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De costas para o eleitor. Conheça os deputados que se colocam contra 70% dos brasileiros e lutam para manter a presidente Dilma no poder

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Daqui a pouco mais de um mês, o destino de Dilma Roussef na presidência da República estará nas mãos dos 513 deputados que compõem a Câmara Federal. Para que ela seja afastada do cargo e o processo avance, é necessário que dois terços (342) dos parlamentares sejam favoráveis à interrupção de seu mandato. O processo segue então para o Senado para ser votado em uma sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Nessa fase, se a maioria simples – metade mais um dos senadores – concordar com o afastamento, a presidente é destituída do cargo.

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“É muito difícil sustentar o atual governo, a opinião pública não acredita nele”, diz Álvaro Martim Guedes, especialista em administração pública da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O apoio da população ao impeachment cresceu oito pontos desde fevereiro, segundo mostrou pesquisa Datafolha divulgada neste mês. O levantamento mostra que 68% dos eleitores são favoráveis ao afastamento da presidente. O índice de reprovação também aumentou: 69% avaliam a gestão Dilma como ruim ou péssima.
Apesar disso, existem 143 parlamentares (118 deputados e 25 senadores) contrários à destituição da presidente. Esses deputados estão filiados às siglas que constituem a base de apoio do governo, como PMDB, PCdoB e PSOL, entre outros. “São partidos que, de alguma forma, tiram algum benefício da situação. Mas, ainda assim, esse suporte não se mostra firme”, afirma Guedes. No tabuleiro político, ser favorável a um governo impopular pode implicar sérios riscos de morte na vida pública.
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“Esses parlamentares precisam prestar atenção ao recado dado nas ruas. As pessoas estão decepcionadas com o mundo político e bastante irritadas. O eleitor sabe que tem condição de se vingar deixando de votar nele”, afirma o cientista político Marco Aurélio Nogueira. Para David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília, as consequências podem ser sentidas já nas eleições municipais deste ano. “Os aliados desses políticos que votarem contrários ao impeachment podem perder feio no próximo pleito”, diz.
Na atual conjuntura, em que milhões de brasileiros saem de casa e tomam as ruas para manifestar sua insatisfação sistematicamente, esses 143 parlamentares assumem posições de risco. “Eles estão virando as costas para a população, quem não ouve o clamor das ruas não consegue se reeleger”, diz Lúcia Hipólito, analista política. Dentro dessa onda de pressão popular, o movimento Vem Pra Rua criou o Mapa do Impeachment. Ao longo desta reportagem estão listados os 118 deputados que, no momento, são contrários ao afastamento de Dilma, de acordo com informações colhidas na página do Vem Pra Rua.
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Favores: Ao centro, o líder do PMDB na Câmara contrário ao impeachment
Leonardo Picciani com o ministro da Saúde, Marcelo Castro (à dir.):
apoio ao governo federal em troca de cargos públicos
O site lista por nome todos os deputados e senadores indecisos, contrários e favoráveis ao afastamento da presidente. Divididos por região e estado, a ficha possui dados como telefone, evolução patrimonial, bens declarados e doadores de campanha. Com as informações, o eleitor pode verificar, por exemplo, que a maioria recebeu doação de empresas investigadas pela Operação Lava Jato. “É a primeira vez que se reúne em uma ferramenta o posicionamento de deputados e senadores em matérias de interesse nacional”, afirma Rogério Chequer, líder do movimento.

Vale lembrar que este Mapa do Impeachment deve mudar bastante nos próximos tempos. Na terça-feira 29, por exemplo, está prevista a reunião do diretório nacional do PMDB que decidirá se a legenda ficará ou não na base de apoio do governo. O objetivo da ala oposicionista é declarar o rompimento imediato com a gestão petista, o que faria a presidente não sobreviver ao processo de impeachment na Câmara. No momento, há 12 deputados federais do partido contrários ao afastamento de Dilma, entre eles o líder na Câmara Leonardo Picciani (PMDB-RJ).

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Exemplo clássico do fisiologismo que marca a legenda, o deputado apoiou o candidato à presidência pelo PSDB Aécio Neves em 2014 e atualmente é aliado do Palácio do Planalto, desde que pode indicar dois ministros: o da Saúde, Marcelo Castro, e o da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Mesmo que esteja ligeiramente dividido, explica Lúcia, o PMDB é o “fiador da estabilidade do regime”. Depende praticamente da legenda a destituição do governo. A maior bancada da Câmara contra o impeachment é, obviamente, a do PT. Atuando em parceria com o Planalto, os 70 parlamentares petistas têm a difícil tarefa de arregimentar mais aliados e se fazer ouvir, em meio ao grito das ruas e aos índices de impopularidade das pesquisas.
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Colaborou: Camila Brandalise

ISTOÉ

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Ocupação de UTIs atinge pior cenário da pandemia e 17 capitais têm alerta crítico, diz Fiocruz

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Os leitos de terapia intensiva em hospitais de todo o país atingiram esta semana o maior nível de ocupação desde o início da pandemia como resultado do aumento da transmissão do coronavírus no Brasil, e 17 capitais estão com a capacidade de atendimento da rede pública em situação crítica, afirmou nesta sexta-feira a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Fiocruz informou, em seu Boletim Observatório Covid-19, que nesta semana houve uma “clara piora” do quadro geral do país referente às taxas de ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de País (SUS) para casos de coronavírus em comparação com o início de fevereiro, “o que se configura no pior cenário já observado no país”, segundo a fundação.

Dezessete capitais estão com ocupação de pelo menos 80% de leitos de UTI para pacientes adultos de Covid, sendo os casos mais graves em Porto Velho (100%), Florianópolis (96,2%), Manaus (94,6%), Fortaleza (94,4%) e Goiânia (94,4%). As capitais concentram a imensa maioria dos leitos de terapia intensiva do país e recebem os casos graves das cidades menores que não possuem oferta de leitos.

Segundo a Fiocruz, 12 Estados e o Distrito Federal estão na zona crítica em relação à disponibilidade de leitos de UTI, quando a ocupação está em pelo menos 80%, e 13 estão com ocupação entre 60% e 80%.

“No que se relaciona ao sistema de saúde, um dos indicadores revela uma clara piora do quadro geral do país. As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos revelam o pior cenário já observado, inclusive pela sua dispersão no país”, disse a Fiocruz.

Assim como na rede SUS, diversos hospitais privados também têm registrado superlotação nas últimas semanas, à medida que o Brasil lida com uma doença fora de controle e disseminação de uma nova variante mais transmissível, no pior momento da pandemia.

O documento da Fiocruz aponta que o Brasil apresentou ma média diária de 46 mil casos novos de Covid em fevereiro, um valor que fica acima do verificado em meados do ano passado no pico anterior da doença, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas do mês.

“A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar

medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, disse a Fiocruz.

Terra

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BRASIL

Morre de Covid-19 enfermeira bolsonarista de 35 anos que se recusou a tomar vacina

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A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, que se recusou a tomar a dose de Coronavac que tinha direito, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19.

Priscila era moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas e trabalhava como funcionaria do Hospital Chama. Ela já havia sido infectada uma vez e, fanática pelo presidente Jair Bolsonaro, se recusou a tomar a vacina.

Ela achava que não pegaria novamente a doença e, além disso, considerava que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada.

Ela foi demitida por se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, pegou a Covid-19. A doença evoluiu rapidamente e ela acabou não resistindo. Veríssimo deixa um filho de 2 anos.

 

O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho.

Com informações do É Assim

 

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