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EDUCAÇÃO

Fies terá limite de 350 mil vagas em 2016

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São Paulo – O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta sexta-feira, 26, as alterações no Financiamento Estudantil (Fies) que valerão no segundo semestre e nos próximos anos.

Os juros do financiamento vão aumentar e o limite de renda dos beneficiados será menor. Oprograma terá oferta máxima de vagas por ano. Além disso, os tipos de cursos financiados e os indicadores de qualidade serão mais restritos.

Os juros do financiamento vão passar dos atuais 3,4% ao mês para em torno de 6%, segundo o Estado apurou. Mesmo com a mudança, a taxa continua abaixo da inflação média dos últimos anos, o que significa que o programa continuará sendo subsidiado pelo governo.

O ministério quer financiar o estudo de 310 mil a 350 mil pessoas anualmente nos próximos anos. Oministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, deve anunciar hoje quantas vagas serão oferecidas no segundo semestre – em 2015 já foram fechados 252 mil contratos.

Os novos financiamentos deverão ser centralizados em um sistema do MEC, a exemplo do que ocorre no Programa Universidade Para Todos (ProUni) e com as vagas das federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O limite de renda para quem busca o Fies será reduzido, como o ministro já havia afirmado em entrevistas. Hoje, estudantes com renda familiar de até 20 salários mínimos (R$ 15.760) podem acessar o programa, e dados do Fies mostram que a taxa de matrícula dos alunos com mais de R$ 5 mil de renda foi a que mais aumentou.

Medidas tomadas pelo governo no primeiro semestre serão oficializadas. Cursos em áreas consideradas estratégicas para o País, como Engenharia, Saúde e formação de professores, terão prioridade.

Os critérios de qualidade também serão refinados e os cursos com nota 5, índice máximo na escala de qualidade do MEC, serão privilegiados.

Apesar de o ministério ter trabalhado neste ano com esses critérios, eles não haviam sido oficializados. As regras do Fies definem quais cursos com notas a partir de 3 podem participar.

Limites

No ano passado, o Fies teve 732 mil novos contratos, chegando a um volume acumulado de 1,9 milhão de alunos no programa. O gasto com o programa ultrapassou os R$ 13,7 bilhões.

Com o esfriamento da economia, o governo tomou uma série de medidas restritivas já no fim do ano passado como forma de economizar com o Fies.

Limitou o número de contratos, impôs desempenho mínimo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os interessados e estipulou teto de 6% para o reajuste das mensalidades.

As mudanças de agora alteram as regras decididas em 2010 e que permitiram a popularização do programa. Reportagens publicadas pelo Estado desde fevereiro revelaram que, apesar desse aumento de contratos e custos, o ritmo de matrículas no ensino superior caiu.

Muitas instituições particulares passaram a incentivar alunos já matriculados a não pagar a mensalidade e entrar no Fies. Com isso, o valor médio das mensalidades subiu.

Em março, a presidente Dilma Rousseff admitiu que o governo “errou” com o Fies ao permitir que o controle das matrículas ficassem nas mãos das instituições privadas. As mudanças atuais foram pactuadas com representantes das instituições ontem à tarde.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Portal Exame

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EDUCAÇÃO

Sete pesquisadores da UFPB estão entre os mais influentes do mundo

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Sete pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. O estudo com o ranking foi publicado em 16 de outubro, no Journal Plos Biology, revista científica que divulga, sob o sistema de peer review (revisão por pares), uma vasta gama de matérias sobre biologia.

São estes, em ordem alfabética: Damião Pergentino de Souza, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Dionísio Bazeia Filho, do Programa de Pós-graduação em Física; Edison Roberto Cabral da Silva, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica; José Maria Barbosa Filho, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Knut Bakke, do Programa de Pós-graduação em Física; Maria de Fátima Agra, do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia; e Valdir Barbosa Bezerra, do Programa de Pós-graduação em Física.

O levantamento foi conduzido por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos (EUA), liderada pelo médico-cientista grego-americano John Ioannidis, que tem diversas contribuições na área da medicina, sobretudo em epidemiologia e clínica médica.

O estudo foi fundamentado nas citações da base de dados Scopus, que atualiza a posição dos cientistas segundo o impacto de suas pesquisas ao longo da carreira e no último ano. No caso deste ranking, em 2019.

Para Márcia Fonseca, coordenadora geral de acompanhamento e avaliação dos programas e cursos de pós-graduação da Pró-reitoria de Pós-graduação (PRPG) da UFPB, o estudo e o ranking são absolutamente bem-vindos e sinalizam resultados interessantes.

