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POLÍTICA

Apelidada como “legenda de aluguel”, Solidariedade pode se desfalcar também em CG

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Não é apenas em João Pessoa que o Solidariedade, sigla comandada na Paraíba pelo deputado federal Benjamin Maranhão, pode receber desfalques para as eleições municipais de 2016, mas isso pode acontecer também na Rainha da Borborema.

É que o vereador de Campina Grande, Rodrigo Ramos, que foi eleito pelo PMN e trocou de legenda, migrando para o SD de Benjamin, já está novamente pensando em “mudar de barco” e abandonar a “legenda de aluguel”, apelidada assim porque serviu como uma espécie de brecha partidária para os políticos insatisfeitos. Informações obtidas pelo portal PB Agora dão conta que o parlamentar está prestes a desembarcar no PSL, de Tião Gomes.

A mudança se daria porque Benjamin já estaria ensaiando um apoio à reeleição do prefeito Romero Rodrigues, do PSDB, fato que Ramos não concorda. Diante da situação desconfortável e para não correr o risco de passar por um processo de insubordinação, o vereador campinense está se vendo obrigado a migrar de legenda, por não concordar com a decisão de Benjamin em levar a sigla para os braços do PSDB.

Pelo jeito o Solidariedade só pensa apenas nos interesses do comandante da legenda e, por isso, corre o risco de sair ainda mais enfraquecido para as eleições de 2016.

Em João Pessoa

No início do ano, por exemplo, o vereador Marmuthe Cavalcanti pediu a desfiliação da legenda, justamente por não concordar com a postura do presidente Benjamin Maranhão.

O parlamentar justificou que sofria discriminação política dentro do partido e por isso deixou a legenda. Marmuthe chegou a acusar o Benjamin Maranhão de querer obrigá-lo a votar nele para reeleição da direção do partido.

“Mais de 90% dos mandatários, ou seja, dos detentores de mandato do partido, vão apoiar a reeleição do presidente estadual, então só porque Marmuthe foi pego para Jesus Cristo? Talvez por discriminação. Talvez por eu ser de família política não ter apadrinhamento político, ser de um bairro humilde”, criticou à época.


Com informações de Henrique Lima

PB Agora

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POLÍTICA

Bolsonaro se preocupa com migração de empresários, católicos e evangélicos para Lula

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O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) está preocupado com o avanço do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre empresários, católicos e, sobretudo, evangélicos. Lula tem feito conversas informais com estes setores desde antes do STF (Supremo Tribunal Federal) tê-lo tornado elegível para 2022.

Por conta disto, Bolsonaro foi aconselhado a se antecipar na articulação à reeleição para evitar que o petista avance sobre grupos de eleitores que apoiaram a sua eleição em 2018.

Deputados e senadores governistas têm alertado Bolsonaro desde o início deste mês sobre a necessidade de ele fazer uma contraofensiva.

Um dos nomes que está em disputa, segundo assessores de Bolsonaro, é Josué Alencar, da Coteminas. Lula já sinalizou a integrantes do centrão o interesse em ter como candidato a vice o filho do seu vice-presidente José Alencar e empresário filiado ao PL, partido da base aliada de Bolsonaro.

O agravamento da pandemia e a escalada da crise política com a instalação da CPI da Covid jogam contra Bolsonaro e pode levar parcela desses setores conservadores a migrar para candidaturas oposicionistas.

Pesquisa PoderData, do site Poder360, sobre a corrida presidencial de 2022, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que o ex-presidente Lula disparou nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro e venceria o atual presidente com ampla vantagem.

No levantamento feito pelo PoderData em 17 de março, Lula tinha 41% das intenções de voto, contra 36% de Bolsonaro. Na nova pesquisa, o petista soma 52%, enquanto o titular do Planalto apresenta queda, marcando 34% das intenções de voto.

Com informações da Folha

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POLÍTICA

Golpe contra Dilma completa cinco anos, marcados pela destruição da economia, das instituições e da imagem do Brasil

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No dia 17 de abril de 2016, há exatos cinco anos, o Brasil provocou perplexidade internacional, ao revelar ao mundo que uma sessão da Câmara dos Deputados seria capaz iniciar um processo de impeachment contra uma presidente honesta, Dilma Rousseff, com votos de parlamentares corruptos, como Eduardo Cunha, e exaltadores da tortura, como Jair Bolsonaro. Naquele dia, foi realizada a sessão mais infame da história da Câmara dos Deputados, a partir de uma farsa: a tese das “pedaladas fiscais” criada pelo PSDB para retornar ao poder após quatro derrotas eleitorais.

Naquela sessão, parlamentares corruptos se uniram para derrubar um governo progressista e instalar no poder uma aliança entre a velha política representada por Michel Temer e o neoliberalismo do PSDB e do DEM. Graças a essa farsa histórica, apoiada pelos veículos de comunicação da imprensa corporativa, teve início um processo de destruição da economia nacional, das instituições republicanas e da imagem internacional do Brasil. Após a queda de Dilma, acelerou-se a retirada de direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal e o fim da soberania nacional. Os governos seguintes, do traidor Michel Temer e do neofascista Jair Bolsonaro, praticamente eliminaram a influência geopolítica do Brasil, que passou a atuar como satélite dos Estados Unidos.

Na economia, a prometida “volta da confiança” jamais se materializou. O mercado de consumo interno do Brasil se tornou cada vez mais anêmico e o país se tornou ainda mais dependente do agronegócio. No campo dos direitos humanos, houve imenso retrocesso, assim como na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e no combate à corrupção. Além disso, com o esquartejamento da Petrobrás e a privatização de ativos estatais, a concentração de riqueza se tornou ainda maior no Brasil. Para completar a destruição, o Brasil voltou ao mapa da fome, do qual havia sido retirado na gestão de Dilma Rousseff.

 

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