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EDUCAÇÃO

Escola Estadual de Santa Luzia ganha prêmio “Educar para a Igualdade Racial e Gênero”

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A Escola Estadual de Ensino Fundamental Arlindo Bento de Moraes, da cidade de Santa Luzia, ganhou o prêmio “Educar para a Igualdade Racial e Gênero” na categoria Quilombola, com o projeto “Sou Negro, sim! Construindo a identidade racial pela diversidade, a partir de uma Cultura de Paz”.

No projeto foi desenvolvida uma série de atividades pedagógicas que estimularam educadores e educandos no desenvolvimento de uma prática reflexiva sobre a identidade racial numa escala global, nacional e local, com base nos conceitos da cultura de paz e não violência. “Trabalhamos a partir de uma proposta político-pedagógica que busca contribuir para o desenvolvimento pessoal e coletivo da comunidade escolar, na qual as ações são direcionadas ao estímulo da diversidade e ao convívio pacífico e solidário”, explicou a coordenadora pedagógica da escola, Maria Auxiliadora Cartaxo.

Fizeram parte do projeto o gestor da escola, José Alves dos Santos Júnior, a coordenadora pedagógica Maria Auxiliadora Cartaxo e o professor Horbe Coelho. A equipe do projeto receberá o prêmio nos dias 13, 14 e 15 de outubro na cidade de São Paulo. A escola receberá uma coleção de livros, um notebook e R$ 10 mil. A equipe também participará de uma formação.

O projeto teve como objetivo instrumentalizar os alunos com as ferramentas necessárias para que tivessem consciência da importância e influência da cultura africana na sociedade atual, visando à construção de sua personalidade, seja como afro-descendente ou não. Outro objetivo trabalhado com os alunos foi o de estimular o respeito à diversidade, a partir da valorização da sua origem, sua cultura, sua religiosidade e sua autoestima, com base na cultura de paz e não violência.

Foram desenvolvidas, dentro do projeto, atividades interdisciplinares como palestras sobre temas referentes ao projeto, atividades de campo junto às comunidades quilombolas, construção de grupos culturais na escola utilizando a música, a dança e o teatro, organização de mostras culturais, caminhadas reflexivas para sensibilizar a comunidade, aulas de educação emocional e cultura de paz e não violência a partir da metodologia Liga Pela Paz.

Também foram realizadas atividades que promoveram a participação direta dos alunos nas reflexões e diálogos, na aplicação e interpretação dos textos, poemas, histórias afrobrasileiras, músicas, documentários, vídeos e filmes. As atividades desenvolvidas permitiram ao aluno compreender a diversidade afrobrasileira, com a organização de um encontro cultural, que contou com a exposição e a degustação de comidas de origem africana.

Outras atividades realizadas pelo projeto foram as aulas de campo na comunidade quilombola do Talhado, na cidade de Santa Luzia, com a finalidade de unir a teoria com a prática, através das relações sociais, levando o aluno à compreensão do tema proposto.

A metodologia Liga Pela Paz foi utilizada nas aulas do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. Nela, nove personagens traduzem valores como amizade, alegria, respeito ao idoso, amor, respeito ao meio ambiente e ao próximo, otimismo, liberdade, paz e solidariedade. A riqueza desses personagens auxilia as crianças a compreenderem suas emoções e a interagir de forma mais harmoniosa com os colegas. Há encenações, danças, músicas, caminhadas reflexivas que aproximam os alunos, tornando-os mais empáticos, compartilhando saberes e emoções, despertando-os, também, para valorização da sua história e compreensão da relação com o outro.

Os resultados alcançados destacam-se nos pontos: envolvimento e integração da comunidade quilombola com a escola; aceitação e autovalorização dos alunos afro-brasileiros da sua origem racial; mudança de atitude do alunado com respeito e tolerância à diversidade racial na escola. Outros resultados alcançados foram a implementação da Lei 10.639/03 nas atividades curriculares e prática pedagógica interdisciplinar, além da formação de banda afro, grupo de capoeira e banda de percussão.

“Os educadores perceberam, também, uma significativa mudança no comportamento de seus alunos, destacando a importância da educação emocional e social para a redução da violência e melhoria da aprendizagem. Os alunos apresentam-se mais focados, calmos e participativos e interagem com amigos e adultos de forma mais alegre, comunicativa e respeitosa”, finalizou Maria Auxiliadora Cartaxo.

