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EDUCAÇÃO

Alunos da PB se destacam na Olimpíada de Língua Portuguesa

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Dos 18 vencedores da etapa estadual da Olimpíada de Língua Portuguesa, 11 são da Rede Estadual de Ensino. A edição 2016 da OLP tem como tema: “Escrevendo o Futuro”. Dos 466 textos analisados pela comissão julgadora, 18 foram escolhidos como os melhores da Paraíba, sendo 11 da rede estadual de ensino. Agora, os vencedores vão disputar a etapa regional do concurso e os escolhidos vão para a fase nacional, que escolherá os vencedores no mês de novembro. A OLP é organizada pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

A Comissão Julgadora Estadual da Paraíba recebeu 76 artigos de opinião, 127 crônicas, 129 memórias literárias e 134 poemas. Na modalidade “Artigo de Opinião”, todos os vencedores foram da rede estadual. Em Picuí, a vencedora foi Josseane Fátima de Lima, da escola professor Lordão, com o tema: “complexo arqueológico picuiense: um passado ameaçado”. Em Pedra Lavrada, a vencedora foi Marinita Moreira Cordeiro, da escola Graciliano Fontini Lordao, com o artigo: “Desenterrando a história”. Em Jacaraú, o texto vencedor foi “o amargo sabor da castanha”, do aluno Jônatas Oliveira de Farias, da escola Alzira Lisboa. Já em Guarabira, o escolhido foi Antônio Gomes da Silva Junior, da Escola Professor José Soares de Carvalho, com o texto: “Com sua licença: ‘pista não é pasto!’”.

Na categoria “Crônica”, os vencedores da rede estadual foram: Davylla Renally Oliveira de Souza, da escola André Vidal de Negreiros (Cuité), com o tema: “História viva”; Renault Batista Coelho, da Escola Joel Pereira da Silva (Carrapateira), com o texto: “Que barulho foi esse?”; eRuan Pablo Ferreira Couto, da Escola Teodósio de Oliveira Ledo (Boa Vista), com a crônica: “O mosquito que queria estudar”; e Geise Kelly Teles Leite, da Escola Gertrudes Leite (Desterro), com o tema: “Ponto de encontro”.

Na modalidade “Memórias Literárias”, os vencedores de escolas estaduais foram: Leandro Emanuel da Nóbrega Irineu, da Escola Professor Itan Pereira (Campina Grande), com o texto: “O ouro branco de Veneza”; e Dayane de Sousa Reis, da Escola Professor José Soares de Carvalho (Guarabira), com o tema: “Janelas da vida”. Já na categoria “Poema”, o texto vencedor da rede estadual de ensino foi “O relógio do tempo”, do aluno Kayky Barbosa da Silva, da Escola Presidente João Pessoa, de Umbuzeiro.

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EDUCAÇÃO

Sete pesquisadores da UFPB estão entre os mais influentes do mundo

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Sete pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. O estudo com o ranking foi publicado em 16 de outubro, no Journal Plos Biology, revista científica que divulga, sob o sistema de peer review (revisão por pares), uma vasta gama de matérias sobre biologia.

São estes, em ordem alfabética: Damião Pergentino de Souza, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Dionísio Bazeia Filho, do Programa de Pós-graduação em Física; Edison Roberto Cabral da Silva, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica; José Maria Barbosa Filho, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Knut Bakke, do Programa de Pós-graduação em Física; Maria de Fátima Agra, do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia; e Valdir Barbosa Bezerra, do Programa de Pós-graduação em Física.

O levantamento foi conduzido por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos (EUA), liderada pelo médico-cientista grego-americano John Ioannidis, que tem diversas contribuições na área da medicina, sobretudo em epidemiologia e clínica médica.

O estudo foi fundamentado nas citações da base de dados Scopus, que atualiza a posição dos cientistas segundo o impacto de suas pesquisas ao longo da carreira e no último ano. No caso deste ranking, em 2019.

Para Márcia Fonseca, coordenadora geral de acompanhamento e avaliação dos programas e cursos de pós-graduação da Pró-reitoria de Pós-graduação (PRPG) da UFPB, o estudo e o ranking são absolutamente bem-vindos e sinalizam resultados interessantes.

