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ENTRETENIMENTO

65 anos de Novelas: especialistas elegem as melhores novelas de todos os tempos

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A telenovela brasileira está completando 65 anos nesse dia 21 de dezembro. A data marca a estreia da primeira produção do gênero: “Sua Vida Me Pertence”, levada ao ar pela TV Tupi em 1951. De lá para cá, a novela passou por várias fases. Exibida de duas a três vezes por semana, passou a diária. Ao vivo, passou a ser gravada em videoteipe. Nacionalizou-se e industrializou-se. Teve seu auge e ainda hoje é o nosso maior produto de comunicação de massa – como convencionou-se falar, paixão nacional tal qual o futebol e o carnaval. Entra ano e sai ano, com audiência alta ou baixa, continua sendo a menina dos olhos das principais emissoras do país. Vez ou outra, surge uma que extrapola os lares e as redes sociais repercutindo de mesas de bar a universidades.

Convidei dez dos maiores especialistas em Teledramaturgia Brasileira para listar as suas “10 melhores novelas de todos os tempos”. O único critério estabelecido foi julgá-las as mais importantes ou representativas do gênero, independentemente de tê-las assistido ou não, da emissora, audiência ou repercussão. A primeira reclamação: impossível listar apenas 10 – no que concordo totalmente. Mas era necessário estabelecer esse rigor, caso contrário a lista ficaria imensa. Alguns me confidenciaram que uma ou outra foi citada por maior apelo afetivo. Não tirei esse direito!

Tabuladas as 10 melhores novelas escolhidas por 10 especialistas, cheguei a 41 títulos, 13 deles citados mais de duas vezes.

Citadas 1 vez: “A Gata Comeu” (1985), “Água Viva” (1980), “A Indomada” (1998), “A Moça que Veio de Longe” (Excelsior, 1964), “A Viagem” (Tupi, 1975-1976), “Baila Comigo” (1981), “Cambalacho” (1986), “Espelho Mágico” (1977), “Estúpido Cupido” (1976-1977), “Meu Pedacinho de Chão” (2014), “O Direito de Nascer” (Tupi, 1965), “O Dono do Mundo” (1991), “O Salvador da Pátria” (1989), “Os Gigantes” (1979), “Os Ossos do Barão” (1973-1974), “Pedra Sobre Pedra” (1992), “Rainha da Sucata” (1990), “Roda de Fogo” (1986-1987), “Senhora do Destino” (2004-2005), “Ti-ti-ti” (2010), “Uma Rosa com Amor” (1972-1973) e “Velho Chico” (2016).

Citadas 2 vezes: “A Próxima Vítima” (1995), “Cheias de Charme” (2012), “Escrava Isaura” (1976-1977), “O Rei do Gado” (1996), “Que Rei Sou Eu?” (1989) e “Renascer” (1993).

3 vezes: “Guerra dos Sexos” (1983), “Irmãos Coragem” (1970-1971) e “Selva de Pedra” (1972).

4 vezes: “O Casarão” (1976) e “Saramandaia” (1976).

5 vezes: “Dancin´ Days” (1978) e “Gabriela” (1975).

6 vezes: “Beto Rockfeller” (Tupi, 1968-1969), “O Bem Amado” (1973), “Pantanal” (Manchete, 1990) e “Vale Tudo” (1988).

7 vezes: “Avenida Brasil” (2012).

A mais citada, 8 vezes: “Roque Santeiro” (1985-1986).

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Esse resultado é subjetivo e não tem a intenção de ser científico, embora tenha seu peso, a julgar pelo time de especialistas. Veja os votos de cada um (em ordem alfabética).

Artur Xexéo – jornalista, roteirista de TV, colunista do jornal O Globo:
A Moça que Veio de Longe, Avenida Brasil, Beto Rockfeller, Irmãos Coragem (1970-1971), O Bem Amado (1973), O Casarão, O Direito de Nascer (1965), Pantanal, Roque Santeiro e Vale Tudo.

Cristina Padiglione – jornalista, editora do site TelePadi:
Água Viva, Avenida Brasil, Beto Rockfeller, Dancin’ Days, Guerra dos Sexos (1983), Pantanal, Renascer, Roque Santeiro, Saramandaia e Vale Tudo.

Fabio Costa – jornalista, autor do livro “Novela, a obra aberta e seus problemas”:
Beto Rockfeller, Gabriela (1975), Guerra dos Sexos (1983), Irmãos Coragem (1970-1971), O Bem Amado (1973), O Salvador da Pátria, Que Rei Sou Eu?, Roque Santeiro, Selva de Pedra (1972) e Vale Tudo.

Jorge Luiz Brasil – jornalista, redator-chefe da Revista Minha Novela:
Cambalacho, Cheias de Charme, Baila Comigo, Dancin Days, Estúpido Cupido, Irmãos Coragem (1970-1971), Os Gigantes, Roda de Fogo (1986-1987), Roque Santeiro e Vale Tudo.

José Armando Vannucci – jornalista, editor do Blog do Vannucci:
A Gata Comeu, A Próxima Vítima, Avenida Brasil, A Viagem (1975-1976), Beto Rockfeller, Dancin´ Days, O Bem Amado (1973), O Dono do Mundo, Pedra Sobre Pedra e Renascer.

