Connect with us

TECNOLOGIA

Airbus registra patente de avião quatro vezes mais rápido que o som

Publicado

em

Segundo os documentos do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, onde o projeto foi registrado, o jato poderia atingir velocidades de até Mach 4,5, ou quatro vezes e meia a velocidade do som, que é de 340 metros por segundo.
O Concorde chegava a uma velocidade de Mach 2.

Os documentos registrados no escritório americano também falam em um “veículo aéreo ultrarrápido e método relacionado de locomoção aérea”.

Apelidado de Concorde 2.0, a aeronave tem o potencial de fazer trajetos como entre Londres e Nova York (5,5 mil quilômetros) em cerca de uma hora.

Seguindo essa proporção, o trajeto entre Londres e São Paulo, de 9,5 mil quilômetros, também poderia ser vencido em cerca de duas horas, uma enorme economia em relação às atuais cerca de 12 horas.

Motores – Segundo os documentos registrados pela Airbus, a nova aeronave usaria vários tipos de motores para vários fins e a energia viria de hidrogênio estocado a bordo do avião.

Turbinas de jato embaixo da fuselagem e um motor de foguete na parte traseira são usados na decolagem. E a aeronave subiria na vertical, como um ônibus espacial.

Uma vez no ar, as turbinas seriam desligadas e recolhidas e o motor de foguete então iria dar o impulso para a aeronave subir a uma altitude de cerca de 30,5 quilômetros.

Então, motores a jato do tipo que geralmente se usa em mísseis seriam ligados e o voo alcançaria a velocidade de Mach 4,5.
‘Montanha-russa’ – O site PatentYogi, especialista em explicar ideias de patentes, afirma que a rota de voo desta aeronave seria algo como “a mais alta montanha-russa do mundo”.

O hipersônico teria assentos parecidos com redes para os passageiros, algo necessário para viajar com conforto a esta velocidade.

E os passageiros a bordo da aeronave não teriam que dividir a cabine com outras centenas de pessoas como ocorre atualmente nos aviões.

O pedido de patente da Airbus descreve a aeronave mais como um jato particular com capacidade de levar apenas 20 passageiros por viagem.

Em seu registro de patente a Airbus também sugere que a aeronave não seria usada apenas em voos comerciais, mas também teria uso militar.

Custos – O Concorde foi retirado de circulação pela Airbus em 2003 devido aos altos custos de operação da aeronave.
Na década de 1970 o jato supersônico gerou reclamações devido à poluição sonora e os estrondos sônicos que causava com suas quatro turbinas.

Como resultado, o Concorde foi proibido de sobrevoar terra em alta velocidade e nunca conseguiu se transformar em uma opção financeiramente viável para a indústria. A aeronave só operava serviço de táxi aéreo para viagens transatlânticas de alta altitude voltada para os passageiros mais ricos do mundo.

Vale lembrar que o pedido de patente para esta nova aeronave não trata da questão dos estrondos sônicos. Mas, em teoria, ao decolar quase na vertical, este barulho se dissiparia em todas as direções e não chegaria ao chão.

Para os que estão ansiosos para agendar o voo, é preciso lembrar que muitos pedidos de patente não são transformadas em produtos reais, apesar de a tecnologia descrita no projeto poder chegar a alguns produtos da Airbus.
A própria Airbus também tentou tirar parte da importância do projeto, afirmando em uma declaração que o design é baseado em “conceitos e ideias (que estão) em um estágio muito inicial”.

Na verdade, a ideia foi publicada pela primeira vez em 2011 e apenas agora começou a ser divulgada pois conseguiu a aprovação do Departamento de Patentes dos Estados Unidos.
BBC Brasil

Continue lendo

TECNOLOGIA

Descoberta de ‘estradas celestiais’ podem revolucionar viagens espaciais

Publicado

em

Se você já teve o prazer de dirigir rápido em uma estrada vazia, imagine fazer o mesmo percorrendo uma via expressa no espaço.

Em um estudo recente, um grupo de astrônomos afirma ter descoberto uma rede de “rodovias celestiais” que permitiria que espaçonaves fossem enviadas a partes remotas do sistema solar a uma velocidade sem precedentes.

Os cálculos dos pesquisadores mostram que um asteroide pode viajar de Júpiter a Netuno em menos de uma década por meio dessas supervias.

Um objeto que viaja por um século por uma rodovia celestial poderia completar uma distância de 15 bilhões de quilômetros, o que equivale a 100 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
 

Mas como funcionam essas estradas cósmicas e o que elas nos ensinam sobre o universo?

Interação entre a gravidade dos planetas forma arcos que se estendem ao longo dos coletores espaciais — Foto: NATAŠA TODOROVIĆ, DI WU, AARON J. ROSENGREN

Interação entre a gravidade dos planetas forma arcos que se estendem ao longo dos coletores espaciais — Foto: NATAŠA TODOROVIĆ, DI WU, AARON J. ROSENGREN

 

Um corredor invisível

“Para simplificar, essas rodovias são produzidas pelos planetas”, diz Aaron Rosengren, um dos autores do estudo e professor de engenharia mecânica e aeroespacial na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos.

