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As primeiras manifestações das capitais brasileiras reforçaram a imagem do juiz Sérgio Moro como principal homenageado deste domingo (13/03). Nenhuma figura pública ganhou tanto cartazes, camisas e homenagens como juiz lotado em Curitiba e reponsável por julgar as ações da Operação Java-Jato. Nem imagens contrárias ao ex-presidente Lula foram tão presentes quanto imagens de exaltação a Moro.

apoio-MORO

No Rio de Janeiro, o juiz recebeu homenagem em camisetas da grife carioca Reseva, que teve suas vendas pela internet esgotadas para a manifestação na orla de Copacabana.”É um juiz de coragem, que está nos ajudando a não fazer papel de palhaço”, diz o carioca Walter Vianna, de 70 anos.

Em Brasilia, manifestantes criaram o “Super Moro”, em que o juiz transformou-se em um boneco com roupas semelhantes ao super-homem. Cartazes também exaltaram o trabalho da força-tarefa da Lava-Jato e pediam a prisão do ex-presidente Lula. “Somos todos Moro”, afirma a mensagem da acupunturista Conceição Nacle. No Recife, como nas outras manifestações da cidade, o juiz serviu de modelo para o boneco de Olinda, tradicional alegoria do carnaval pernambucano

Em São Paulo, o protesto ainda nem começou, mas as homagens ao juiz predominam. alguns manifestantes usam máscaras com sua imagem. Moro também foi citado em todos os carros de som com aplasos e gritos de apoio.

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Conselho Federal de Medicina agora diz que é contra o kit Covid-19 de Bolsonaro

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O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho, afirmou que a entidade não endossa mais medicamento algum para tratamento da doença do novo coronavírus. “O Conselho Federal de Medicina não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais [contra a Covid-19]”, afirmou o vice-presidente do CFM aos senadores, durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado nessa segunda-feira (19). 

O CFM impulsionou ao longo de 2020 as recomendações para o “kit covid” ou “kit bolsonaro”. A Associação Médica Brasileira (AMB) confrontou o Conselho em março e alertou que os medicamentos do chamado “kit Covid”, como a hidroxicloroquina e a ivermectina, devem ser “banidos” do tratamento da Covid-19.

De acordo com o vice-presidente do CFM, o Conselho havia autorizado a prescrição fora da bula [off label] em situações individuais e com autonomia das duas partes, “firmando consentimento esclarecido [médico] e informado [paciente]”. “Esse parecer não é habeas corpus para ninguém. O médico que, tendo evidências de previsibilidade, prescrever medicamentos off label e isso vier a trazer malefícios porque essa prescrição foi inadequada, seja em dose ou em tempo de uso, pode responder por isso”, continuou, para amenizar a mudança de postura da entidade.

Medicamentos do kit covid não têm eficácia comprovada cientificamente e já foi recomendado em várias ocasiões tanto por Bolsonaro como por seus aliados. Em janeiro, por exemplo, usuários do Twitter criaram perfis fictícios para acessar o aplicativo do ministério da Saúde, então comandado pelo general Eduardo Pazuello, e constataram que a plataforma receitava a cloroquina contra a Covid-19. Pessoas nem sabiam se estavam com a doença receberam como sugestão o uso do remédio, que valeu até para recém-nascido.

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Morre de Covid-19 enfermeiro que divulgava fake news sobre vacinas e defendia suposto “tratamento precoce”

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Morreu neste domingo (18), em decorrência da Covid-19, o enfermeiro Anthony Ferrari. O óbito foi confirmado pela Secretaria Municipal de Comunicação de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ele faleceu no Hospital São José, montado para atender pacientes com Covid-19.

Ferrari ficou conhecido nas redes sociais por propagar informações falsas sobre as vacinas contra Covid-19, afirmando, por exemplo, que o imunizante poderia causar Alzheimer. No fim de 2020, o enfermeiro chegou a dizer que um médico voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford teria sido “vítima da vacina”, o que não é verdade.

O profissional também tinha o hábito de recomendar e divulgar o suposto “tratamento precoce” contra a doença, como o uso da Ivermectina. Ele alegava que países como Etiópia e Austrália têm poucos casos de coronacvírus porque distribuem o medicamento de forma massiva. A informação não procede.

Até o fechamento desta reportagem, a família de Ferraria não havia se pronunciado sobre o falecimento.

Brasil 247

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