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SAÚDE

Como um gato pode te ajudar a lutar contra a depressão

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Poderiam um ronronar de um gato ou o balançar do rabo de um cachorro ajudar a curar a depressão nos humanos?

“Pets oferecem um amor incondicional que podem ser muito valiosos para pessoas com depressão”, diz o psiquiatra Ian Cook.

Estudos mostram que animais podem reduzir a tensão e melhorar o humor. Em conjunto com o tratamento, pets podem ajudar pessoas com depressão a se sentirem melhor.
Se você está deprimido, eis algumas questões em que seu pet pode ajudar:

pata1- Amor descomplicado
Sua relação com seus amigos e familares é complicada e desgastante? Um pet pode ser um bom antídoto. “Com seu pet, você pode apenas viver o momento, e ser você mesmo.”, diz Terry Wright, PhD, pisiquiatra em Santa Ana, Calif. “Você não precisa se preocupar em magoar seu gato ou seguir conselhos que você não quer seguir”.

pata2- Responsabilidade
Você pode até pensar que não tem capacidade para cuidar de um pet agora. Tomar conta de você mesmo já pode parecer difícil o suficiente. Mas, especialistas dizem que adicionar um pouco de responsabilidade à sua vida pode ajudar, e muito! Uma nova vida para cuidar adiciona um novo e positivo foco para a sua vida. “Cuidar de um animal pode te ajudar a perceber o seu próprio valor e importância”, diz Cook. Isso irá melhorar sua auto estima e lembrá-lo de que você é capaz, e que pode fazer mais do que pode imaginar!

pata3- Atividade
Você mal tem saído do sofá nos últimos dias? Você precisa de mais atividade física! Se exercitando, você libera hormônios muito importantes para sua saúde mental, como a endorfina e a dopamina, que são responsáveis por te deixar feliz e tranquilo. Animais podem ajudar nisso! Se você tem um cão, precisará sair com ele para passear, se tem um gato, precisará brincar com ele. Atividade física é, sem dúvida, um dos melhores remédios para combater a depressão.

pata4- Rotina
Ter uma rotina e compromissos diários ajuda pessoas com depressão. Um animal é uma rotina por si só. Acordarão você pela manhã, pedirão comida e água, pedirão para sair pra passear ou brincar. Precisarão de cuidados, e isso ajudará você a se manter ocupado.

pata5- Companheirismo
A depressão pode fazer você se isolar e se afastar dos seus amigos e familiares. Se você tem um pet, você nunca estará sozinho. Isso pode fazer a diferença de verdade.

pata6- Interação social
Ter um pet pode te ajudar a ter mais contato social com outras pessoas. Você pode conversar e conhecer pessoas novas enquanto passeia com seu pet ou espera no consultório veterinário. Pets quebram o gelo naturalmente, e outras pessoas que também têm pets adoram falar sobre eles.

pata7- Toque
Estudos mostram que pessoas se sentem melhor quando têm contato físico com outras pessoas/ animais. Pets oferecem isso em tempo integral. É simplesmente terapêutico ter um gato no colo enquanto você o acaricia, e ele ronrona. Estudos comprovam também que acariciar um animal pode aumentar sua expectativa de vida. Quem tem um pet tem 40% a menos de chance de ter um ataque cardíaco.

pata8- Saúde melhor
Estudos comprovam que ter um pet pode te ajudar a diminuir a pressão do sangue, reduzir o stress e elevar a produção dos hormônios que te fazem sentir feliz.

Mas, atenção! pets não são pra qualquer pessoa com depressão. Se você está deprimido, pense com cuidado antes de ter um pet. Se você tem um ente querido com depressão, não ache que surpreendê-lo com um pet vai ajudar. Poderia até piorar. A decisão de adotar um animal é muito importante e deve ser bem pensada. Por isso, antes de decidir, se faça as seguintes perguntas:

– Você se sente confortável com animais?
Muitas pessoas que se beneficiaram da companhia de animais já conviviam com eles desde a infância. Eles já estão acostumados a ter um animal como fonte de conforto. Se você nunca teve um pet, pense se você realmente gostaria de ter um.

– Ter um pet te deixaria preocupado?
Medo e preocupação com a morte é um sinal comum de depressão. Se ter um pet significa que você vai estar sempre preocupado e pensando sempre na possibilidade de que ele morra, não vai resolver.

– Sua depressão está muito intensa nesse momento?
Tomar conta de um animal não é diferente de cuidar de uma criança. Se sua depressão é tão severa que você não se sente capaz de cuidar de um animal, não é uma boa ideia no momento. Se recupere, e depois pense novamente na possibilidade, até se sentir seguro.

