Connect with us

PARAÍBA

Fantástico destaca a história do bebê Moisés, abandonado pela mãe, achado por avô e reconhecido pelo pai

Publicado

em

Uma história que começa triste, com um abandono, na cidade de Cabedelo, na Paraíba. A tenente Viviane Vieira foi chamada, há pouco mais de um mês, para uma ocorrência inesperada: um bebê deixado na rua, sem roupa, ao lado de uma lixeira. “Ele ainda estava com alguns aspectos de ter nascido em poucas horas”, ela conta.

A policial chamou uma ambulância. A criança foi batizada com um nome bíblico: “Um pastor que colocou. Vamos chamar de Moisés porque Moisés foi deixado também pela mãe e conseguiu sobreviver”, explica o delegado Ademir Fernandes de Oliveira Filho.

Moisés seria encaminhado para adoção. Mas uma ligação inesperada revelou uma série de coincidências que mudaram o destino da criança. Tudo começou no mesmo dia em que o bebê foi abandonado.

Era dia 1° de abril e a rua, como de costume, estava deserta. O bebê tinha só algumas horas de vida, ainda estava com o cordão umbilical quando foi deixado por uma mulher bem embaixo de uma lixeira. Ela só não fazia ideia de que tudo estava sendo gravado.

Meia hora depois, a câmera de segurança mostra a aproximação de um homem. Ele se abaixa, pega a criança no colo e atravessa a rua para pedir socorro. As imagens foram mostradas nos telejornais e assistidas por um jovem funcionário público.

“Uma emoção aquele impacto. Movimentos da pessoa bateram com a pessoa com quem eu tive um relacionamento”, afirma o pai da criança.

“Ministério Público veio até nós e informa que um jovem procurou e se disse pai daquela criança”, lembra a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza.

Foi aí que a primeira surpresa se revelou.

Fantástico: Como você ouviu que ele estava sendo chamado de Moisés. Como você reagiu?

Moisés Pereira Teixeira: A emoção foi maior ainda com a coincidência, se assim posso dizer, do nome ser igual ao meu.

Sem saber, o pastor que batizou a criança escolheu para o bebê o mesmo nome do pai. Após um teste de DNA, Moisés Pai pode levar Moisés Filho para casa. A mãe, ele disse, era uma ex-namorada.

“No primeiro mês em que começamos a nos relacionar, ela disse que estava grávida, acompanhei ela em todos os exames pré-natais até o quarto mês. No mês seguinte, falou que tinha perdido, que teve um sangramento grande e perdeu a criança”, conta Moisés Pereira Teixeira, o pai do bebê.

Com a repercussão do caso, a mãe do bebê se apresentou ao Ministério Público. E, outra vez, uma incrível coincidência: “Vimos esse senhor que pegava a criança, qual é a nossa surpresa, mais uma, quando nós tomamos conhecimento que essa pessoa era o avô materno”, conta a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza.

O homem que resgatou Moisés da rua não sabia que estava salvando a vida do próprio neto. “No momento que eu a vi no vídeo, eu disse: ‘não é possível uma mulher ter um bebê dentro da minha casa. Eu estou pecando, eu estou pensando mal da minha filha. E fiquei quieto”, conta o avô da criança.

A jovem tinha escondido a gravidez. “Como é que meu pai ia reagir. Eu já tinha tido uma gravidez, eu já tinha me separado. Eu sempre emagrecia, engordava, ninguém percebeu”, conta a mãe da criança.

A mãe do pequeno Moisés e o avô não mostram o rosto por medo. A família diz que tem recebido ameaças anônimas por causa do abandono do bebê. Na hora do parto, a mãe estava sozinha em um banheiro da casa em que mora com a família. “Gritando na toalha para ninguém escutar. Eu estava sofrendo tudo ali só. Segurei o bebê em um braço, a placenta no outro. Cortei o cordão umbilical. Foi muito sangue”, ela relata.

Ela diz que agiu sem pensar, por causa do desespero e da perda de sangue. “Eu agi mecanicamente. Eu já não estava no raciocínio lógico”, conta a mãe de Moisés.

“Solicitamos uma avaliação psicológica, psiquiátrica dela”, explica a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza.

O Ministério Público diz que, nesta segunda-feira (4), vai denunciar a mãe por abandono de recém-nascido. Enquanto isso, a guarda provisória do bebê fica com o pai. “Graças a Deus, tenho o apoio da minha família, minha mãe, minha avó, até a minha noiva, que já é outro relacionamento”, diz o pai da criança.

