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Corinthians goleia, Atlético é goleado, São Paulo e Vasco empatam, Grêmio perde e Fla também

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O Corinthians manteve a caminhada rumo ao título do Campeonato Brasileiro com excelente atuação na tarde deste domingo, pela 31ª rodada. Com atitude de líder do campeonato, a equipe de Tite não se importou em jogar na Arena da Baixada e fez 4 a 1 no Atlético-PR, amparada principalmente por um primeiro tempo arrasador com três gols que deram tranquilidade no jogo. E mais: a vantagem na ponta disparou para oito pontos, já que o Atlético-MG perdeu para o Sport. Faltam apenas sete rodadas para o fim do torneio.

Com uma postura dominante e marcação adiantada, a equipe de Tite fez três gols em 45 minutos com Renato Augusto (duas vezes) e Vagner Love. No segundo tempo, levou gol de Bruno Mota, mas assegurou o triunfo novamente com Love, desta vez em posição duvidosa. A equipe paulista contou com grande efetividade no sistema ofensivo para vencer mais uma vez sem drama.

A vitória dá ao Corinthians um domingo para lá de tranquilo. Com 67 pontos, a equipe alvinegra abre oito de vantagem para o vice-líder Atlético-MG, derrotado pelo Sport em Pernambuco. Na próxima rodada, os comandados de Tite pegam o Flamengo, em Itaquera, às 17h (de Brasília) do domingo – todos os ingressos estão esgotados. O duelo seguinte será a “decisão” com os atleticanos, em Minas Gerais.

Já o Atlético-PR vê o tormento no Brasileiro aumentar: agora, são nove jogos sem vitórias. Após bom início, o time rubro-negro, comandado por Cristóvão Borges em seu segundo jogo após a demissão de Milton Mendes, aparece na 13ª posição, com 39 pontos. Agora, encara o Fluminense fora de casa no sábado, às 17h.

Sport 4 x 1 Atlético-MG

O “Eu acredito” terá que ser ainda mais forte depois deste domingo. O sonho do segundo título nacional, que perdura por quase 44 anos, se esvaiu depois da goleada sofrida para o Sport, por 4 a 1, na noite deste domingo, no estádio da Ilha do Retiro, no Recife. Com o revés, o seu oitavo na competição, o Atlético-MG deixou o Corinthians se distanciar e abrir oito pontos a sete rodadas do fim do Campeonato Brasileiro.

Em campo, a postura do time esteve longe daquela que se espera de um postulante ao troféu. O mandante sobrou em campo. Diego Souza, autor do segundo gol, foi o grande nome da partida. Matheus Ferraz, Élber e Maikon Leite também balançaram a rede de Victor no compromisso válido pela 31ª rodada. Thiago Ribeiro descontou de pênalti.

Se, por um lado, o Atlético ficou mais distante da briga pelo troféu, por outro, o Sport se aproxima do grupo dos quatro primeiros colocados, que garante uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América. O time de Paulo Roberto Falcão está a apenas três pontos do Santos, no quarto lugar.

São Paulo 2 x 2 Vasco

Após o empate com o Vasco por 2 a 2 em pleno Morumbi, o goleiro e capitão do São Paulo, Rogério Ceni, criticou a marcação de um pênalti no primeiro tempo do jogo, que terminou em expulsão do lateral esquerdo Matheus Reis. Para ele, a pressão feita fora de campo fez com que o juiz Dewson de Freitas da Silva (Fifa-PA) assinalasse a penalidade questionável.

“Esse pênalti não foi apitado dentro do campo. Só bastava uma circunstância. Ocorreu uma circunstância muito, muito, muito duvidosa”, declarou ao canal Premiere na saída do gramado.

Durante a semana, o presidente do Vasco Eurico Miranda teceu duras críticas contra a arbitragem do Brasileirão. Revoltado com as marcações na partida contra a Chapecoense, no meio de semana, o dirigente criticou o presidente da CBF Marco Polo Del Nero e o vice Delfim Peixoto, que também comanda a Federação Catarinense. Falou em “interferência direta”, exibiu um dossiê com supostos erros contra seu clube e teceu uma série de ameaças.

