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POLÍTICA

Bolsonaro ofende negras e negros do país no Dia da Consciência Negra: “Obrigado Pelé”

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Num tweet às 7h22 desta sexta-feira (20), no Dia de Zumbi e Dandara e da Consciência Negra, Jair Bolsonaro ignorou o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, negro, espancado até a morte na noite de quinta-feira e, numa provocação à negras e negros do país, escreveu: “Obrigado Pelé. Bom dia a todos”. 

Bolsonaro é conhecido por seu racismo, machismo e homofobia. 

Numa declaração que tornou-se conhecida nacional e internacionalmente, numa reunião com a comunidade judaica no Rio de Janeiro, em abril de 2017, afirmou: “Fui num quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”.

Em março de 2011, ainda deputado federal,  ao participar do quadro “Povo quer saber”, em que respondeu a curiosidades do público, Bolsonaro disse que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque “foram muito bem educados”. (Veja o vídeo com a polêmica entrevista )

“Não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”,  disse Bolsonaro, em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se filho dele se apaixonasse por uma negra.

 

Brasil 247

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POLÍTICA

Bolsonaro já discute não terminar o mandato, segundo Carta Capital

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De acordo com reportagem da Carta Capital, Jair Bolsonaro já admite não terminar o mandato presidencial. Segundo a publicação, em conversa reservada em 26 de agosto sobre o país e seu governo, Bolsonaro comentou: “Eu vou embora do Brasil”.

O interlocutor questionou: “Vai levar quem?”. A resposta foi típica de Bolsonaro: “Sou hétero, só minha mulher”. A pessoa que ouvia saiu com a impressão de que Bolsonaro já começa a pensar na possibilidade de não terminar o mandato.

Um dia antes do fato, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, usou o Twitter para dizer que o pai deveria utilizar as redes sociais para enfrentar jornalistas.

“Quando as pessoas forem hipnotizadas para ter este pensamento será o fim. Sairá o único presidente eleito sem amarras, capaz de mudar o sistema, e entrará um bundão a servir este establishment”, escreveu Eduardo.

Por “bundão” ele se referia, certamente, ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão.

CPI

A queda de Bolsonaro voltou a ser assunto em Brasília, depois de deflagrada a crise ambiental na Amazônia. No dia em que ele mencionou a possibilidade de deixar o País, pesquisa revelou que 39% dos brasileiros acham seu governo ruim ou péssimo, 10 pontos acima dos que acham bom ou ótimo.

Existe no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação que pede a cassação dele por disseminação de mentiras na campanha. A ação pode ganhar força com a CPI das fake news, que deve ser instalada em breve.

Revista Fórum

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POLÍTICA

Primeira negra eleita vereadora em Joinville é ameaçada de morte por vaga a suplente branco

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) — Primeira vereadora negra eleita em Joinville (SC), a professora Ana Lúcia Martins (PT), recebeu ameaças de morte desde o resultado da eleição do último domingo (15). “Agora só falta a gente matar ela e entrar o suplente que é branco”, dizia uma das ameaças.

Um inquérito foi aberto e o caso tem sido apurado, inicialmente, como injúria racial e ameaça.

“Existe indício de que os autores pertençam a uma célula de um grupo neonazista em Joinville. Estamos fazendo diligências para identificar. Já vislumbramos nomes, mas a investigação está em andamento”, disse à reportagem a delegada Cláudia Cristiane Gonçalves de Lima, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami).

Quando a informação sobre Ana Lúcia ser a primeira negra eleita na cidade já era confirmada, outra postagem afirmava que “não há como comemorar uma petista no poder novamente em Joinville”.

“Sabia que não seria fácil. Estava ciente que enfrentaria uma certa resistência em uma cidade que elegeu apenas na segunda década do século 21 a primeira mulher negra. Só não esperava ataques tão violentos”, afirmou Ana Lúcia, em nota publicada nas redes sociais.

Segundo a advogada, Andreia Indalencio Rochi, Ana Lúcia também teve sua conta de Instagram invadida ainda no domingo. “Quando começou a apuração, com os primeiros resultados, a Ana teve uma invasão no Instagram. Apagaram algumas fotos e fizeram algumas coisas, mexeram no perfil”, afirmou.

“Na segunda-feira [16], já confirmada como eleita, começaram essas ameaças no Twitter em que literalmente falam que precisam matá-la para um suplente branco assumir, que fascistas mandam e que ela precisa se cuidar”, completou Rochi.

O PT de Joinville divulgou uma nota em que afirma que os ataques são um “mecanismo de silenciamento”. “Os comentários publicados nas redes sociais e as ameaças à companheira constituem um mecanismo de silenciamento e invisibilidade para impedir a denúncia, a reflexão e a crítica sobre o racismo”, diz a nota.

Em Porto Alegre, onde cinco vereadores negros foram eleitos, o candidato a prefeito Valter Nalgelstein (PSD) comentou o resultado em tom considerado racista.

“Muitos deles jovens, negros. Vereadores esses sem nenhuma tradição política, sem nenhuma experiência e nenhum trabalho e pouquíssima qualificação formal”, disse Nagelstein em áudio que circulou nas redes sociais. No seu perfil, o político alegou que não foi preconceituoso.

Folhapress

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