“Três pesquisadores são do Programa de Pós-graduação em Física, dois do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais Sintéticos e Bioativos, um de Engenharia Elétrica e uma única mulher, de Biotecnologia”, recupera, de modo analítico, a gestora.

Segundo Márcia Fonseca, para todos esses programas, são esperadas melhorias na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a ser divulgada no próximo ano.

“Além disso, aparecer neste ranking coroa o trabalho de pesquisa desenvolvido na UFPB, com qualidade comparada ao que é feito nacionalmente e internacionalmente”, conclui a coordenadora.

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EDUCAÇÃO

Filho De Cozinheira De RO É Aprovado Em Cambridge, 6ª Melhor Universidade Do Mundo

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Filho de uma cozinheira desempregada, o estudante Mateus do Carmo Braga, de 17 anos, superou as próprias expectativas ao ser aprovado em uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que é considerada a 6ª melhor universidade do mundo segundo a Times Higher Education.

Natural do município de Nova Brasilândia do Oeste (RO), Mateus, com apenas oito meses se mudou para Jaci-Paraná (RO), distrito em que morou até os 14 anos. Em 2017, ele foi aprovado no processo seletivo do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) de Porto Velho para cursar o ensino médio.

Como a mãe havia perdido o emprego há pouco tempo eles passaram inúmeras dificuldades durante a mudança para a capital. Mateus foi morar de aluguel com o irmão enquanto a mãe, dona Márcia, continuava no distrito de Jaci-Paraná trabalhando para sustentar os sonhos da família.

Todo esse esforço era movido pela grande vontade que Mateus tem em se tornar professor de matemática por uma universidade renomada fora do estado. E retornar para contribuir com a qualidade do ensino nas escolas da rede pública de Rondônia.

“A situação no Brasil e no estado de ‘fuga de cérebros’ prejudica em muito nossa qualidade. São pouquíssimos profissionais grandes que têm interesse de se manter aqui por ser um estado menor. Mas eu tenho uma dívida com minha terra natal, eu só consegui essas oportunidades pelas pessoas daqui que acreditaram em mim. Tenho que retornar e fazer o mesmo com meus futuros alunos daqui”, falou.

Durante a sua trajetória na escola, Mateus garantiu algumas conquistas. Ele recebeu uma medalha em ciências em um concurso feito no estado do Pará, medalhas de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Canguru de matemática, além de ter ficado entre os três finalistas na etapa nacional do programa de simulação Internationali Negotia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal
Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal

Com o objetivo de se tornar docente, o jovem se inscreveu em um concurso de bolsas para o curso de matemática na Universidade de Cambridge. Ele participou do processo seletivo em que cada candidato deveria escrever uma redação totalmente em inglês, de até 550 palavras, com o tema “o melhor matemático dos últimos 100 anos”. Mas com a vida simples que tinha, a dona Márcia não teve condições de custear um curso de inglês para o filho.

“A minha mãe era cozinheira, agora ela se encontra desempregada, mas mesmo antes a gente nunca teve uma renda que sobrasse pra fazer alguns ‘luxos’. Então, uma das coisas que eu aprendi sozinho foi inglês. Eu estudo desde criança por conta própria. E esse inglês que eu aprendi, foi o inglês que eu usei na redação pra submeter ao concurso”, contou.

Mateus foi aprovado em uma bolsa parcial com um desconto de 50% para o curso de verão de matemática pelo Immerse College Essay Competition. Segundo ele, menos de 7% dos alunos que participaram do processo seletivo receberam alguma tipo de bolsa.

O adolescente já é chamado pelos amigos como “menino de Cambridge”, mas para realmente garantir a vaga na universidade, ele precisa pagar o valor restante do curso. Como o sustento da família vem do seguro desemprego da mãe, Mateus está fazendo uma “vaquinha” na internet para conseguir custear os estudos.

O prazo para dar a primeira entrada da quantia e assegurar a vaga é 27 de novembro, no entanto, até agora, ele conseguiu levantar apenas 16% do valor.

“É pra conseguir ir e levar o nome do nosso estado. Realmente é, porque eu fui nascido e criado aqui a vida inteira e a única vez que eu saí daqui foi numa viagem pro Pará pela Seduc para representar o estado, e agora novamente eu sairei ano que vem pra representar o estado no Reino Unido”, contou.

*Estagiária do G1 RO, sob supervisão de Ana Kézia Gomes.

 

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