Grêmio 2 x 3 Chapecoense

A Chapecoense venceu o Grêmio por 3 a 2 com gol de Apodi no último minuto de jogo, neste domingo (18), na Arena. O resultado surgiu após o Tricolor abrir 2 a 0, mas levar três gols no segundo tempo. O Túlio de Melo duas vezes e Apodi fizeram os gols do time de Santa Catarina, que livrou cinco pontos da zona de rebaixamento. Já o Grêmio vê a distância para o quarto colocado cair.

O Grêmio abriu 2 a 0 no primeiro tempo, mas na etapa complementar começou a ser pressionado até sofrer o empate, com falha do zagueiro Erazo, que cometeu pênalti no primeiro gol e errou no segundo. No último minuto, Apodi, em contra-ataque, definiu a vitória da Chape, que ficou com 10 jogadores após a expulsão de Vilson.

O Grêmio, agora, vê o Corinthians 12 pontos distante. Além disso, o quarto colocado está mais perto. Falta, pelas contas do Tricolor, ainda seis pontos para encaminhar vaga na Libertadores. Já a Chapecoense se distanciou da zona de rebaixamento e segue na luta para manter-se na Série A.

Flamengo 0 x 1 Internacional

Flamengo e Internacional se enfrentaram neste domingo, no Maracanã, de olho em uma vaga no grupo dos classificados para a próxima edição da Libertadores. Com ambas as equipes com 44 pontos, uma derrota poderia atrapalhar os planos de se aproximar do G4. E quem se deu melhor nesta disputa foi o time gaúcho, que venceu por 1 a 0 e manteve-se próximo ao pelotão de cima, apenas dois pontos atrás do Santos, última equipe a ter vaga para a Libertadores.

O duelo começou movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque. O Flamengo teve a primeira oportunidade de perigo com Emerson Sheik logo no início da partida, mas foi o Internacional que abriu o placar com Ernando. Guerrero ainda desperdiçou duas oportunidades antes do fim da primeira etapa, que terminou com vantagem simples para a equipe gaúcha.

Oswaldo de Oliveira, ciente da importância de um resultado positivo, colocou o meia-atacante Paulinho no lugar de Éverton, que vinha tendo atuação apagada. O Flamengo começou com bom volume de jogo, tanto que teve a primeira oportunidade logo aos sete minutos, em finalização de Guerrero que passou à esquerda da meta de Alisson. A equipe rubro-negra seguiu pressionando em busca do gol, mas o Internacional, bem posicionado, conseguiu neutralizar as principais jogadas ofensivas e garantir o resultado positivo no Rio de Janeiro.

Na próxima rodada, o Internacional receberá o Joinville, no sábado, às 18h30 (de Brasília), no Beira-Rio. Já o Flamengo enfrenta o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), na Arena Corinthians.

Uol 

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Palmeiras vence o Santos e conquista o bi da Libertadores

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Aos 53 minutos do segundo, quando a bola cruzou o ar do Maracanã, encontrou a cabeça do atacante Breno Lopes e foi descansar no fundo da rede do Santos, valeu a pena cada uma daquelas vezes em que o torcedor do Palmeiras disse aos amigos, gritou aos jogadores, sussurrou para si mesmo: “A Taça Libertadores é obsessão”. Neste sábado, o título tão desejado desde 1999, tão pedido nestes últimos anos, deixou de ser ambição para se tornar realidade: o Palmeiras é bicampeão da América. O gol da vitória por 1 a 0 nasceu quase no fim, logo após confusão entre Cuca e Marcos Rocha à beira do campo, e saiu da cabeça de um jogador improvável, quase desconhecido, chegado ao clube há menos de três meses – e, desde já, eternizado.

O herói

No Palmeiras de Weverton, de Gustavo Gómez, de Rony, de Luiz Adriano, de Willian, de Felipe Melo, de Abel Ferreira, a história foi escrita por Breno Lopes, 25 anos, mineiro de Belo Horizonte, jogador que estava no Juventude na Série B e foi buscado em idos de novembro – sem alarde, como se fosse apenas mais um reforço em meio a tantos atletas mais famosos.

Vem aí o MundialGustavo Gómez, Luiz Adriano e Alison em Palmeiras x Santos

O Mundial de Clubes começa já nesta quinta-feira. Às 11h, o Tigres, do México, enfrenta o Ulsan, da Coreia do Sul, e o vencedor será o adversário do Palmeiras nas semifinais, domingo, dia 07/02, às 15h. O outro jogo das quartas de final, também na quinta, reúne o Al Duhail, do Catar, e o Al Ahly, do Egito. Quem vencer, pega o Bayern de Munique nas semifinais, segunda-feira. Clique aqui e veja a tabela.

