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PARAÍBA

Escritora paraibana de 87 anos lança livro nesta sexta-feira na Câmara Municipal de Sapé

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Uma história pontuada por luz. Do início dos escritos em prosa, quando integrava o Grêmio Literário Nossa Senhora da Luz, em Guarabira, passando pelo jornalzinho Arco-íris, até uma crise de cálculo renal que, após cessar, doou novas cores e olhares para o começo da inspiração poética. Por fim, a cadeira na Academia Paraibana de Poesia, de nº 38 e pertencente ao poeta Zé da Luz.

Assim se fez a carreira da escritora e poetisa Maria Lindalva Xavier Amaro, que vai lançar nesta sexta-feira (11) o quarto livro intitulado “Lindalva em prosa e versos”, da editora Ideia. O lançamento será na Câmara Municipal da cidade de Sapé, às 19h.

O livro foi prefaciado pelo jornalista e escritor – além de amigo – Octávio Caúmo Serrano, que também fará a apresentação da obra. A diferença deste para o último livro, lançado em 1991, é de 24 anos.

“Demorei a lançar esse livro porque fui escrevendo aos poucos. Em prosa, tenho textos de 1982. Então, fui guardando. Também costumo fazer textos em homenagem às mães e aos pais da igreja que frequento (Santo Antônio, no Bairro dos Estados) quando me pedem”, disse a poetisa.

Os discursos de quando assumiu a Academia Paraibana de Poesia e de quando foi agraciada com o título de cidadã sapeense também estão reunidos na obra. Ao abri-lo, um aviso: “No livro, você leitor, vai me conhecer. Conhecer meus escritos em prosa, as minhas alegrias, tristeza, saudades, lágrimas, encantos, dores e amores, tudo em poesia”.

Dentre as histórias contadas, está uma curiosa sobre um ex-namorado de uma amiga que enviou um verso a ela – a amiga só soube do ocorrido anos depois. Além disso, a parte final do livro é dedicada completamente ao marido da poetisa – o professor Manoel Amaro – que, este ano, completaria 100 anos.

O primeiro livro de Lindalva Xavier foi “Memórias de um anjo” (1986), que conta a história de uma filha que foi assassinada; o segundo foi o “Coisas da vida, um pouco de mim”, lançado em 1988, e o terceiro, lançado em 1991, é intitulado “Os meus versos”, só de poesia. Prosa e poesia

Atualmente com 87 anos, a escritora e poetisa natural de Guarabira também integra a Academia de Letras e Artes do Nordeste (Alane) e a Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba. “Eu gosto tanto da prosa quanto da poesia, mas agora estou me expressando mais pelo verso. Enquanto puder, se tiver inspiração e cabeça muito boa, vou continuar a escrever. Também gosto de declamar poesias longas e todos acham que tenho uma boa memória”, disse.

O interesse por prosa vem desde criança, mas só quando estava prestes a completar 60 anos, Lindalva começou a enveredar pelos caminhos da poesia. “Depois de uma crise de cálculo renal, passadas as dores, me levantei, fui até o terraço da minha casa e vi o céu, o jardim, as flores, os passarinhos e um pedacinho do mar. Peguei o lápis e escrevi minha primeira poesia. Daí então se abriu a minha inspiração, que continua até hoje”, contou.

PB Agora com Assessoria

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PARAÍBA

Ex-deputado federal Benjamim Maranhão é alvo de operação da PF na Paraíba

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O ex-deputado federal Benjamim Maranhão (MDB) e a mãe dele, ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão (MDB) são alvos de uma operação da Polícia Federal que apura desvio de dinheiro em obras de combate à seca na Paraíba nesta quarta-feira (23).

Pelo menos 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com a PF, a Operação “Poço Sem Fundo”, investiga desvio de dinheiro destinado à perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

A defesa de Benjamim e de Wilma informou, às 10h, que tomou ciência prévia do que se trata a operação e que só vai se pronunciar após ter acesso aos autos. A defesa disse ainda que não há qualquer envolvimento de ambos no caso investigado.

As investigações começaram em 2016, último ano da gestão de Wilma. Além dela e do filho, também são alvos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e empresas cujos nomes não foram divulgados. Benjamim foi candidato a prefeito de Araruna nas eleições deste ano, mas perdeu para Vital Costa (Progressistas), que teve 50,83% dos votos válidos.

Em João Pessoa, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram um dos mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano. Também estão sendo cumpridos mandados no prédio do DNOCS na capital. Pelo menos 70 policiais e sete auditores participam da ação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o DNOCS, o Incra e a Prefeitura de Araruna, por meio de procedimentos de licitação, envolviam o montante de cerca de R$ 54 milhões.

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

O órgão explica que apura também a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras. Quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados, segundo a PF.

Em nota enviada à imprensa às 11h, o Incra informou que os contratos objetos da operação foram firmados em 2016 e 2017, na gestão anterior, e que nada foi executado e pago pela gestão atual. O órgão disse que desde o início das investigações, se colocou à disposição da polícia para prestar informações necessárias à apuração dos fatos. O Incra disse ainda que vem trabalhando em parceria com os órgãos de controle visando prevenir, identificar e coibir quaisquer irregularidades que possam ocorrer na aplicação de recursos públicos.

G1 PB

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PARAÍBA

Polícia Federal e CGU deflagram operação contra fraudes no Incra e Dnocs na Paraíba

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A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (25), uma operação contra fraudes no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e Prefeitura de Araruna, na Paraíba. De acordo com as primeiras informações apuradas pelo Portal ClickPB, os mandados estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Araruna, na Paraíba e Parnamirim, no Rio Grande do Norte. 

Segundo a Polícia Federal, quatro servidores federais foram afastados e tiveram seus bens bloqueados. 

A Operação Poço Sem Fundo foi autorizada pela Justiça Federal e apura crimes relacionados ao desvio de recursos públicos destinados à perfuração de poços e implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

Ainda de acordo com informações apuradas pelo Portal ClickPB, os contratos investigados e as dispensas de licitações gira em torno de R$ 54 milhões.

A investigação também apura o superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro mediante a utilização de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.

Participam da operação 70 policiais e sete auditores.

ClickPB

 
 

 

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