– Você pode sustentar um gato?
Ter um pet significa que você vai gastar algum dinheiro com ele. Dar uma alimentação de qualidade, cuidados veterinários, vacinas, castração…Então, só tome essa decisão se realmente puder dar a ele uma vida confortável e feliz.

E o mais importante: Procure ajuda profissional! Um pet pode ajudar nessa luta constante contra a depressão, mas somente um bom tratamento com a ajuda de profissionais vai poder te ajudar a ter uma vida tranquila e feliz!
Saiba sempre que você não está sozinho, e que todos os dias milhares de pessoas passam pelo mesmo problema que você, e com a ajuda necessária, conseguem sair dessa!
É como dizem: mesmo quando tudo parecer perdido e você não tiver vontade de fazer nada, comece fazendo o necessário, depois o que é possível e, quando você menos esperar, estará fazendo o que antes considerava impraticável.

Fonte: Webmd

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SAÚDE

Uma maçã por dia pode reduzir risco de Alzheimer, diz ciência

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Compostos naturais encontrados na casca e na polpa das maçãs podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.

Foi o que constatou uma pesquisa feita por especialistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha.

Eles descobriram que altas concentrações de compostos existentes em maçãs, conhecidos como fitonutrientes, estimulam a criação de neurônios – células responsáveis pela nossa memória – em um processo denominado neurogênese.

Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos, em testes de laboratório.

“Uma maçã por dia mantém o médico longe – pode haver alguma verdade nessa frase”, dizem eles no artigo, publicado na revista científica Stem Cell Reports.

“Neste estudo, demonstramos que as maçãs contêm compostos pró-neurogênicos, tanto na casca quanto em sua polpa”.

Estudo

O estudo mostrou que células-tronco cultivadas em laboratório, de cérebros de camundongos adultos, geraram mais neurônios e foram protegidas da morte celular quando quercetina ou DHBA foram adicionados às culturas.

Testes subsequentes em ratos mostraram que em estruturas distintas do cérebro adulto associadas ao aprendizado e à memória, as células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios, quando os ratos receberam altas doses de quercetina ou DHBA.

Os efeitos na neurogênese foram comparáveis ​​aos efeitos observados após o exercício físico, que é um estímulo conhecido para a neurogênese.

Isso sugere que compostos naturais em frutas, não apenas quercetina e DHBA, mas potencialmente outros, podem atuar em sinergia para promover a neurogênese e a função cerebral quando administrados em altas concentrações.

Suco não funciona

Os pesquisadores também examinaram efeitos do suco de maçã concentrado em ratos e constaram que suplementação em 3 semanas não teve efeito sobre a neurogênese.

“Dado que a concentração de quercetina no suco de maçã é muito baixa (abaixo de 2 mg / litro) … concluímos que esta é provavelmente uma concentração insuficiente de fitoquímico ativo para modular a neurogênese”, disse a equipe.

Outros benefícios

Embora se saiba que uma maçã por dia faz bem, duas maçãs por dia podem ser melhores para reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, descobriram os especialistas em 2019.

Quando 40 pessoas com colesterol ligeiramente alto comeram duas maçãs grandes por dia durante oito semanas, isso reduziu seus níveis de colesterol “ruim” em quase quatro por cento.

Duas maçãs por dia podem ajudar também a reduzir o risco de derrame ou ataque cardíaco, que pode ser causado pelo endurecimento das artérias pelo colesterol.

“Parece que o velho ditado de um dia de maçã estava quase certo”, disse a autora do estudo, a professora Julie Lovegrove, da Unidade de Nutrição Humana Hugh Sinclair da Universidade de Reading, na época.

‘Acreditamos que as fibras e os polifenóis nas maçãs são importantes, e a maçã é uma fruta popular entre todas as idades”, lembrou a pesquisadora.

Dois compostos - quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã - geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório
Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório

Com informações do Daily Mail

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SAÚDE

Sintomas da ‘Covid longa’ atingem até 80% dos infectados pela doença

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Náusea, tosse, suor, zumbido no ouvido e problemas de sono afetam a vida de Eduarda Norat, de 22 anos. Três meses depois de ter se curado da Covid-19, Eduarda sofre com alguns dos 55 sintomas mais conhecidos de uma doença que vem sendo chamada de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” ou “Covid prolongada”.

“Às vezes, depois de subir uma escada, parece que corri uma maratona”, disse Eduarda Norat, que teve Covid em novembro.