A confusão

O segundo tempo parecia acabado, pronto para a prorrogação, e de repente pegou fogo. Uma bola saiu pela lateral, Cuca foi pegar, Marcos Rocha também, e os dois se enroscaram. O treinador acabou expulso. Pulou a mureta, foi para a arquibancada e, de lá, viu o Palmeiras fazer o gol do título.

O craque da Libertadores

“Hoje, não consegui ser o Marinho”, disse o atacante do Santos depois do jogo. De fato, ele não encontrou forma de se destacar na grande final. Foi muito bem marcado pelo Palmeiras. Mesmo assim, foi eleito o craque da Libertadores.

O primeiro tempo

A escalação do Santos, com Sandry reforçando o meio (e Lucas Braga no banco), indicava um time mais retraído. Mas não foi o que mostraram os minutos iniciais da partida. O time de Cuca começou com mais posse, tentou conquistar o terreno adversário e teve a primeira finalização – em chute cruzado de Pará. O Palmeiras, porém, logo conseguiu reagir: amarelou Lucas Veríssimo, chegou bem com Rony, ameaçou em cabeceio de Gómez. O jogo ficou pegado, com divididas duras, e se concentrou em disputas pelo meio, com eventuais arrancadas pelos lados. As marcações se sobressaíram: Marinho e Soteldo tiveram dificuldades; Rony e Luiz Adriano também. As chances de gol foram raras. Aos 36, Marcos Rocha avançou bem e acionou Raphael Veiga na área. O chute foi para fora. Três minutos depois, faltou pouco para Marinho aproveitar cruzamento e abrir o placar.

Jogadores se abraçam: o Palmeiras é campeão da LibertadoresO segundo tempo

O Palmeiras voltou para o segundo tempo mais incisivo. Parecia disposto a tomar o jogo para si, a decidir os rumos da partida. Concentrou-se no campo de ataque, cercou a área adversária e ameaçou em cruzamento de Gabriel Menino para Rony. O Santos respondeu. Em cobrança de falta, Soteldo rolou, Marinho cruzou e Lucas Veríssimo, na segunda trave, desviou para fora – na melhor chance do duelo até então. A reação alviverde saiu em cobrança de falta de Raphael Veiga, que quase surpreendeu o goleiro John. O jogo seguiu equilibrado, e os treinadores começaram a mover suas peças. No Santos, saiu Sandry e entrou Lucas Braga; no Palmeiras, saiu Zé Rafael e entrou Patrick de Paula. Quem mais se aproximou do gol foi o Peixe. Diego Pituca mandou uma pancada, Weverton espalmou e Felipe Jonatan, no rebote, emendou forte chute para fora. Conforme passava o tempo, mais os times demonstravam cansaço, e menos iminente parecia o gol. Kaio Jorge, aos 44, tentou uma bicicleta – defendida sem sustos por Weverton. O jogo parecia encerrado, à espera da prorrogação, e aí o inesperado aconteceu. Cuca e Marcos Rocha se estranharam na beira do campo para pegar uma bola que saiu pela lateral, e o treinador foi expulso. Ele pulou a mureta e se juntou ao público na arquibancada. De lá, viu o Palmeiras ser campeão. Aos 53 do segundo tempo, Rony cruzou, e Breno Lopes, o herói improvável, fez o inesquecível gol que tornou o Palmeiras campeão.

Os campeões

O Palmeiras chega ao bicampeonato da Libertadores. Grêmio, São Paulo e Santos se mantêm como os brasileiros mais vencedores do torneio, com três títulos, seguidos ainda por Cruzeiro, Flamengo e Inter, com dois, e Atlético-MG, Corinthians e Vasco, com um.

Dinheiro na conta

Além do título, o campeão comemora a chegada de um bom dinheiro. No total, o Palmeiras lucrou US$ 22,55 milhões (R$ 123,5 milhões) por toda a caminhada na Libertadores, sendo US$ 15 milhões (R$ 82 milhões) pelo título. Já o Santos embolsou US$ 13,55 milhões (R$ 74 milhões) no total, com US$ 6 milhões (R$ 33 milhões) pelo vice.

