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SAÚDE

Dicas para tratar pés rachados, com fissuras e ressecados

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Geralmente 1 a cada dez mulheres possuem rachaduras ou fissuras nos pés. O que muitos não sabem, é que nossos pés precisam de cuidados dobrados, pois eles sustentam todo o nosso peso. Portanto, é essencial cuidar com atenção dos mesmos, hidratando-os com frequência, esfoliando semanalmente e pra quem tem rachaduras, nada de lixa e pedra pomes, quanto mais você lixar, mais a crosta dura e ressecada vai se espalhar.

Há um conhecimento popular que diz, que as rachaduras nos pés é sinal de ácido urico, mas isso é mentira. Na verdade, segundo o Dr. Lucas Fustinoni, da Clinica É Clairé, Curitiba, Paraná, esse calcanhar ressecado, rachado, muitas das vezes dolorido e com coceira é uma hiper queratose ou queratose plantar, que na verdade é uma super produção do nosso corpo de queratina, ou seja, nosso organismo acaba produzindo muito mais além do que deveria produzir e essa super produção de queratina provoca as rachaduras, engrossa a pele, resseca. Vale lembrar que a falta de agua no organismo, também contribui muito para o ressecamento.

Hoje você vai aprender algumas receitas caseiras, dicas e conselhos para tratar esse problema. Lembrando que dependendo dos casos, você deve procurar seu médico para tratar com cremes queratoliticos, que são aqueles a base de ureia 20%. Pessoas que são afetadas de queratose plantar, não devem lixar os pés, porque quando mais você lixa, pior vai ficando, isso porque nosso corpo faz uma função rebote, ao lixar os pés, nosso organismo vai pondo sempre mais pele fora, vai engrossando, e é por isso que devemos recorrer a outros recursos e em determinados casos, tratamento médico.

Receita Caseira com Listerine (antisséptico bucal)

Em uma bacia pequena, adicione meio litro d’agua quente (morna) e um copo de 200 ml de Listerine, 1 copo de 200ml de vinagre branco e mergulhe seus pés na solução a ponto que toda a planta dos pés esteja completamente submersa pela agua. Deixe seus pés na solução por 15 minutos e depois retire e deixe-os secar naturalmente. Esse procedimento elimina toda as impurezas e a pele morta, desinfetando e hidratando-os. Recomendo para quem tem rachaduras ou fissuras profundas, o resultado é excelente e se você tiver pomadas a base de ureia 20%, após o procedimento, pode aplicar com abundância na sola dos pés.

Receita Caseira com Bepantol e Óleo mineral

Faça um esfoliante natural com duas colheres de fubá ou açúcar refinado, 1 ampola de Aerovit (vitamina A) e 10 gotas de óleo mineral, depois de preparar e obter um creme uniforme aplique em todo o pé, fazendo movimentos circulares e fortes para limpar e remover a pele morta.  Em uma bacia pequena com agua morna e 1 colher de sal grosso, deixe seus pés de molho por 15 minutos. Seque-os com uma toalha e prepare um creme SUPER HIDRANTE com 10 gotas de Bepantol (liquido) + 10 gotas de óleo mineral + 10 gotas de glicerina liquida e 2 colheres de sopa de hidrante para o corpo (a sua escolha), eu uso o hidrante Nivea.

Após obter um creme homogêneo,  espalhe por todo o pé, massageando com intensidade principalmente no calcanhar. Você vai dar duas mãos de creme, a primeira massagear até que seja tudo absorvido e a segunda você deixa ele unto e com excesso de creme, pegue um pedaço de alumínio e embrulhe seus pés por 15 minutos, em seguida, retire o alumínio, lave seu pé com a mesma agua que você deixou de molho e seque-os.

Esse é um tratamento indicado para 1 x no mês, ele hidrata, trata, elimina o cascão, a pele morta e deixa seus macios e bem tratados.

Eu super indico esse esfoliante natural para a pele do rosto, uso há anos, desde quando tinha 13 anos, nunca usei nenhum tipo de creme no rosto, somente esfoliante natural e sabonete mineral pH neutro, hoje tenho 42 anos e acredite, muitos me perguntam qual é o segredo.

