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POLÍTICA

Globo: política externa de Bolsonaro é suicida, contrária ao interesse nacional e destrói o Itamaraty

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Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo estão conduzindo uma política externa suicida, que destrói a imagem do Brasil e as tradições diplomáticas do Itamaraty. A opinião é do jornal O Globo, que contribuiu para esta situação, ao liderar a campanha pelo golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff. 

“A participação de Jair Bolsonaro na cúpula virtual do Brics serviu para que ele desse indicações de que o Brasil pós-Trump persistirá no isolacionismo, distante dos organismos multilaterais, no negacionismo de sempre diante da pandemia e dos crimes ambientais cometidos na Amazônia. Aproveitou para deixar isso claro ao vivo, na frente do presidente da China, Xi Jinping, principal parceiro comercial do país, que tem assumido discurso oposto, em defesa da globalização e da cooperação entre os países. A postura de Bolsonaro tem um certo aspecto suicida, já que vai contra o interesse nacional e lança por terra toda a tradição diplomática do Itamaraty”, aponta editorial desta quinta-feira do jornal.

“Outro atrito gratuito com Xi ocorreu quando Bolsonaro renovou suas críticas à Organização Mundial da Saúde (OMS), num eco a seu inspirador Donald Trump. Xi deu uma resposta que, fosse numa reunião em pessoa, decerto traria mal-estar, mas terminou passando em branco. Citou a vacina que a chinesa Sinovac desenvolve com o Instituto Butantan, de São Paulo, atacada por Bolsonaro em sua rivalidade infantil com o governador João Doria”, aponta ainda o editorialista.

O jornal aponta que a situ

ação tende a se tornar pior com a mudança de governo em Washington. “É um risco que só crescerá com a posse de Joe Biden nos Estados Unidos. É preciso que os interesses reais do Brasil — na economia, na cultura, na política externa, no meio ambiente —prevaleçam sobre mais este desastre anunciado. Ou o país seguirá a visão do chanceler Ernesto Araújo e se tornará mesmo um pária”, finaliza o texto.

Brasil 247

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POLÍTICA

Ciro chama Bolsonaro e Pazuello de ‘criminosos’ e defende ‘cadeia para os dois’ nas redes sociais

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O vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, voltou a bater de frente com a política de do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. As críticas do pedetista também foram voltadas para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello por conta do colapso em Manaus e ao Ministro da Educação, Milton Ribeiro referente ao Enem em meio a pandemia da Covid-19. 

Segundo Ciro, Bolsonaro e Pazueello teriam negligenciado a possibilidade de colapso na saúde de Manaus. “É revoltante saber que o #BolsonaroGenocida e seu cúmplice ministro da Saúde, mesmo sabendo de toda situação devastadora da pandemia, não se movimentaram para ajudar Manaus. Bolsonaro e Pazuello são criminosos e traidores da Pátria. Impeachment e cadeia para os dois”, comentou.

E seguiu criticando “mais uma atitude irresponsável do governo Bolsonaro! Realizar o Enem neste momento que a pandemia volta a ganhar força é colocar em risco quase 6 milhões de estudantes, professores e demais profissionais que irão trabalhar nos dias da aplicação da prova”, disse.

O político que abriu mão de apoiar a esquerda no segundo turno das eleições presidenciais, quando Haddad disputava com Bolsonaro a vaga, em 2018, atualmente defende uma aliança de centro-esquerda e centro-direita para fazer frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. 

 

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POLÍTICA

‘Situação que vivemos é reflexo de um desgoverno total’, diz infectologista

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São Paulo – Nem mesmo o trágico colapso do sistema de saúde e falta de oxigênio em Manaus faz com que o governo de Jair Bolsonaro adote um tom mais humilde e realista em relação à sua conduta ante a pandemia de covid-19. Pelo contrário, as declarações tanto do presidente quanto de seu vice, Hamilton Mourão, continuam isentando o Executivo das responsabilidades sobre o quadro na capital do Amazonas ou no Brasil. “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né?”, disse o chefe do governo nesta sexta-feira (15), para em seguida acrescentar: “nós fizemos a nossa parte”. Já o vice afirmou que “o governo está fazendo além do que pode dentro dos meios que a gente dispõe”. Segundo o general, “na Amazônia as coisas não são simples”.

