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POLÍCIA

“Bandido que tentar enfrentar a PM não vai se dar bem”, diz coronel Euller Chaves

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Após o assassinato de mais um policial militar na Paraíba, o comandante da Polícia Militar no Estado, coronel Euller Chaves foi o entrevistado no programa 27 Segundos, da RCTV (emissora por assinatura do Sistema Correio de Comunicação), onde falou sobre a atuação da polícia e a situação da segurança pública. Ele falou que a PM da Paraíba está preparada para enfrentar os bandidos à altura e que estes não terão sucesso em afrontar os oficiais.

Mortes de policiais

“Estamos doloridos de algumas pancadas que mexem com a vida humana, mas a PM é forte e continuamos na luta. Haveremos de nos recuperar desses baques que fazem parte do processo”, contou o coronel. Ele se referiu aos assassinatos do cabo Bira, em Patos, no Sertão, e do sargento Da Silva, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Segundo ele, está clara a autoria dos crimes.

No caso de Patos, Euller afirmou ter certeza de que não houve intenção de matar um policial. O cabo Bira foi morto após puxar uma arma de fogo. “Ele planejou tanto uma reação que acabou dando a vida”, disse o comandante, acrescentando que o fato servirá para salvar muitas outras vidas, pois os envolvidos foram presos.

Ele também não classificou como ‘desfile’ da PM o que ocorreu após as detenções, dizendo que foi apenas a condução dos detidos até a delegacia, pois os mesmos estavam em São José do Bonfim. “O que é prioritário e essencial é que houve uma resposta imediata da PM. Os policiais cumpriram com o dever e não procuraram fazer exposições indevidas”, explicou o coronel, dizendo ainda que “bandido que tentar enfrentar a Polícia Militar não vai se dar bem”.

Euller parabenizou a corporação, classificando a operação como “louvável” e informou que os suspeitos foram devidamente protegidos durante o trajeto, evitando, assim, uma reação mais acalorada da população, revoltada pela perda de uma pessoa querida.

Já o caso de Santa Rita, para o entrevistado, foi totalmente distinto. Para ele, é possível que os bandidos tenham identificado os agentes da inteligência em viatura descaracterizada. O policial que sobreviveu, inclusive, já fez a identificação dos suspeitos.

Ainda dentro de tema, Euller Chaves disse que o Brasil, que apresenta muitos problemas socioeconômicos, precisa de um novo plano nacional de Segurança Pública. Segundo ele, a polícia acaba herdando problemáticas advindas de fatos como a pobreza e a falta de educação adequada. Ele procurou deixar claro que não depende apenas das forças policiais para que se controle a violência.

Mesmo se mostrando satisfeito com a aprovação no Senado da Lei que torna o assassinato de profissionais de segurança pública crime hediondo, o coronel classificou como “mínima” a proteção dos agentes em âmbito nacional. “É preciso dar segurança para quem dá segurança”, enfatizou.

Redução da maioridade penal

“Queda da maioridade não resolve problema da violência. Talvez minimize em primeiro momento e depois piore. A medida não traz resultados concretos para a redução dos crimes”, contou. Ele continuou dizendo que os menores apreendidos “entrarão em uma escola superior e aprenderão mais sobre o crime”, pois, segundo ele, o sistema prisional não ressocializa.

Ele criticou a legislação atual, principalmente no que diz respeito às detenções por porte ilegal de arma, e disse que “menores que participam de um crime precisam ser tratados pelo Estado de forma diferenciada, para que não voltem a cometer mais atos criminosos. “Prender sem qualidade da prisão não vai resolver o problema”.

Euller comparou a situação brasileira com a de países como Inglaterra e Itália, onde, segundo ele, há um homicídio a cada 100 mil habitantes. A taxa global é de seis a cada 100 mil. No Brasil, o número é alarmante: 29 a cada 100 mil. “Os países que conseguiram vencer a criminalidade endureceram as leis”, concluiu.

Explosões de caixas eletrônicos

As ações constantes de criminosos contra agências bancárias também foi um dos temas levantados em conversa com o jornalista Hermes de Luna. O comandante da PM disse que a corporação já trabalha intensamente nessas ocorrências. Ele informou que a polícia já prendeu e apreendeu na Paraíba mais de 80 envolvidos em explosões.

No entanto, ele disse que em casos como esses, os bandidos podem responder apenas por furto qualificado e receber sanções mais brandas. O coronel classificou tais ações como terrorismo e devem ser tratadas como crimes hediondos.

“O país precisa acordar para a necessidade de prender os bandidos e validar as ações da polícia”, finalizou.

Portal Correio

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POLÍCIA

Em Remígio, homem é preso suspeito de matar idosa de 77 anos a facadas para roubar R$ 900 e celulares

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Um homem de 28 anos foi preso nesta terça-feira (2), suspeito de matar uma idosa de 77 anos a facadas, em Remígio, no Agreste da Paraíba. Ele teria invadido a casa da vítima no último sábado (27), e cometido o crime para roubar a quantia de R$ 900 e dois celulares, conforme informou o delegado Cristiano Santana.

Ainda de acordo com o delegado, o suspeito invadiu a casa da idosa, que morava sozinha. No momento da ação, ela estava em uma videochamada com um filho, que mora em São Paulo.

Como a ligação foi interrompida bruscamente, o filho entrou em contato com vizinhos e pediu que eles fossem até o local para saber o que havia acontecido. Quando chegaram na casa, encontraram a vítima inconsciente e a mobília revirada.