Truque para o dia a dia – evita o ressecamento

Tanto o Bepantol como o creme Nivea, ambos possuem função super hidratantes e usados diariamente como creme hidrante, vai deixar seus pés com uma pele de seda e nunca mais rachaduras e fissuras. Eu recomendo, todos os dias, antes de se deitar, já na beira da cama, como eu faço, pegue o creme e massageia o calcanhar e espalha por todo o pé, se eles estiverem ressecados, meio sem vida, coloque uma meia para dormir, pois a meia vai mantê-los úmidos durante a noite e a pele vai absorver lentamente o creme, fazendo uma hidratação profunda e duradoura.

Jamais use lixas ou pedra pomes na tentativa de tirar a pele morta do pés ou eliminar as rachaduras, hidrate-os, use esfoliantes naturais ou aqueles de farmácia, cuide de seus pés com carinho, pois eles sustentam nosso corpo!

Fonte: Emagrecer Vida e Saúde

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SAÚDE

Uma maçã por dia pode reduzir risco de Alzheimer, diz ciência

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Compostos naturais encontrados na casca e na polpa das maçãs podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.

Foi o que constatou uma pesquisa feita por especialistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha.

Eles descobriram que altas concentrações de compostos existentes em maçãs, conhecidos como fitonutrientes, estimulam a criação de neurônios – células responsáveis pela nossa memória – em um processo denominado neurogênese.

Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos, em testes de laboratório.

“Uma maçã por dia mantém o médico longe – pode haver alguma verdade nessa frase”, dizem eles no artigo, publicado na revista científica Stem Cell Reports.

“Neste estudo, demonstramos que as maçãs contêm compostos pró-neurogênicos, tanto na casca quanto em sua polpa”.

Estudo

O estudo mostrou que células-tronco cultivadas em laboratório, de cérebros de camundongos adultos, geraram mais neurônios e foram protegidas da morte celular quando quercetina ou DHBA foram adicionados às culturas.

Testes subsequentes em ratos mostraram que em estruturas distintas do cérebro adulto associadas ao aprendizado e à memória, as células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios, quando os ratos receberam altas doses de quercetina ou DHBA.

Os efeitos na neurogênese foram comparáveis ​​aos efeitos observados após o exercício físico, que é um estímulo conhecido para a neurogênese.

Isso sugere que compostos naturais em frutas, não apenas quercetina e DHBA, mas potencialmente outros, podem atuar em sinergia para promover a neurogênese e a função cerebral quando administrados em altas concentrações.

Suco não funciona

Os pesquisadores também examinaram efeitos do suco de maçã concentrado em ratos e constaram que suplementação em 3 semanas não teve efeito sobre a neurogênese.

“Dado que a concentração de quercetina no suco de maçã é muito baixa (abaixo de 2 mg / litro) … concluímos que esta é provavelmente uma concentração insuficiente de fitoquímico ativo para modular a neurogênese”, disse a equipe.

Outros benefícios

Embora se saiba que uma maçã por dia faz bem, duas maçãs por dia podem ser melhores para reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, descobriram os especialistas em 2019.

Quando 40 pessoas com colesterol ligeiramente alto comeram duas maçãs grandes por dia durante oito semanas, isso reduziu seus níveis de colesterol “ruim” em quase quatro por cento.

Duas maçãs por dia podem ajudar também a reduzir o risco de derrame ou ataque cardíaco, que pode ser causado pelo endurecimento das artérias pelo colesterol.

“Parece que o velho ditado de um dia de maçã estava quase certo”, disse a autora do estudo, a professora Julie Lovegrove, da Unidade de Nutrição Humana Hugh Sinclair da Universidade de Reading, na época.

‘Acreditamos que as fibras e os polifenóis nas maçãs são importantes, e a maçã é uma fruta popular entre todas as idades”, lembrou a pesquisadora.

Dois compostos - quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã - geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório
Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório

Com informações do Daily Mail

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SAÚDE

Sintomas da ‘Covid longa’ atingem até 80% dos infectados pela doença

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Náusea, tosse, suor, zumbido no ouvido e problemas de sono afetam a vida de Eduarda Norat, de 22 anos. Três meses depois de ter se curado da Covid-19, Eduarda sofre com alguns dos 55 sintomas mais conhecidos de uma doença que vem sendo chamada de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” ou “Covid prolongada”.

“Às vezes, depois de subir uma escada, parece que corri uma maratona”, disse Eduarda Norat, que teve Covid em novembro.

O nome oficial e as classificações destas complicações da Covid-19 devem ser definidos em breve por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade reúne dados de pesquisas pelo mundo que já apontam, por exemplo, que as mulheres são as que mais relatam as complicações oriundas da infecção pelo Sars-Cov-2.

Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Eles fizeram a revisão de 18 mil pesquisas publicadas sobre o assunto até 1° de janeiro de 2021.

Os pesquisadores selecionaram as 15 principais publicações (nove do Reino Unido, três dos Estados Unidos, um da Austrália, um da China, um do Egito e um do México) mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais.

Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dificuldade para respirar (24%). Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos 2 semanas após a cura do coronavírus.

Mesmo que ocorra com mais frequência em pacientes que sobreviveram à versão grave da doença, a Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada, sem precisar de hospitalização.

Além disso, um dos estudos analisados na revisão aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo; os outros 14 artigos não fizeram análise por gênero.

Mulheres, jovens e sem hospitalização

Ao ver a lista de 55 sintomas apresentada pelo estudo, Eduarda reconheceu mais efeitos em seu corpo. “Tem coisas aí que eu estava sentindo e eu nem sabia que era sintoma”, afirmou. Norat conta que, à época em que desenvolveu a doença, chegou a apresentar outros sintomas, como falta de olfato e paladar, mas não precisou ser internada.

”Os únicos cheiros que eu sentia eram os mais fortes, tipo perfume ou ketchup, mas era um cheiro bem esquisito, parecia vinagre”, contou Eduarda Norat.

Norat é jovem, mulher e desenvolveu a versão leve da doença, um dos perfis investigados para a Covid longa.

Em entrevista ao G1, David Strain, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, explica que o instituto nacional de estatísticas do país aponta que as mulheres têm maior probabilidade de terem a Covid prolongada – em torno de 74%.

Devido à ação do coronavírus nas células, Strain também explica que a Covid pode atingir os jovens. Ele pondera, no entanto, que ainda não é uma verdade absoluta.

“É importante reconhecer que podemos estar apenas observando um ‘viés de reportagem’. As mulheres são mais propensas a procurar ajuda quando têm um problema, em comparação com os homens. Isso já é bem conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador britânico, a maioria dos pacientes (75%) com Covid longa do NHS são mulheres mais jovens (com menos de 50 anos). Os 25% restantes são homens ou mulheres com 51 anos ou mais. Além disso, ele avalia que a gravidade inicial da doença – leve, moderada ou grave – não tem mostrado muita influência nas chances de ter ou não os sintomas após a cura.

Pesquisa no Brasil

Desde março, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a chegar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os médicos acompanham a resposta e a recuperação dos pacientes.

Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), está perto de acompanhar o desfecho de 200 pacientes com a Covid-19. Os resultados do estudo ainda são preliminares.

Origens da Covid Longa

Bonifácio acredita que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” do estrago feito pelo coronavírus no corpo. O Sars CoV-2 utiliza a proteína Spike (S) para se ligar ao receptor ACE2 das células humanas e iniciar a infecção. Nosso sistema respiratório tem tecidos formados com o receptor, e é por ali que o vírus ataca inicialmente.

“Mas existem outros sistemas que têm receptores para o vírus, por exemplo, o coração, o cérebro. Então, o vírus gera primeiro uma inflação gigantesca, e o organismo reage com uma bagunça também gigante, e isso causa a Covid prolongada” – Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Entre os pacientes acompanhados pela USP de Ribeirão Preto, 64% ainda tinham algum sintoma depois de 6 meses sem o vírus. A fadiga também foi o efeito de longo prazo mais frequente. A pesquisadora ainda não conseguiu avaliar gênero e idade.

Tratamentos

Sem um nome definitivo, esse conjunto de sintomas que continua após a cura do coronavírus é chamado de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente”, “Covid prolongada”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma série de encontros neste mês para definir junto a especialistas quais são os efeitos mais frequentes e como tratá-los. Por muito tempo, a expressão “sequelas da Covid” foi utilizada. Agora, os cientistas preferem usar outros termos e delimitar o que é, de fato, uma mudança permanente no corpo das pessoas curadas.

Por enquanto, de acordo com David Strain, não há um tratamento eficiente. Uma das diferenças da fadiga e do cansaço ligados ao coronavírus é que os programas tradicionais de exercícios graduais para a recuperação do fôlego não funcionam.

“O caminho para a Covid longa é ficar constantemente dentro do seu ‘envelope de energia’, entendendo que esse envelope ficará maior com o tempo”, disse Strain.

Os pesquisadores estudam o uso de suplementos vitamínicos para tentar solucionar o problema, mas, por enquanto, nenhuma medida se mostrou eficaz.

G1

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