Fantástico: Você perdoa?
Moisés Pereira Teixeira: Não é nem questão de perdoar, a justiça divina que vai fazer com que perdoe, eu não tenho nada contra. Espero que consiga a guarda definitiva dele, aproveitar muito o meu bebê até a idade que ele seguir o rumo dele. Que filho a gente não cria para gente, a gente cria para o mundo.

“Agora é viver para ele, que é o mais importante agora na minha vida”, afirma Moisés Pereira Teixeira, pai da criança.

Do Fantástico – Globo.com

Continue lendo

PARAÍBA

Covid-19: prefeito paraibano é transferido para Hospital das Clínicas, em SP

Publicado

em

O prefeito de Brejo do Cruz, Francisco Dutra testou positivo para Covid-19 e precisou ser transferido na quarta-feira (25) para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor), em São Paulo. O gestor estava internado desde a terça-feira (24) em um hospital particular de João Pessoa após aumento gradual dos sintomas.

Dutra é esposo da deputada estadual Pollyanna Dutra e está sendo acompanhado pelo filho médico, Rodrigo Dutra.

De acordo com a assessoria de Pollyanna Dutra, Francisco estava recebendo acompanhamento em casa desde a confirmação do diagnóstico, mas por precaução, a família optou por interná-lo em um hospital particular da Capital, onde ele estava sendo medicado para contenção dos sintomas e o seu quadro era considerado estável. A transferência foi uma opção familiar, com o objetivo de garantir toda a assistência necessária.

Francisco Dutra, mais conhecido como Barão, tem 53 anos e possui quadro de pré-diabetes, que foi agravada com a confirmação da Covid-19, o que o coloca no grupo de risco da doença.

A família de Francisco Dutra e a deputada Pollyanna Dutra alertou a todos que tiveram contato direto com ele nos últimos dias para que se mantenham em distanciamento social pelo período de 14 dias, tempo recomendado para contenção da possível transmissão do vírus. Caso apresentem algum sintoma, a orientação é que procurem uma unidade de saúde para realização do teste para o diagnóstico da Covid-19.

Paraíba Já

Continue lendo

PARAÍBA

Ex-deputado federal Benjamim Maranhão é alvo de operação da PF na Paraíba

Publicado

em

O ex-deputado federal Benjamim Maranhão (MDB) e a mãe dele, ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão (MDB) são alvos de uma operação da Polícia Federal que apura desvio de dinheiro em obras de combate à seca na Paraíba nesta quarta-feira (23).

Pelo menos 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com a PF, a Operação “Poço Sem Fundo”, investiga desvio de dinheiro destinado à perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

A defesa de Benjamim e de Wilma informou, às 10h, que tomou ciência prévia do que se trata a operação e que só vai se pronunciar após ter acesso aos autos. A defesa disse ainda que não há qualquer envolvimento de ambos no caso investigado.

As investigações começaram em 2016, último ano da gestão de Wilma. Além dela e do filho, também são alvos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e empresas cujos nomes não foram divulgados. Benjamim foi candidato a prefeito de Araruna nas eleições deste ano, mas perdeu para Vital Costa (Progressistas), que teve 50,83% dos votos válidos.

Em João Pessoa, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram um dos mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano. Também estão sendo cumpridos mandados no prédio do DNOCS na capital. Pelo menos 70 policiais e sete auditores participam da ação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o DNOCS, o Incra e a Prefeitura de Araruna, por meio de procedimentos de licitação, envolviam o montante de cerca de R$ 54 milhões.

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

O órgão explica que apura também a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras. Quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados, segundo a PF.

Em nota enviada à imprensa às 11h, o Incra informou que os contratos objetos da operação foram firmados em 2016 e 2017, na gestão anterior, e que nada foi executado e pago pela gestão atual. O órgão disse que desde o início das investigações, se colocou à disposição da polícia para prestar informações necessárias à apuração dos fatos. O Incra disse ainda que vem trabalhando em parceria com os órgãos de controle visando prevenir, identificar e coibir quaisquer irregularidades que possam ocorrer na aplicação de recursos públicos.

G1 PB

Continue lendo

Facebook

Publicidade

Copyright © 2020 Barra Portal - Todos os direitos reservados