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POLÍTICA

Deputados ameaçam ir ao STF contra Cunha

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O ano legislativo na Câmara dos Deputados começou em 2 de fevereiro. Depois de 16 dias, nenhuma das 23 comissões permanentes se reuniu. Sem a eleição dos novos integrantes, as atividades estão paralisadas por decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). Agora, o caso pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Cunha jogou sobre os ombros do Supremo a responsabilidade sobre a suspensão do processo de eleição dos integrantes das Comissões Permanentes. O parlamentar argumenta que é preciso aguardar o julgamento do recurso no STF sobre a decisão dos ministros da Corte que proibiu a votação secreta e a chapa alternativa na eleição para a comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O peemedebista alega que esse julgamento afeta as eleições para as comissões da Câmara, que teriam as mesmas regras – a do voto secreto e a da chapa avulsa.

Para um grupo de deputados de oposição (de partidos como PSB, Rede, PSOL e PT), Cunha erra ao tentar atrelar a eleição dos integrantes das Comissões Permanentes ao que aconteceu na eleição da comissão do impeachment.

“A paralisação das atividades da Comissão de Constituição e Justiça (a CCJ, uma das mais importantes da Câmara), por exemplo, favorece o próprio Cunha, que atualmente é julgado no Conselho de Ética. A CCJ seria o ambiente para julgar as medidas adotadas contra ele, mas os trabalhos estão interrompidos”, avalia Glauber Braga (PSOL-RJ).

Recentemente, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, disse em encontro com deputados que a decisão que anulou a eleição da chapa avulsa para a comissão do impeachment não tem relação com os demais colegiados da Câmara.

Com base na declaração de Lewandowski, deputados de oposição a Cunha começam a se articular para entrar no STF com um mandado de segurança para que os novos integrantes das Comissões Permanentes sejam escolhidos, independentemente do caso do impeachment da presidente Dilma.

“A Câmara tem de funcionar normalmente. A decisão de Cunha impede o exercício do mandato dos parlamentares, o que causa um prejuízo muito grave à Casa”, avalia Alessandro Molon (Rede-RJ).

Henrique Fontana (PT-RS) classifica a decisão de “ilegal”. Para o parlamentar, Cunha está usando a Presidência da Câmara para articular a própria defesa. “Ele está disposto a tudo para se manter no cargo. Tudo isso é invenção dele até que saia o acórdão no STF”, diz.

Ainda segundo o parlamentar, ao atrelar o funcionamento das Comissões ao que vai decidir o Supremo no caso do impeachment da presidente da República, Cunha procura “constranger a Corte. Ele está tentando causar um conflito entre os Poderes.”

A decisão de Cunha tem mais do que implicações políticas. Sem o funcionamento de Comissões como a de Seguridade Social e Família (CSSF), a Câmara passa à margem do tema mais importante do momento no País: os estragos causados pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue e o zica vírus. “É um prejuízo para o País”, opina Fontana.

Indefinição no PSDB

O PSDB ainda não confirmou se vai fazer parte do grupo que deve entrar com o mandado de segurança no Supremo para que as Comissões Permanentes voltem a funcionar. Mas para um deputado da legenda que integra uma das comissões, Cunha faz o mesmo tipo de pressão que colocado em prática no Conselho de Ética: “Ele procura procrastinar os trabalhos o quanto puder.”

IG

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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POLÍTICA

Ibope em Belém: Edmilson, do Psol, abre vantagem sobre bolsonarista

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São Paulo – Pesquisa Ibope divulgada no início da noite deste sábado mostra o ex-prefeito de Belém e candidato do Psol na cidade, Edmilson Rodrigues, abrindo uma vantagem de 18% em relação a seu adversário, Delegado Eguchi (Patriota), em termos de votos válidos. Ele tem 58% contra 42% do postulante bolsonarista.

Em comparação com a sondagem anterior, divulgada no dia 21, Edmilson foi de 52% para 58%, e Eguchi passou de 48% para 42%. Em votos totais, o candidato do Psol tem agora 51% contra 37% do adversário do Patriota. Votos em branco e nulos totalizam 10%.

O Ibope ouviu 602 eleitores em Belém, entre os dias 26 e 28 de novembro, e o nível de confiança estimado é de 95%. A margem de erro estimada é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Como destaca matéria do Brasil de Fato, os últimos levantamentos divulgados mostravam uma disputa acirrada pela prefeitura de Belém até agora. Na última pesquisa da TV Liberal, afiliada da TV Globo, Edmilson Rodrigues aparecia com 45% das intenções de voto contra 43% do Delegado Eguchi. Na sondagem do RealTime Big Data divulgada no Portal R7, na quinta-feira (26), o psolista tinha 44% e o candidato do Patriota, 42%.

Esquerda e Bolsonaro em Belém

Edmilson começou sua carreira como deputado estadual pelo PT, eleito em 1986 e reeleito em 1990. Em 1996, foi eleito prefeito de Belém e conseguiu um novo mandato em 2000. Foi para o PSOL em 2005 e se elegeu deputado estadual em 2010 e deputado federal em 2014 e 2018. Ele concorre com uma aliança que envolve PT, PDT, PCdoB, PCB, UP e Rede. No segundo turno, ganhou apoio também do candidato do PSB, Cássio Andrade.

Já o Delegado Eguchi se notabilizou por participar da operação Lava Jato no Pará, concorrendo a deputado federal em 2018, pelo PSL, e não se elegendo. Foi a grande surpresa no primeiro turno, já que as pesquisas indicavam a passagem de José Priante (MDB), do grupo da família Barbalho. Conta com o apoio explícito do presidente Jair Bolsonaro.

RBA

 

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POLÍTICA

Estudo: principais disseminadores de fake news são deputados e blogueiros bolsonaristas

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Monitoramento da DAPP/FGV no Twitter mostrou que os principais impulsionadores de notícias falsas no Twitter sobre fraude eleitoral foram o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e bolsonaristas que são alvos de inquéritos que investigam disseminação de fake news.  A informação foi revelada pela coluna Painel, da Folha de São Paulo. A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 26 de novembro.

O levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas revela que o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que foi preso duas vezes por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), lidera a lista. Isso porque Eustáquio está proibido de usar as redes. Além de fraudes eleitorais, ele disseminou fake news sobre o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, que chegaram a ser citadas por Celso Russomanno (Republicanos) em debate no primeiro turno promovido pela Folha de São Paulo.

Outros parlamentares que aparecem na lista são os filhos de Bolsonaro e Carla Zambelli (SP), Bia Kicis (DF), Filipe Barros (PR) e Daniel Silveira (RJ).

Revista Fórum

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