Depois de Bolsonaro, por diversas vezes, atacar ou ironizar a CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac e, no Brasil, pelo Instituto Butantã, o presidente e seu entorno parecem começar a perceber que a crise sanitária já ameaça sua própria sobrevivência política. Mostra disso é o comunicado do Ministério da Saúde, na tarde de ontem, no qual solicita ao Instituto Butantan a “entrega imediata” de 6 milhões de doses do imunizante chinês.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir no domingo (17) se vai ou não autorizar o uso da vacina chinesa e também a desenvolvida em parceria entre Fiocruz e Universidade de Oxford. Mas o voo do avião que iria à Índia buscar 2 milhões de doses deste imunizante foi adiado hoje pela segunda vez e sua missão continua incerta.

“A situação que vivemos é reflexo do desgoverno total ao longo do ano passado. Da recusa em aceitar o que a ciência preconiza, principalmente o governo federal, com a postura de orientar a população de maneira que só contribui para o avanço da pandemia, fomentar aglomerações, ser contra as medidas de bloqueio de transmissão do vírus”, diz a infectologista Raquel Stucchi, da Universidade Estadual de Campinas. “Nós politizamos diagnósticos, o uso de máscaras, o tratamento precoce ou não, e politizamos também a vacina.” Para ela, se os erros do governo federal são óbvios, houve equívocos também do governo de São Paulo, de João Doria, que “contribuiu para essa politização e essa divisão”, no caso da vacina.

Vacina é a única solução

“Além disso, enganam a população ao divulgar informação de que existe tratamento eficaz e seguro em casos graves da doença. A vacina é a única maneira de controlar a pandemia de forma eficaz e prolongada. A situação de Manaus pode se repetir no resto do país, e mostra que o cuidado com a saúde como um todo foi esquecido”, acrescenta.

A especialista ironiza as falas de Bolsonaro e Mourão sobre o governo ter feito a sua parte ou “além do que pode” para conter a covid na capital amazonense. “Se fez tudo o que podia e Manaus está desse jeito, pode muito pouco. Então saia, você e sua equipe, porque não têm competência.” Raquel Stucchi lembra que Manaus foi a primeira capital do país a atingir o pico da pandemia, ainda em abril, e a situação hoje revela falta de planejamento e de orientação à população para que contribuísse. Internautas e movimentos sociais marcaram para a noite desta sexta-feira (15), às 20h30, um panelaço contra Bolsonaro.

Responsabilidade é de todos

A infectologista da Unicamp afirma ser importante destacar que cada cidadão assuma responsabilidades para controlar a pandemia, evitando aglomeração, usando máscaras, fazendo distanciamento social e adotando medidas de higiene básicas, como lavar as mãos. “Se a gente não ficar em casa, não usar máscaras, não adotar o distanciamento social, as grandes metrópoles ‘serão’ Manaus”, prevê. “Cada um tem que ter responsabilidade, não só o gestor.”

Para ela, a conduta inconsequente de boa parte da população vai acabar se voltando contra ela mesma, pois os governos precisarão adotar novas medidas restritivas que vão piorar a situação econômica e aumentar o desemprego.

Apesar de tudo, o país terá a vacina, a única luz no fim do túnel. Nesse sentido, o esforço deve ser para conscientizar a população da importância da vacinação. Por outro lado, “mesmo vacinando temos que manter as medidas de controle da transmissão”, alerta a especialista. Em sua opinião, o uso de máscaras vai ser mantido e o distanciamento social continuará necessário “com certeza até o final do ano”.

RBA

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