O nome oficial e as classificações destas complicações da Covid-19 devem ser definidos em breve por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade reúne dados de pesquisas pelo mundo que já apontam, por exemplo, que as mulheres são as que mais relatam as complicações oriundas da infecção pelo Sars-Cov-2.

Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Eles fizeram a revisão de 18 mil pesquisas publicadas sobre o assunto até 1° de janeiro de 2021.

Os pesquisadores selecionaram as 15 principais publicações (nove do Reino Unido, três dos Estados Unidos, um da Austrália, um da China, um do Egito e um do México) mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais.

Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dificuldade para respirar (24%). Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos 2 semanas após a cura do coronavírus.

Mesmo que ocorra com mais frequência em pacientes que sobreviveram à versão grave da doença, a Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada, sem precisar de hospitalização.

Além disso, um dos estudos analisados na revisão aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo; os outros 14 artigos não fizeram análise por gênero.

Mulheres, jovens e sem hospitalização

Ao ver a lista de 55 sintomas apresentada pelo estudo, Eduarda reconheceu mais efeitos em seu corpo. “Tem coisas aí que eu estava sentindo e eu nem sabia que era sintoma”, afirmou. Norat conta que, à época em que desenvolveu a doença, chegou a apresentar outros sintomas, como falta de olfato e paladar, mas não precisou ser internada.

”Os únicos cheiros que eu sentia eram os mais fortes, tipo perfume ou ketchup, mas era um cheiro bem esquisito, parecia vinagre”, contou Eduarda Norat.

Norat é jovem, mulher e desenvolveu a versão leve da doença, um dos perfis investigados para a Covid longa.

Em entrevista ao G1, David Strain, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, explica que o instituto nacional de estatísticas do país aponta que as mulheres têm maior probabilidade de terem a Covid prolongada – em torno de 74%.

Devido à ação do coronavírus nas células, Strain também explica que a Covid pode atingir os jovens. Ele pondera, no entanto, que ainda não é uma verdade absoluta.

“É importante reconhecer que podemos estar apenas observando um ‘viés de reportagem’. As mulheres são mais propensas a procurar ajuda quando têm um problema, em comparação com os homens. Isso já é bem conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador britânico, a maioria dos pacientes (75%) com Covid longa do NHS são mulheres mais jovens (com menos de 50 anos). Os 25% restantes são homens ou mulheres com 51 anos ou mais. Além disso, ele avalia que a gravidade inicial da doença – leve, moderada ou grave – não tem mostrado muita influência nas chances de ter ou não os sintomas após a cura.

Pesquisa no Brasil

Desde março, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a chegar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os médicos acompanham a resposta e a recuperação dos pacientes.

Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), está perto de acompanhar o desfecho de 200 pacientes com a Covid-19. Os resultados do estudo ainda são preliminares.

Origens da Covid Longa

Bonifácio acredita que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” do estrago feito pelo coronavírus no corpo. O Sars CoV-2 utiliza a proteína Spike (S) para se ligar ao receptor ACE2 das células humanas e iniciar a infecção. Nosso sistema respiratório tem tecidos formados com o receptor, e é por ali que o vírus ataca inicialmente.

“Mas existem outros sistemas que têm receptores para o vírus, por exemplo, o coração, o cérebro. Então, o vírus gera primeiro uma inflação gigantesca, e o organismo reage com uma bagunça também gigante, e isso causa a Covid prolongada” – Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Entre os pacientes acompanhados pela USP de Ribeirão Preto, 64% ainda tinham algum sintoma depois de 6 meses sem o vírus. A fadiga também foi o efeito de longo prazo mais frequente. A pesquisadora ainda não conseguiu avaliar gênero e idade.

Tratamentos

Sem um nome definitivo, esse conjunto de sintomas que continua após a cura do coronavírus é chamado de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente”, “Covid prolongada”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma série de encontros neste mês para definir junto a especialistas quais são os efeitos mais frequentes e como tratá-los. Por muito tempo, a expressão “sequelas da Covid” foi utilizada. Agora, os cientistas preferem usar outros termos e delimitar o que é, de fato, uma mudança permanente no corpo das pessoas curadas.

Por enquanto, de acordo com David Strain, não há um tratamento eficiente. Uma das diferenças da fadiga e do cansaço ligados ao coronavírus é que os programas tradicionais de exercícios graduais para a recuperação do fôlego não funcionam.

“O caminho para a Covid longa é ficar constantemente dentro do seu ‘envelope de energia’, entendendo que esse envelope ficará maior com o tempo”, disse Strain.

Os pesquisadores estudam o uso de suplementos vitamínicos para tentar solucionar o problema, mas, por enquanto, nenhuma medida se mostrou eficaz.

G1

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