“Trata-se de um crime bárbaro e que comoveu toda a população de Remígio, diante da covardia empreendida pelo suspeito contra uma senhora sem chances de defesa”, relatou o delegado.

O delegado explicou que as pessoas da vizinhança sabiam que a idosa tinha o costume de guardar dinheiro em casa, para as despesas do decorrer do mês. Mas, não pode precisar se o crime aconteceu de forma premeditada, já que o suspeito não confessa tê-lo cometido.

A polícia chegou até o homem, após assistir as imagens do circuito de segurança da residência, que o mostram tendo acesso ao imóvel.

O suspeito foi autuado pelo crime de latrocínio e encaminhando para a Central de Polícia de Campina Grande, onde permanece à disposição da Justiça. A arma utilizada no crime não foi encontrada.

Por G1 PB

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POLÍCIA

Investigação policial conclui que sobrinho matou Expedito Pereira por dinheiro

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A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito criminal sobre a morte de Expedito Pereira, ex-prefeito da cidade de Bayeux e ex-deputado estadual da Paraíba, nesta sexta-feira (12). De acordo com a investigação, o sobrinho da vítima articulou a morte do tio por dinheiro. Expedito foi morto após ser baleado no dia 9 de dezembro de 2020, em João Pessoa. A vítima andava sozinho pelo bairro de Manaíra quando um homem em uma moto se aproximou e atirou nele, fugindo em seguida.

As investigações da Polícia Civil apontam que o crime foi cometido intencionalmente, para ocultar outras ações cometidas pelos suspeitos contra a vítima. De acordo com a delegada Emília Ferraz, os autores do crime agiram para encobrir os gastos excessivos dos bens materiais e posse do patrimônio do ex-gestor.

Os suspeitos Ricardo Pereira, sobrinho da vítima, e Leon Nascimento, responsável por ter efetuado os disparos, estão presos. Gean Carlos da Silva Nascimento, que teria ido com Leon Nascimento buscar a moto e entregue a arma que foi usada no crime, ainda não foi localizado.

“Durante a investigação, descobrimos que Ricardo Pereira era o responsável por administrar todas as finanças do tio. Ele tinha não só os cartões de débito e saque das contas bancárias de Expedito como também as senhas dos cartões e das operações eletrônicas de aplicativos de banco. Qualquer negociação ou transação comercial que envolvesse o nome de Dr. Expedito tinha que passar pelo crivo e aval do sobrinho”, disse Emília durante entrevista coletiva em dezembro de 2020.

 

Ainda segundo a delegada, o Inquérito Policial foi validado pelo Ministério Público, que já ofereceu inclusive a denúncia, além de solicitar a conversão da prisão temporária dos acusados em prisão preventiva.

No inquérito, um fato que chamou atenção foi a decisão da vítima de vender uma granja que tinha na cidade do Conde e uma casa que tinha em Bayeux, poucos meses antes do crime, preocupado com as finanças da casa e da família dele. A venda foi intermediada pelo sobrinho Ricardo.

A delegada Emília ainda esclareceu que “o crime que vitimou doutor Expedito não é só um crime grave, ele é de natureza hedionda, um crime que além de enlutar uma família, sensibilizou a população tanto da cidade de João Pessoa como, especialmente, a da cidade de Bayeux”.

“A Polícia continua trabalhando no sentido de dar cumprimento ao mandado de prisão que foi expedido contra o único foragido, e para tanto conta com a informação sociedade, que poderá colaborar através do canal de informações da Polícia Civil, o 197, ressaltando o respeito absoluto ao anonimato”, ressaltou o delegado Victor Melo.

Suspeitos trabalharam juntos

O delegado Victor Melo explicou que Gean, Ricardo e Leon trabalharam juntos no crime. “Ricardo e Gean já trabalhavam juntos há mais tempo, mas Leon se juntou aos dois para trabalhar na campanha eleitoral de Ricardo como candidato a vereador, este ano, e ficou trabalhando com ele depois”, disse Victor.

Segundo o delegado, Ricardo teria alugado um carro que foi usado pelos dois suspeitos para pegar a moto utilizada no crime e fugir em seguida. “Descobrimos que este carro foi usado para a dupla para, depois de devolver a moto ao dono, fugir para o Rio Grande do Norte. Ao investigar o carro, descobrimos que estava no nome de Ricardo”, explicou o delegado.

Victor Melo explicou ainda que, no dia do homicídio, cerca de 20 minutos depois do crime, Gean e Ricardo foram vistos juntos em um prédio no Centro de João Pessoa.

 

Na casa dos investigados, a polícia apreendeu documentos, cadernos e anotações. Um cheque de R$ 12 mil, assinado por Expedito, mas que a família não reconhece a assinatura, foi achado na casa de um dos suspeitos. Na casa de Ricardo a polícia encontrou um coldre de uma arma, o certificado de propriedade de uma pistola e comprovantes fiscais de compras recentes de munição.

A moto usada no crime foi apreendida pela polícia assim como a camisa utilizada pelo executor. Com base em imagens de câmera de segurança de antes, durante e depois do homicídio, a polícia achou o local em que a camisa foi descartada. “É possível ver o Leon se desfazendo da roupa. Pesquisamos as redes sociais dele, que são abertas, e encontramos várias fotos, desde novembro do ano passado, em que ele está usando a mesma camisa”, completou Victor Melo.

Do G1.

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