Essas rotas expressas são formadas devido à atração gravitacional entre os planetas, criando assim um corredor invisível que se estende do cinturão de asteroides localizado entre as órbitas de Júpiter e Marte, para além de Urano.

Especialistas já sabiam que vias expressas existem no espaço, mas só agora descobriram que podem ser conectadas entre si, como um complexo sistema de estradas — Foto: Getty Images via BBC

Especialistas já sabiam que vias expressas existem no espaço, mas só agora descobriram que podem ser conectadas entre si, como um complexo sistema de estradas — Foto: Getty Images via BBC

Usando simulações de computador e analisando milhões de órbitas no sistema solar, os especialistas notaram que arcos são formados ao redor de cada planeta, que por sua vez formam o que eles chamam de “coletores espaciais”.

Os arcos e coletores são produzidos pela interação da gravidade entre dois objetos que estão em órbita.

Dessa forma, um “corredor gravitacional” é gerado, como descreve Shane Ross, um engenheiro aeroespacial da Virginia Tech University, em um artigo no portal Live Science.

Este vídeo mostra uma simulação de como os arcos são formados ao longo de um coletor espacial durante um período de 120 anos.

Embora sejam invisíveis, as simulações de computador mostraram como a trajetória de partículas que se aproximaram de planetas como Júpiter, Urano ou Netuno foi afetada ao entrar nos coletores.

 

Além disso, eles observaram que “cada planeta gera esses arcos e todas essas estruturas podem interagir umas com as outras para produzir rotas de transporte complexas”, explica Rosengren.

Os cientistas já sabiam que cada planeta pode formar seu próprio “circuito de estradas celestiais”, mas só agora descobriram que essas rotas podem se cruzar com as de outros planetas e, assim, formar uma rede mais complexa.

A grande rodovia de Júpiter

O maior número de rodovias detectadas pelos pesquisadores foi encontrado na área para onde influem as forças gravitacionais de Júpiter, o maior planeta do sistema solar.

Maior número de rodovias celestes foi encontrado em Júpiter — Foto: NASA/JPL/UNIVERSIDADE DO ARIZONA

Maior número de rodovias celestes foi encontrado em Júpiter — Foto: NASA/JPL/UNIVERSIDADE DO ARIZONA

Coletores de Júpiter poderia ser a explicação para o comportamento de cometas e asteroides que tendem a pairar em torno do planeta antes de filmar fora de órbita.

“É incrível como os coletores que emanam de Júpiter podem penetrar no sistema solar”, escreve Rosengren no Live Science.

O passo seguinte

Entender como essa rede de rodovias funciona, incluindo aquelas próximas à Terra, pode ser a chave para usá-las como rotas rápidas para viagens espaciais que podem ir mais longe em menos tempo.

Além disso, explicam os autores do estudo, pode ser útil monitorar a trajetória de objetos que podem colidir com nosso planeta, bem como monitorar o número crescente de satélites artificiais que flutuam entre a Terra e a Lua.

Do G1

Continue lendo

TECNOLOGIA

70% Dos Carros Vendidos Na Noruega Já São Elétricos

Publicado

em

A política de transporte da Noruega em adotar automóveis elétricos continua acelerada. Em agosto, segundo o site CleanTechnica, 70,2% dos carros comercializados no país europeu adotam propulsão elétrica ou híbrida.

Do valor total, 52,8% são veículos totalmente elétricos que operam com baterias. Já 17,4% correspondem aos modelos híbridos elétricos no formato plug-in, que trazem um motor a combustão interna e um motor elétrico. Em fevereiro de 2020, a porcentagem de venda de automóveis no país era de pouco mais de 40%, o que reforça os resultados positivos até o momento no segundo semestre.

A expectativa é que os números em setembro sejam ainda mais expressivos para o setor. Entre os carros mais comercializados no setor de totalmente elétricos, o líder é o Audi e-Tron, seguido do Mercedes EQC 400 e o Volkswagen e-Golf. Entre marcas menores, o destaque vai para o Polestar 2.

noruega

País europeu é o líder global em eletrificação da frota de carros particulares de passageiros (Reprodução/CleanTechnica)

A Noruega prometeu banir carros à gasolina até 2025 e tem seguido essa medida com políticas econômicas que envolvem benefícios do governo à população disposta a adquirir um automóvel elétrico — o que transformou o país em um ponto de testes de montadoras.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/mobilidade-urbana-smart-cities/177260-70-carros-vendidos-noruega-eletricos.htm

Continue lendo

Facebook

Publicidade

Copyright © 2020 Barra Portal - Todos os direitos reservados