WSCOM Online

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EDUCAÇÃO

MEC publica relação de aprovados na segunda chamada do Prouni

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O Ministério da Educação publica hoje (8) a relação de candidatos aprovados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) de 2021. O prazo para que os selecionados comprovem as informações que foram prestadas na inscrição encerrará no dia 24 de fevereiro.

A lista com o nome dos selecionados para o primeiro processo seletivo de 2021, bem como o cronograma do programa, pode ser acessada por meio do site do Prouni.

Neste ano, o programa oferece bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. Mais de 162 mil bolsas estão sendo ofertadas nesta edição do Prouni. Desse total, 52.839 são para cursos na modalidade de educação à distância.

Critérios

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa (R$ 3.300).

É necessário também que o interessado tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, e, nesse caso não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

É preciso ainda que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação.

Excepcionalmente neste ano, os interessados serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia da covid-19 e apenas o primeiro dia de provas foi realizado.

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EDUCAÇÃO

Govenador anuncia ampliação de mais 73 escolas integrais e modelo de ensino chegará a todos os 223 municípios da Paraíba

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A Rede Estadual de Ensino contará com mais 73 Escolas Cidadãs Integrais em 2021. Com a ampliação, 72 novos municípios terão o modelo de ensino, com 15.150 novas vagas. Assim, todos os 223 municípios do território paraibano serão contemplados com Escolas Cidadãs Integrais. O anuncio foi feito pelo governador João Azevêdo, nesta segunda-feira (25), no programa ‘Conversa com o Governador’, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara,

A pré-matrícula nas escolas com novo modelo já estará disponível a partir das 17h de hoje, por meio de formulário no site aqui

Na expansão, das 73 novas escolas, 25 serão técnicas, ou seja, oferecerão cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, com novos cursos técnicos implantados na Paraíba nas áreas de Gestão e Negócios; Produção Cultural e Design; Recursos Naturais; Produção Industrial e Controle e Processos Industriais.

Assim, a Rede passará a ter 302 escolas integrais, das quais 124 oferecem cursos técnicos. Com as novas escolas, a Rede Estadual de Ensino vai ofertar um total de 74.569 vagas para alunos em tempo integral na Paraíba neste ano.

Assim, a Rede passará a ter 302 escolas integrais, das quais 124 oferecem cursos técnicos. Com as novas escolas, a Rede Estadual de Ensino vai ofertar um total de 74.569 vagas para alunos em tempo integral na Paraíba neste ano.

“Nós estamos atingindo a meta de ter pelo menos uma Escola Cidadã Integral em cada município da Paraíba em 2021, antecipando em um ano essa ação. Isso é muito importante porque essas escolas têm dado um retorno muito grande na qualidade de ensino, no envolvimento dos alunos e na possibilidade de gerar novas alternativas”, comentou o governador João Azevêdo.

Para o secretário de Estado da Educação, Cláudio Furtado, “alcançar todos os municípios paraibanos com oferta de ensino em tempo integral era uma promessa a ser cumprida porque sabemos a diferença que esta modalidade de ensino faz na vida dos estudantes, incluindo as escolas que passam a ofertar cursos técnicos integrados ao ensino médio. Estamos comprometidos com o futuro dos nossos jovens e com as oportunidades que um ensino público de qualidade pode gerar”.

A gerente de Ensino Médio, Léia Gonçalo, explica que, “a expansão mostra que estamos conseguindo oferecer o acesso à educação diferenciada e com mais oportunidades sempre visando à realização do projeto de vida a todos os jovens paraibanos. Esse é um sonho que agora se torna realidade exatamente quando o modelo completa 5 anos no estado”.

O Modelo – O Programa Escola Cidadã Integral é um novo modelo de escola pública que tem a proposta de organização e funcionamento em tempo único (integral). É uma política pública e está inserida no Plano Nacional de Educação, de acordo com a meta 6: “Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica” e também no Plano Estadual de Educação.

Essas escolas são organizadas com salas temáticas, laboratórios de informática, ciências e outros espaços de vivências, onde os jovens podem transitar, a partir do seu projeto de vida, em suas competências cognitivas e socioemocionais, de forma a desenvolver as suas potencialidades.

 

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