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BRASIL

Gerente que sofreu racismo no shopping perdoa idosos: vídeo

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O gerente Bruno Mendes disse em entrevista exclusiva ao SóNotíciaBoa (video abaixo) que perdoa os idosos que o humilharam por ser preto, no último sábado onde trabalha, na loja Ponto Frio do GV Shopping, em Governador Valadares, Minas Gerais.

Bruno chorou muito naquele dia, fechado na sala dele depois que a senhora perguntou “como uma loja daquele tamanho poderia ter um gerente negro?”.

O caso foi descoberto depois do vídeo, mostrado na última segunda-feira no SNB – com a homenagem feita pelos funcionários em apoio ao chefe. Reveja aqui.

As imagens de cartazes, balões, abraços, empatia e solidariedade comoveram milhares de pessoas dentro e fora do Brasil. Um dos cartazes dizia: “Você é importante”, frase que todos repetem pra ele agora.

O perdão

E Bruno explicou o motivo de ter perdoado os idosos: “Eu tomei a decisão exercer a minha decisão do perdão. Se fosse pra escolher alguma penalidade seria a da consciência pesada. Imagino que esse vídeo já tenha chegado a eles e se já tiver chegado, eu quero dizer que eu os perdoo”, afirmou.

Bruno revelou também que não vai processar o casal pra evitar reviver tudo aquilo, nem se desgastar novamente, mas que nem por isso acha que outras pessoas devem fazer o mesmo, nem baixar a guarda contra o racismo.

“É uma coisa muito forte que a gente sofre no nosso país eu não tô virando as costas pra isso… Só que tem gente trancada no quarto em depressão por ter sofrido isso, sabe, eu não quero baixar a guarda pra isso”.

E o gerente, de 29 anos, continuou:

“Eu não estou sendo contra quem denuncia, só que eu sou cristão […] e ele nos ensina o poder do perdão […] só que o meu perdão, eu queria que chegasse até eles. Se eles se tocarem com isso, chegarem aqui e falar, eu abraço ela, eu beijo ela, eu perdoo ela”, afirmou durante a live do SóNotíciaBoa no Instagram.

Bruno espera que o casal aprenda com amor e não com mais ódio.

“A gente precisa buscar a evolução […] O bem vai ser sempre maior que o mal. Eu creio muito nisso… o nosso país, o nosso mundo, precisa de respeito… O amor ele é advogado e juiz de tudo. E o amor vai vencer o mal”.

Apoio

Além dos funcionários mostrados no vídeo que viralizou, Bruno contou que recebeu vários presentes

“Depois disso, vários presentes têm chegado aqui: flores, o pessoal do açougue mandando carne… tem um supermercado aqui no shopping que me mandou uma cesta gigante, mandou um café da tarde pra equipe inteira. E mandaram fazer um banner “Bruno estamos com você”, disse.

Ele contou que também está recebendo apoio da empresa onde trabalha.

“Eu tô tendo todo apoio, da Via Varejo – que une Casas Bahia, Ponto Frio, Exta. O setor jurídico tá comigo nisso, todo respaldo eles estão me dando e o GV shopping também”, afirmou.

Família simples

Bruno Mendes revelou que os valores que tem, ele aprendeu em casa, com a família simples que morava em uma favela de Governador Valares.

“Meu pai é o Geraldo. Ele nunca teve carteira assinada, sempre foi pedreiro. A minha mãe é a Lucinéia. Trabalhou a vida como servente de sopa num ponto de apoio na rodoviária”, contou.

Ele também contou que parou de jogar futebol aos 23 anos, na época da Copa do Mundo e trocou os campos pelo comércio: “Comecei a trabalhar numa casa de roupa aqui do shopping e de lá fui pra Casas Bahia e depois fui promovido para o Ponto Frio”.

E Bruno deixou um recado para os idosos que o humilharam:

“Tem muita gente que tem preconceito com idosos também…Elas deveriam se conscientizar que o mundo não tem  mais espaço pra isso. Eu digo pra eles que eu amo eles, que eu perdoo eles. E a próxima pessoa que eles verem [digam] eu posso só te dar um abraço, não precisa contar o que fez, abraça a pessoa próxima de você, a negra, a parda amarela, a escura qualquer uma, mas usem isso, é o único recado que eu tenho pra eles”.

“Eles têm todo o meu perdão e não quero pensar em outra coisa a não ser que eles se conscientizem disso”, concluiu.

Veja os presentes que ele ganhou nesta quarta, 18:

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal
 
Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Assista à entrevista do Bruno ao Rinaldo de Oliveira, fundador do SóNotíciaBoa.

 

Reveja o vídeo que viralizou com a homenagem dos funcionários ao Bruno:

 

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“A vacina salva vidas”, diz primeira indígena a se vacinar contra a Covid

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O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), iniciou a vacinação com a primeira dose da CoronaVac neste domingo, 17, após a aprovação do imunizante para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vanusa Kaimbé, de 50 anos, técnica de enfermagem e assistente social, foi a primeira indígena a ser vacinada contra a Covid-19. Ela é presidente do conselho dos indígenas kaimbé do estado de São Paulo.

“Eu vim aqui hoje representar a população indígena e falar sobre a importância da vacina. A vacina salva vidas. Fui a primeira indígena a ser vacinada e recomendo para todos os meus parentes”, afirmou.

A primeira pessoa a ser vacina foi a enfermeira negra Mônica Calazans. Depois dela, o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, do hospital Vila Penteado, na Zona Norte.

Brasil 247

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“Vamos nos vacinar, não tenham medo”, diz Monica Calazans, a primeira brasileira vacinada

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A enfermeira Monica Calazans, a primeira mulher a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, pediu neste domingo (17) o apoio da população à campanha de vacinação. 

“Eu fui criticada com piadinha, memes, me chamaram de cobaia. Eu não sou cobaia, sou participante de pesquisa e to muito orgulhosa. Meu nome tá aí no mundo todo, 54 anos, negra, brasileira e participante de  vacina. Vamos nos vacinar. Não tenham medo“, disse Monica Calazans, logo após ser imunizada com a primeira dose da vacina Coronavac. 

Mulher negra, torcedora do Corinthians e moradora de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, Monica Calazans trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Com obesidade, hipertensão e diabetes, ela faz parte do grupo de risco. 

Com seu uso emergencial autorizado na tarde deste domingo pela Anvisa, a Coronavac tem uma eficácia global de 50,38%, subindo para 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

Nesta segunda, o governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar trabalhadores de saúde de seis hospitais do estado. HC (Hospital das Clínicas) da capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

Brasil 247

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