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BRASIL

Brasil tem semana com maior número de casos de covid-19 desde o início do surto

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São Paulo – O Brasil acumula 203.580 mortes por covid-19 desde o início do surto no país, em março. Nas últimas 24 horas, foram 480 novas vítimas e 25.822 novos contaminados. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), 8.131.612 brasileiros já foram infectados com o coronavírus.

Às segundas-feiras, os indicadores da pandemia tendem a ser inferiores do que a média dos demais dias da semana, por conta da subnotificação devido ao menor número de testes e profissionais de saúde ativos no domingo. Esse represamento tende a ser corrigido nos dias seguintes. Estima-se cerca de 50 mil mortes a mais na realidade, de acordo com cálculos conservadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A última semana epidemiológica – entre 29 de dezembro e 4 de janeiro – registrou novos recordes do surto no país. Foi a semana com maior número de novos casos registrados desde o início da série, com 359.593 novos casos oficialmente registrados. Já em relação ao número de mortes, foram 6.906 em sete dias, maior número desde a semana do dia 16 de agosto, quando o país enfrentava o até então pico da pandemia. Agora, especialistas temem que o pior ainda esteja por vir. Aglomerações em festas de fim de ano devem resultar em uma explosão de casos e mortes nos próximos dias.

Em relação à média móvel epidemiológica, calculada a partir dos números dos últimos sete dias, o Brasil também vive seu pior momento em relação à transmissão do vírus. A média registrada de casos foi de 54.270, maior desde março. Já em relação aos mortos, 1.014; a primeira vez que o país ultrapassou as mil mortes médias desde o dia 26 de agosto.

Curvas epidemiológicas da covid-19 no Brasil em forte crescimento após o fim de ano. Fonte: Conass

Um ano

Hoje (11) completa-se um ano da primeira morte registrada por covid-19 no mundo. Foi um homem de 61 anos, na China, que contraiu o novo coronavírus na cidade de Wuhan, na província de Hubei, interior do país. Desde então, o país asiático controlou de forma efetiva a circulação do vírus e já vacina sua população de forma emergencial há seis meses. Como resultado, a China contabiliza 4.634 mortes em toda a história do surto; significativamente abaixo do que o Brasil registra por semana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conseguiu liberação de Pequim para enviar ao país uma missão de estudo sobre as origens da covid-19. Um grupo de dez pesquisadores chegará em Wuhan na quinta-feira (14), e será recebida por pesquisadores locais. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, comemorou o início das pesquisas. “Esperamos trabalhar em estreita colaboração com nossos colegas da China nesta missão crítica para identificar a fonte do vírus e sua rota de introdução na população humana”, disse.

Sem fim

O ano de 2021 começou com a esperança das vacinas contra a covid-19, que já deixa quase 2 milhões de mortos em todo o mundo. Enquanto cerca de 60 países já deram início à imunização com caráter emergencial, o Brasil segue com indefinições e barreiras pela má condução da crise pelo governo federal. Mesmo com a vacinação em curso em boa parte do mundo, a OMS descarta o controle do vírus ainda neste ano.

“Não vamos atingir nenhum nível de imunidade populacional ou imunidade coletiva em 2021”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan. Ela celebrou os rápidos avanços da ciência na elaboração de vacinas em tempo recorde na história da humanidade, mas destacou que por questões logísticas e de ampla disseminação do vírus, o mundo ainda deve demorar para controlar a doença.

Diante da realidade, a OMS segue com a recomendação de medidas de distanciamento social e uso de máscaras. Na última semana, a organização chegou a pedir para a Europa endurecer o isolamento. Inglaterra, Escócia e Portugal, por exemplo, registraram recordes de mortes pela doença. “Leva tempo para aumentar a produção de doses, não é só uma questão de milhões, mas estamos falando de bilhões de doses”, completou.

RBA

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Cinco estados já têm segunda onda de Covid-19 pior do que a primeira

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A segunda onda de mortes ocasionada pela pandemia de Covid-19 no Brasil é nítida. A média móvel de óbitos provocados pela doença chegou a 323,14, em 11 de novembro do ano passado, e agora está em 1.071. Devido a essa diferença, são quase 700 pessoas a mais perdendo a vida diariamente por causa do novo coronavírus.

O nível atual de falecimentos está no mesmo patamar observado em julho de 2020. Essa não é, entretanto, a realidade de todos os estados brasileiros. O (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, analisou a curva de mortes causadas pela doença em cada unidade da Federação (UF) a fim de avaliar como está a situação por localidade.

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É lei: furar fila da vacinação contra Covid pode dar até 12 anos de prisão

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Não pense que vai ficar por isso mesmo! A turma do “se colar, colou”, que entrou no esquema de furar fila da vacinação em pelo menos 10 estados brasileiros e no Distrito Federal (veja abaixo) pode se dar mal. Isso vale para quem aplica a dose e para quem recebe a agulhada sem estar nas prioridades estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

O alerta é do promotor de Justiça Clayton Germano, da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Ele integra a força-tarefa no combate à covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal.

Além de ser coisa de gente mau-caráter e egoísta, isso pode ser enquadrado em crimes de:

  • Peculato: praticado por servidor que se apropria de um bem público em prejuízo da coletividade, que prevê pena de 2 a 12 anos de prisão e
  • Improbidade administrativa: crime cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta.

E Clayton lembra que o servidor público – que tem a guarda das vacinas contra Covid-19 e aplicou a dose em quem, neste momento, não teria direito – também pode perder o cargo.

Quem se envolve na fraude também poderá ter de pagar multa.

Denúncias em 10 estados e DF

Clayton abriu uma investigação para apurar denúncias de favorecimento da aplicação da CoronaVac no Distrito Federal. O caso é mantido sob sigilo. Mas não é apenas no DF.

Promotores de Justiça e procuradores da República de diferentes regiões estão instaurando procedimentos para apurar denúncias semelhantes em ao menos 10 estados, de acordo com levantamento da Agência Brasil.

Entre eles no Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Afastado do cargo

Em Pires do Rio, município a 150 km de Goiânia, o secretário municipal de Saúde Assis Silva Filho foi afastado do cargo por ter furado a fila e imunizado a própria esposa.

O pedido de afastamento dele foi feito pelo Ministério Público do Estado de Goiás e acatado pela comarca da cidade.

Assis Silva assumiu que furou a fila para “preservar a saúde da mulher da minha vida”.

Ele também é pastor da igreja Vitória em Cristo.

Com informações do CorreioBraziliense e Agência Brasil

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