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POLÍTICA

Após lista de Fachin, PSDB já discute Doria candidato em 2018

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Brasília – As contundentes acusações feitas em delação premiada por executivos da Odebrecht que envolveram os principais nomes cotados pelo PSDB para concorrer ao Palácio do Planalto em 2018 fazem aumentar as especulações internas sobre uma eventual candidatura presidencial do prefeito de São Paulo, João Doria.

Lideranças nacionais e governadores tucanos entraram na mira direta da operação Lava Jato, após a divulgação da nova lista de investigados feita pelo relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), é um dos campeões de inquéritos, com cinco abertos. Já o governador de São Paulo e mentor de Doria, Geraldo Alckmin, teve seu caso remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é a Corte que autoriza investigação de governadores.

Outros nomes do PSDB que poderiam ensaiar um voo nacional no momento de dificuldade dos maiores nomes do partido também foram alvejados pela operação, caso dos governadores do Paraná, Beto Richa, e de Goiás, Marconi Perillo. Eles dois também devem ser alvos de investigação do STJ.

Um interlocutor direto de Aécio Neves admitiu, sob a condição do anonimato, que no cenário de hoje não tem como Doria não ser candidato a presidente.

“É o único que vai estar limpo para fazer campanha e bater no Lula”, afirmou essa fonte, destacando que o prefeito paulista já tem aparecido em sondagens internas como o tucano mais bem posicionado na disputa presidencial de 2018.

Doria tem feito um esforço público nos últimos dias de negar, em entrevistas, que tenha pretensões presidenciais e que o candidato dele ao Planalto é Alckmin.

Ainda assim, não descarta definitivamente a possibilidade. Em entrevista à Reuters, na semana passada, ao ser indagado sobre a possibilidade de lançar-se caso as pesquisas o apontem como único capaz de fazer frente a Lula, foi evasivo: “o futuro a Deus pertence”.

Há quem defenda, nesse cenário de “terra arrasada”, que Alckmin seja candidato a senador por São Paulo e Aécio, senador ou até deputado federal por Minas Gerais.

Antes da divulgação da chamada lista de Fachin, aliados de Alckmin e Aécio começaram uma disputa de bastidores sobre quem seria o mais atingido nas delações da Odebrecht.

Um interlocutor do governador paulista considerava que ele iria passar sem sobressaltos na Lava Jato, mesmo tendo de eventualmente responder a um inquérito no STJ e que Aécio ficaria inviabilizado.

Também antes da divulgação da lista, uma fonte ligada a Aécio, contudo, rebateu esse raciocínio, dizendo considerar ser “muito difícil” Alckmin ser o candidato do partido a presidente.

Citam o controle de Aécio sobre o comando da legenda e também as implicações da Lava Jato –Alckmin seria o “Santo” das planilhas da empreiteira– e eventuais revelações que o ex-diretor da Dersa Paulo Preto possa fazer em delação premiada que fragilizaria o governador. O governador nega qualquer envolvimento em irregularidades.

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POLÍTICA

Bolsonaro se preocupa com migração de empresários, católicos e evangélicos para Lula

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O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) está preocupado com o avanço do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre empresários, católicos e, sobretudo, evangélicos. Lula tem feito conversas informais com estes setores desde antes do STF (Supremo Tribunal Federal) tê-lo tornado elegível para 2022.

Por conta disto, Bolsonaro foi aconselhado a se antecipar na articulação à reeleição para evitar que o petista avance sobre grupos de eleitores que apoiaram a sua eleição em 2018.

Deputados e senadores governistas têm alertado Bolsonaro desde o início deste mês sobre a necessidade de ele fazer uma contraofensiva.

Um dos nomes que está em disputa, segundo assessores de Bolsonaro, é Josué Alencar, da Coteminas. Lula já sinalizou a integrantes do centrão o interesse em ter como candidato a vice o filho do seu vice-presidente José Alencar e empresário filiado ao PL, partido da base aliada de Bolsonaro.

O agravamento da pandemia e a escalada da crise política com a instalação da CPI da Covid jogam contra Bolsonaro e pode levar parcela desses setores conservadores a migrar para candidaturas oposicionistas.

Pesquisa PoderData, do site Poder360, sobre a corrida presidencial de 2022, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que o ex-presidente Lula disparou nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro e venceria o atual presidente com ampla vantagem.

No levantamento feito pelo PoderData em 17 de março, Lula tinha 41% das intenções de voto, contra 36% de Bolsonaro. Na nova pesquisa, o petista soma 52%, enquanto o titular do Planalto apresenta queda, marcando 34% das intenções de voto.

Com informações da Folha

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POLÍTICA

Golpe contra Dilma completa cinco anos, marcados pela destruição da economia, das instituições e da imagem do Brasil

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No dia 17 de abril de 2016, há exatos cinco anos, o Brasil provocou perplexidade internacional, ao revelar ao mundo que uma sessão da Câmara dos Deputados seria capaz iniciar um processo de impeachment contra uma presidente honesta, Dilma Rousseff, com votos de parlamentares corruptos, como Eduardo Cunha, e exaltadores da tortura, como Jair Bolsonaro. Naquele dia, foi realizada a sessão mais infame da história da Câmara dos Deputados, a partir de uma farsa: a tese das “pedaladas fiscais” criada pelo PSDB para retornar ao poder após quatro derrotas eleitorais.

Naquela sessão, parlamentares corruptos se uniram para derrubar um governo progressista e instalar no poder uma aliança entre a velha política representada por Michel Temer e o neoliberalismo do PSDB e do DEM. Graças a essa farsa histórica, apoiada pelos veículos de comunicação da imprensa corporativa, teve início um processo de destruição da economia nacional, das instituições republicanas e da imagem internacional do Brasil. Após a queda de Dilma, acelerou-se a retirada de direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal e o fim da soberania nacional. Os governos seguintes, do traidor Michel Temer e do neofascista Jair Bolsonaro, praticamente eliminaram a influência geopolítica do Brasil, que passou a atuar como satélite dos Estados Unidos.

Na economia, a prometida “volta da confiança” jamais se materializou. O mercado de consumo interno do Brasil se tornou cada vez mais anêmico e o país se tornou ainda mais dependente do agronegócio. No campo dos direitos humanos, houve imenso retrocesso, assim como na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e no combate à corrupção. Além disso, com o esquartejamento da Petrobrás e a privatização de ativos estatais, a concentração de riqueza se tornou ainda maior no Brasil. Para completar a destruição, o Brasil voltou ao mapa da fome, do qual havia sido retirado na gestão de Dilma Rousseff.

 

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