Com público

Os cerca de 2,5 mil convidados para a final da Libertadores ficaram concentrados no setor oeste inferior do Maracanã. Em meio à pandemia do novo coronavírus, com mais de 220 mil mortos, houve aglomeração no estádio. Foi possível ver, em diferentes momentos, pessoas tirando as máscaras. A Conmebol disse que todos os convidados fizeram testes para Covid antes da partida.

Por Alexandre Alliatti

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Organizadas do Palmeiras exigem que “mãos sujas de sangue de Bolsonaro não manchem a taça”

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Várias torcidas organizadas do Palmeiras, que disputa a final da Libertadores no próximo sábado (30), no Maracanã, contra o Santos, soltaram manifesto, neste domingo (24), onde exortam o presidente Maurício Precivalle Galiotte, a “não endossar qualquer tipo de ação que coloque o clube sob o jugo de ações populistas e oportunistas por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro”.

O texto manifesta a preocupação “com a possibilidade de nosso clube ter a sua imagem novamente associada, em um momento grandioso de nossa história, a um governo denunciado internacionalmente por seus ataques sistemáticos aos direitos humanos, pela devastação deliberada do meio ambiente e por seu comportamento genocida diante de um dos períodos mais difíceis da história do Brasil”.

“Além de ser tratado como pária internacional, devido aos motivos supracitados e também à péssima condução das relações internacionais, criando animosidade e hostilidades inclusive com países vizinhos aqui na América do Sul, algo que em nada interessa ao Palmeiras, o presidente tem a fama de “vira-casaca” e “torcedor misto”, ao aparecer batendo no peito e envergando a camisa de dezenas de clubes – incluindo nossos rivais, inclusive o rival que disputa a final da Libertadores contra o Palmeiras”, diz ainda o texto.

Leia na íntegra abaixo:

Carta aberta ao presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, senhor Maurício Precivalle Galiotte

Nós, torcedores palmeirenses que assinamos esta carta, exortamos o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, senhor Maurício Precivalle Galiotte, a não endossar qualquer tipo de ação que coloque o clube sob o jugo de ações populistas e oportunistas por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro, na ocasião da grande final da Copa Libertadores da América da presente temporada.

30 de janeiro de 2021 já é um dia histórico para nós, palmeirenses. Uma das mais importantes decisões que jogaremos em nossa trajetória centenária de lutas e glórias defendendo as cores de um só clube: o Palmeiras. Ao mesmo tempo, no momento em que redigimos este documento, o país chora a morte de mais de 211 mil brasileiros, vitimados pelo Covid-19, mas também pela negligência e pelo negacionismo do Estado no combate à pandemia que assola o planeta.

Por isso, manifestamos preocupação com a possibilidade de nosso clube ter a sua imagem novamente associada, em um momento grandioso de nossa história, a um governo denunciado internacionalmente por seus ataques sistemáticos aos direitos humanos, pela devastação deliberada do meio ambiente e por seu comportamento genocida diante de um dos períodos mais difíceis da história do Brasil.

Além de ser tratado como pária internacional, devido aos motivos supracitados e também à péssima condução das relações internacionais, criando animosidade e hostilidades inclusive com países vizinhos aqui na América do Sul, algo que em nada interessa ao Palmeiras, o presidente tem a fama de “vira-casaca” e “torcedor misto”, ao aparecer batendo no peito e envergando a camisa de dezenas de clubes – incluindo nossos rivais, inclusive o rival que disputa a final da Libertadores contra o Palmeiras.

Preocupados com a reputação do clube diante desta possibilidade e solidários ao luto de milhares de palmeirenses que perderam familiares e amigos durante a pandemia, exortamos que o Palmeiras não se preste ao papel de pedestal para aquele que, além de não demonstrar nenhum vínculo afetivo real com o nosso clube ao vestir tantas camisas, comete atrocidade ao fazer chacota com a dor dos brasileiros que choram seus mortos na pandemia.

É neste cenário que disputaremos a final do campeonato mais importante do continente e é pela grandeza do clube que expressamos nosso ponto de vista, conclamando a diretoria do clube a levar em consideração a opinião dos que subscrevem esta carta, sempre em defesa de um Palmeiras democrático, humano e inclusivo. Um Palmeiras de todos e para todos.

Assinam o texto:

Porcomunas

Palmeiras Antifascista

PorcoÍris

Palmeiras Livre

USParmera

Palestra Sinistro

 
 

Revista Fórum

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