Maria Immacolata Vassallo de Lopes – professora da ECA-USP, coordenadora do Centro de Estudos de Telenovela e do Observatório Ibero-americano de Ficção Televisiva (OBITEL):
A Indomada, Avenida Brasil, Espelho Mágico, O Bem Amado (1973), O Casarão, O Rei do Gado, Pantanal, Roque Santeiro, Saramandaia (1976) e Vale Tudo.

Mauro Alencar – doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana pela USP:
A Próxima Vítima, Avenida Brasil, Escrava Isaura (1976-1977), Gabriela (1975), O Bem Amado (1973), O Casarão, Os Ossos do Barão (1973-1974), Selva de Pedra (1972), Senhora do Destino e Uma Rosa com Amor (1972-1973).

Patrícia Kogut – jornalista, colunista de TV do jornal O Globo:
Avenida Brasil, Beto Rockefeller, Dancin’ Days, Escrava Isaura (1976-1977), Gabriela (1975), O Casarão, Pantanal, Roque Santeiro, Selva de Pedra (1972) e Vale Tudo.

Veneza Mayora Ronsini – professora do programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (RS):
Avenida Brasil, Gabriela (1975), Meu Pedacinho de Chão (2014), O Rei do Gado, Pantanal, Que Rei Sou Eu?, Rainha da Sucata, Roque Santeiro, Saramandaia (1976) e Velho Chico.

Yvana Fechine – professora do Departamento de Comunicação Social e da Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco:
Beto Rockfeller, Cheias de Charme, Dancin´ Days, Gabriela (1975), Guerra dos Sexos (1983), O Bem Amado (1973), Pantanal, Roque Santeiro, Saramandaia (1976) e Ti-ti-ti (2010).

Impossível citar apenas 10 novelas sem deixar de fora pelo menos outras 10 muito importantes. Pelo resultado apurado, senti falta de títulos como “Tieta”, “Laços de Família”, “Por Amor”, “A Sucessora”, “Mulheres de Areia” (da Globo e Tupi), “A Viagem” (da Globo), “Barriga de Aluguel”, “O Clone”, “Pecado Capital” (1975-1976), “Bandeira Dois”, “O Espigão”, “O Rebu” (1974-1975), “Vereda Tropical”, “Quatro por Quatro”, “Vidas Opostas”, “Celebridade”, “Escalada”, “A Muralha” (da Excelsior), “Sangue do Meu Sangue” (da Excelsior), “Da Cor do Pecado”, “A Favorita”, “Cordel Encantado”, mais novelas de Ivani Ribeiro, Cassiano Gabus Mendes, Geraldo Vietri, Walther Negrão, Antônio Calmon, Vicente Sesso e Walcyr Carrasco.

As minhas 10 mais estão entre as votadas pelos meus colegas: A Próxima Vítima, Avenida Brasil, Beto Rockfeller, Gabriela (1975), Irmãos Coragem (1970-1971), O Bem Amado (1973), Pantanal, Que Rei Sou Eu?, Roque Santeiro e Vale Tudo.

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ENTRETENIMENTO

Fernando Vanucci, apresentador, morre aos 69 anos em São Paulo

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O apresentador e jornalista Fernando Vanucci morreu aos 69 anos, em Barueri, na Grande São Paulo, na tarde desta terça-feira (24). Vanucci deixa quatro filhos.

Segundo Fernandinho Vanucci, filho do apresentador, em 2019, o jornalista colocou um marcapasso. Nesta manhã, ele estava em casa, passou mal e foi levado para o hospital.

De acordo com informações da Guarda Civil Municipal de Barueri e do filho do apresentador, Vanucci foi levado ao Pronto-Socorro central da cidade, onde morreu.

No ano passado, Vanucci sofreu um infarto e ficou internado no Hospital Oswaldo Cruz, onde passou por uma angioplastia coronária.

Nascido em Uberaba, Vanucci começou a trabalhar em rádio ainda adolescente. Na década de 70, começou na TV Globo, em Minas Gerais, e depois foi transferido para a Globo do Rio de Janeiro. Na Globo, apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros.

Desde 2014, ele atuava como editor de esportes na Rede Brasil de Televisão.

G1-SP

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Sérgio Mallandro cai em golpe e perde bolada após investimentos em empresa suspeita

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Contratado por uma empresa golpista, o ator Sérgio Mallandro, 65, revelou que perdeu um valor alto após fazer investimentos em uma empresa que roubou mais de R$ 170 milhões. O fato foi revelado pelo Fantástico (Globo).

Segundo ele, a empresa estava acima de qualquer suspeita. Ele não fazia a menor ideia de que se tratava de um golpe. “Nunca imaginei que poderia ter tido uma notícia dessa. Fiz investimentos e todo mês tinha relatório mostrando. Acho que eu caí na pegadinha do Mallandro. Nunca tive retorno desse dinheiro”, disse ele sem revelar a quantia.

No esquema de pirâmides financeiras, as vítimas eram atraídas com a promessa de que ganhariam lucros acima do normal em caso de grande adesão. Mas ninguém nunca ganhou.
A Polícia Civil do Rio prendeu Jonas Jaimovick no início de novembro, o dono da empresa e maior suspeito de ser o responsável pelo crime. Ele era considerado foragido desde 2019.

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