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Filho, sobrinho, irmão – a todos Lula ajudou com seus trambiques. E eles gostaram

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Se tem algo que não dá para negar é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preocupa-se com valores familiares – valores, deixe-se claro, pecuniários; e familiares, no caso, são parentes chegados, assim como ele, em um bom trambique. Lula foi o maior paizão, o maior irmão, o maior tiozão. Bastante generoso ele, desde que tal generosidade viesse em forma de dinheiro dos cofres da empreiteira Odebrecht. Para ajudar o filho Luís Cláudio Lula da Silva, por exemplo, o ex-presidente colocou-se na função de relações públicas numa reunião com o patriarca da empresa, Emílio Alves Odebrecht: “foi uma conversa de pai para pai, Lula como pai do Luís Cláudio, o Emílio como pai do Marcelo”, assim definiu o encontro, em sua delação, o ex-diretor de relações institucionais Alexandrino Alencar. O pai Emílio incumbiu o pai Lula da missão de aplainar as relações entre a ex-presidente Dilma Rousseff e Marcelo Odebrecht, porque as “conversas entre ambos não fluíam”, donos que são de “personalidades muito fortes” – em palavras do andar de baixo e não dá cobertura, o que Alexandrino quis dizer é que os santos dos dois não batiam. Lula imediatamente se prontificou a pavimentar o caminho dessa relação e (cifrão nos olhos) bateu-lhe o instinto da paternidade: pediu então a Emílio que auxiliasse Luís Cláudio em um plano que lhe era muito caro – não caro de querido, entenda-se, caro de grana mesmo.

O comunista que pedia mesada

A ideia era que a Odebrecht apoiasse o projeto Touchdown de Luís Cláudio, que pretendia criar uma liga de futebol americano no Brasil. Alexandrino contou que reuniu-se com o filho do ex-presidente e lhe disponibilizou três suportes: jurídico, contábil e de marketing. A essa altura da delação, o ex-executivo sorri. Motivo: tudo que os advogados faziam, Luís Cláudio mostrava para a sua mulher, dona Fátima, que também é advogada, e ela punha defeito do começo ao fim. Como paciência tem limite, Alexandrino resolveu dizer-lhe para se virar com a advogada que tinha em casa. Quanto ao escritório contábil, o filho do ex-presidente bateu o pé que possuía um “velho e amigo contador”. Também aí Alexandrino irritou-se e mandou ele ficar sob os cuidados desse antigo conhecido. A Odebrecht entrou então com a parte de marketing, e eis que o filho de Lula conseguiu arrecadar R$ 2 milhões. Luís Cláudio também recebeu uma mesada de R$ 50 mil da empreiteira durante anos. Como dissemos, o ex-presidente foi um paizão.

FREI CHICO, O IRMÃO Comunista que é, fez uma expropriação muito peculiar ao receber mesada de R$ 5 mil
FREI CHICO, O IRMÃO Comunista que é, fez uma expropriação muito peculiar ao receber mesada deR$ 5 mil

Pois bem, vamos agora ao Lula tio. É coisa de outro mundo. Seu sobrinho Taiguara Rodrigues, filho do irmão da primeira esposa de Luiz Inácio da Silva (nessa época ele ainda não tinha incorporado Lula ao seu nome), definia-se como um “fechador de varandas” – vidraceiro, digamos, profissão mais do que digna, mas que ele exercia bastante a contragosto, é trabalho duro. O vidraceiro Taiguara, acreditem, da noite para o dia viu os seus sonhos atravessarem o mar e ancorarem no continente africano, mais precisamente em Angola. E, lá, ele tornou-se poderoso empreiteiro sem entender patavina do ramo. Criara a empresa Exergia, e ela foi contratada pela Odebrecht para fazer brotar obras do chão angolano com financiamento do BNDES. O lobby do tiozão (vê-se claramente que bem cabe o aumentativo) rendeu ao sobrinho (sente-se leitor) R$ 20 milhões.