“Três pesquisadores são do Programa de Pós-graduação em Física, dois do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais Sintéticos e Bioativos, um de Engenharia Elétrica e uma única mulher, de Biotecnologia”, recupera, de modo analítico, a gestora.

Segundo Márcia Fonseca, para todos esses programas, são esperadas melhorias na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a ser divulgada no próximo ano.

“Além disso, aparecer neste ranking coroa o trabalho de pesquisa desenvolvido na UFPB, com qualidade comparada ao que é feito nacionalmente e internacionalmente”, conclui a coordenadora.

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EDUCAÇÃO

Filho De Cozinheira De RO É Aprovado Em Cambridge, 6ª Melhor Universidade Do Mundo

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Filho de uma cozinheira desempregada, o estudante Mateus do Carmo Braga, de 17 anos, superou as próprias expectativas ao ser aprovado em uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que é considerada a 6ª melhor universidade do mundo segundo a Times Higher Education.

Natural do município de Nova Brasilândia do Oeste (RO), Mateus, com apenas oito meses se mudou para Jaci-Paraná (RO), distrito em que morou até os 14 anos. Em 2017, ele foi aprovado no processo seletivo do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) de Porto Velho para cursar o ensino médio.

Como a mãe havia perdido o emprego há pouco tempo eles passaram inúmeras dificuldades durante a mudança para a capital. Mateus foi morar de aluguel com o irmão enquanto a mãe, dona Márcia, continuava no distrito de Jaci-Paraná trabalhando para sustentar os sonhos da família.

Todo esse esforço era movido pela grande vontade que Mateus tem em se tornar professor de matemática por uma universidade renomada fora do estado. E retornar para contribuir com a qualidade do ensino nas escolas da rede pública de Rondônia.

“A situação no Brasil e no estado de ‘fuga de cérebros’ prejudica em muito nossa qualidade. São pouquíssimos profissionais grandes que têm interesse de se manter aqui por ser um estado menor. Mas eu tenho uma dívida com minha terra natal, eu só consegui essas oportunidades pelas pessoas daqui que acreditaram em mim. Tenho que retornar e fazer o mesmo com meus futuros alunos daqui”, falou.

Durante a sua trajetória na escola, Mateus garantiu algumas conquistas. Ele recebeu uma medalha em ciências em um concurso feito no estado do Pará, medalhas de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Canguru de matemática, além de ter ficado entre os três finalistas na etapa nacional do programa de simulação Internationali Negotia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal
Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal

Com o objetivo de se tornar docente, o jovem se inscreveu em um concurso de bolsas para o curso de matemática na Universidade de Cambridge. Ele participou do processo seletivo em que cada candidato deveria escrever uma redação totalmente em inglês, de até 550 palavras, com o tema “o melhor matemático dos últimos 100 anos”. Mas com a vida simples que tinha, a dona Márcia não teve condições de custear um curso de inglês para o filho.

“A minha mãe era cozinheira, agora ela se encontra desempregada, mas mesmo antes a gente nunca teve uma renda que sobrasse pra fazer alguns ‘luxos’. Então, uma das coisas que eu aprendi sozinho foi inglês. Eu estudo desde criança por conta própria. E esse inglês que eu aprendi, foi o inglês que eu usei na redação pra submeter ao concurso”, contou.

Mateus foi aprovado em uma bolsa parcial com um desconto de 50% para o curso de verão de matemática pelo Immerse College Essay Competition. Segundo ele, menos de 7% dos alunos que participaram do processo seletivo receberam alguma tipo de bolsa.

O adolescente já é chamado pelos amigos como “menino de Cambridge”, mas para realmente garantir a vaga na universidade, ele precisa pagar o valor restante do curso. Como o sustento da família vem do seguro desemprego da mãe, Mateus está fazendo uma “vaquinha” na internet para conseguir custear os estudos.

O prazo para dar a primeira entrada da quantia e assegurar a vaga é 27 de novembro, no entanto, até agora, ele conseguiu levantar apenas 16% do valor.

“É pra conseguir ir e levar o nome do nosso estado. Realmente é, porque eu fui nascido e criado aqui a vida inteira e a única vez que eu saí daqui foi numa viagem pro Pará pela Seduc para representar o estado, e agora novamente eu sairei ano que vem pra representar o estado no Reino Unido”, contou.

*Estagiária do G1 RO, sob supervisão de Ana Kézia Gomes.

 

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