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Fantástico revela áudios que podem incriminar padre Robson e reabrir investigações

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Áudios encontrados no celular do padre Robson de Oliveira podem incriminar o religioso em delitos como lavagem de dinheiro, organização criminosa e até obstrução de Justiça. O material, apreendido em  operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) em agosto do ano passado, foi revelado no Fantástico, da TV Globo, deste domingo.

O religioso era alvo de investigação do desvio de doações de católicos do Santuário Basílica de Trindade, cidade na Região Metropolitana de Goiânia conhecida como a “capital da fé” do estado, para a compra de imóveis de luxo do padre. Em janeiro deste ano, o processo definitivamente arquivado pelo desembargador Walter Carlos Lemes, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), desconsiderando o pedido do MP-GO para continuar a investigação. A investigação, que se estendia à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), também foi anulada na ocasião.

Mas os áudios e mensagens podem dar novo rumo ao caso. O MP-GO quer reabrir as investigações.

A Afipe movimentou R$ 2 bilhões em 10 anos. Há registros de compras de fazendas, casa de praia e até de um avião. A associação arrecada cerca de R$ 20 milhões por mês. Elas são pedidas, especialmente, para a construção de uma nova basílica de Trindade. Mas a obra, iniciada em 2012, ainda não terminou.

Os investigadores acessaram uma troca de e-mails entre dois dirigentes da Afipe, Rouane Azevedo e Anderson Fernandes. Na mensagem, Rouane escreve: “Anderson, temos que proteger o padre. Se colocarem as mãos em determinados documentos, vai todo mundo preso”.

Os áudios periciados e revelados pelo Fantástico foram gravados pelo próprio padre. Em um deles, ele discute com um advogado uma condenação que sofreu de pagar R$ 15 milhões, revertida em segunda instância. Ele explica que conseguiu o cancelamento da sentença por ter pagado R$ 750 mil de propina a três desembargadores.

Outras gravações indicam proximidade do padre com a delegada de Trindade, Renata Vieira da Silva. O religioso estava sendo extorquido por um homem chamado Ubiracimar dos Santos, o Bira, que alegava ter mensagens comprometedoras a seu respeito. Renata investigava o caso.

Ele diz a Renata que vai encontrar o homem para entender qual o conteúdo que ele possui e que vai dar um “jeito” no homem. “Eu vou tentar usar dos meios que eu conheço pra persuadi-lo a me dizer se o material que ele tem é algo interessante. Eu vou levar um policial e uma pessoa armada pra me proteger”, diz ele no áudio. “A gente vai fazer isso tudo fora do padrão legal. Nós vamos dar um chega nesse caboclo lá mas vai ser na base do faroeste caboclo”, conta ele à delegada.

E ele pede ajuda dela se a conversa tiver um fim “extremo”. “Se for preciso criar uma história em cima disso, você tá junto comigo você me libera dessa situação se acontecer o extremo”, afirma.

A delegada foi afastada de suas funções na última sexta-feira (19).

Em nota enviada ao Fantástico, a defesa do religioso afirma que “desconhece o conteúdo das mensagens mencionadas pela reportagem”. O comunicado diz ainda que “são frutos de montagens e adulterações feitas por pessoas inescrupulosas que o extorquem há anos”, embora elas tenham sido periciadas. “Padre Robson está sofrendo perseguição de políticos”, prossegue a nota.

Veja o material do Fantástico, com mais áudios, aqui.

Fonte: Revista Fórum

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Morre de Covid-19 enfermeira bolsonarista de 35 anos que se recusou a tomar vacina

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A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, que se recusou a tomar a dose de Coronavac que tinha direito, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19.

Priscila era moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas e trabalhava como funcionaria do Hospital Chama. Ela já havia sido infectada uma vez e, fanática pelo presidente Jair Bolsonaro, se recusou a tomar a vacina.

Ela achava que não pegaria novamente a doença e, além disso, considerava que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada.

Ela foi demitida por se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, pegou a Covid-19. A doença evoluiu rapidamente e ela acabou não resistindo. Veríssimo deixa um filho de 2 anos.

 

O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho.

Com informações do É Assim

 

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Com 1.582 mortes por Covid-19 em 24 h, Brasil bate recorde de óbitos na pandemia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Um ano depois do primeiro caso de Covid-19, o Brasil registrou o maior número de óbitos pela doença em 24 horas em toda a pandemia. Nesta quinta-feira (25), foram registradas 1.582 mortes de brasileiros pela Covid. Com expansão da doença em diversos locais, os dados apontam que o país vive o pior momento da pandemia.

O recorde anterior de mortes (1.554) tinha ocorrido em 29 de julho do ano passado, seguido por 4 de junho, com 1.470 óbitos. O ranking, porém, já é dominado por 2021. Sete dos dez dias com mais mortes na pandemia ocorreram em 2021.

A média móvel de mortes pela Covid foi recorde, pelo segundo dia consecutivo. O valor chegou a 1.150, nesta quinta, com crescimento de 7% em relação ao dado de 14 dias atrás, o que representa uma situação de estabilidade. Na quarta, o valor era de 1.129. Essa média é recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

Os dados do país, coletados até às 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

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