Agora, o irmão. Chama-se José Ferreira da Silva, tem o apelido de Frei Chico, foi militante do Partido Comunista Brasileiro e até hoje acredita na cretinice de que rico tem de ser expropriado. Depende, no entanto, de quem é a riqueza. Ao invés de pegar dinheiro do mano-ex-presidente-endinheirado-propineiro, Frei Chico decidiu aceitar uma expropriação, digamos, privada e muito particular. Lula pediu que a Odebrecht lhe desse mesada, e ele aceitou. Alexandrino novamente dá um sorrisinho maroto quando relata que no início o pinga-pinga “era de R$ 3 mil por mês”, entregue em dinheiro vivo “trimestralmente” – portanto, cada vez, lá se iam R$ 9 mil. Isso assim seguiu até que foi “pedido um reajuste”. Ele passou a receber então, mensalmente, R$ 5 mil. Por quanto tempo? Ao longo de 13 anos. Convenhamos que não é sem motivo que, no rol de codinomes dados pela Odebrecht, o Frei tinha o apelido de Metralha.

TAIGUARA RODRIGUES, O SOBRINHO Saiu do Brasil como vidraceiro e ancorou em Angola com R$ 20 milhões no bolso
TAIGUARA RODRIGUES, O SOBRINHO Saiu do Brasil como vidraceiro e ancorou em Angola com R$ 20 milhões no bolso

Delação de Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, sobre ajuda à família de Lula

“Pagamos R$ 700 mil para a empresa filho de Lula”

“Lula pede para o Emílio (Odebrecht) ajuda para Luís Cláudio (filha caçula de Lula) iniciar carreira empresarial. Apresentou para mim e Emílio um projeto dele: criar uma liga de futebol americano profissional no Brasil”

“Fui encarregado disso. O que ficou de pé foi o apoio de marketing, uma empresa chamada Concept, que já trabalhava conosco. Pedi que trabalhassem com o rapaz.Combinei que pagaríamos 90% do custo da Concept e ele, 10%.

A Concept foi remunerada em R$ 700 mil por ano, por nós. Durante três anos”

“Mantive uma mesada para Frei Chico (irmão de Lula) durante os treze últimos anos. Pagávamos R$ 5 mil por mês para ele”

ISTOÉ

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Segundo a OMS, foram registrados 71,7 mil novos casos em um dia, contra 65 mil nos EUA

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Relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5) aponta que o Brasil é o novo epicentro da pandemia e, mais uma vez, registrou o maior número de infecções por coronavírus no mundo nas últimas 24 horas.

Segundo a OMS, foram registrados 71,7 mil novos casos em um dia, contra 65 mil nos EUA. O Brasil ainda representa 30% das novas infecções no planeta no período avaliado. A OMS contabilizou, no mundo, 240 mil casos extras.

Pelo segundo dia consecutivo o Brasil é o líder mundial, indo na contramão dos outros países, que tem apresentado redução no contágio e nas mortes, informa a coluna de Jamil Chade, no UOL.

Fonte: Revista Fórum

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Brasil completa uma semana de recordes de média móvel de mortes por Covid, que chega a 1.423

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O Brasil registrou 1.760 mortes pela Covid-19. Nesta sexta (5), o país completou sete dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos pela doença. O novo maior valor da média agora é de 1.423. O recorde anterior era de 1.361.

Dessa forma, o país completa 44 dias com média móvel de mortes acima de 1.000.
O número de óbitos registrados nesta sexta é o terceiro maior valor diário de toda a pandemia.

Como tem ocorrido, o elevado número de mortes é acompanhado por altas taxas de contaminação. Os últimos três dias fazem parte do ranking de datas nas quais foram registradas mais casos da Covid. Nesta sexta, foram 75.337 casos, no dia 3 foram 74.376 e no dia 4 foram 74.285.

O dia 8 de janeiro, com 84.977 infecções, ainda lidera o ranking, mas nele ocorreu uma revisão de dados do Paraná que elevou artificialmente o dado geral de casos do país.

O total de mortes no país já chegou a 262.948 e o de casos a 10.871.843, desde o início da pandemia.

O Brasil enfrenta o pior momento da pandemia, com situações críticas em todas as regiões do país e até mesmo colapsos em algumas áreas. Os níveis de ocupação de UTIs estão acima de 90% em diversas capitais.

Em nota técnica nesta semana, a Fiocruz alertou sobre o grave e inédito momento do país na pandemia. “Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Srag [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais”.

Segundo o boletim, “os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a ‘ponta do iceberg'”.

O consórcio de veículos de imprensa foi criado em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.

Folhapress

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