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PARAÍBA

Idosos são vítimas de abuso financeiro na PB. Denúncias ao Disque 100 representam 38,9%

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Dentre os diversos tipos de violência previstos em lei pelo Estatuto do Idoso, a violência patrimonial, ou abuso financeiro, alcançou, até junho do ano passado, 38,9% do número de denúncias realizadas através do Disque 100 do Ministério da Justiça e Cidadania. Essa categoria ficou atrás apenas dos índices de negligência (77,66%) e de violência psicológica (51,7%), porém foi mais recorrente que a violência física e maus-tratos (26,46%). Segundo a delegada do Idoso, Vera Lúcia Soares, na Paraíba, 90% dos casos registrados são referentes à violência patrimonial.

Segundo a Cartilha do Idoso, divulgada pelo Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) do Governo Federal, a violência patrimonial é a exploração indevida da renda e apropriação do patrimônio do idoso. Alguns exemplos deste tipo de violência são: obrigar o idoso a contrair empréstimos contra a sua vontade, utilizar a renda do idoso para fins diversos do autorizado por ele, não permitir que o idoso decida sobre a destinação de sua renda e patrimônio, tomar posse dos bens do idoso ou deles dispor sem o seu consentimento. Lúcio Amaral (nome fictício), avô de Diego Amaral (nome fictício), foi administrador de engenho e envolveu-se em um relacionamento que acabou gerando violência patrimonial. “Era uma mulher casada, relativamente jovem e que tirava dinheiro dele. Ele sempre foi muito mulherengo e aí as mulheres se aproveitavam dele”, explica Diego. Mediante promessas de envolvimento sexual e cuidados, Lúcio entregava seu dinheiro para a mulher com a qual se envolvia e a família, inconformada com o abuso, observava ela usar o dinheiro para fins desconhecidos.

Segundo Diego, sua mãe e tia ameaçaram denunciar a mulher que se aproveitava de Lúcio, porém as ameaças irritavam o homem que já passava dos seus 70 anos. “Ele era bem resistente. A gente dizia que ela estava extorquindo ele e ele ficava com raiva da gente. Não se sabe se era ela que botava isso na cabeça dele”, relata. Por conta do risco de denúncia, a mulher afastou-se do avô de Diego, mas retornou pouco tempo depois. O Alzheimer contraído pelo idoso, entretanto, não permitiu que os abusos continuassem porque ele precisou ficar sob os olhares atentos da família.

Já Ruth Sobral, que trabalhou durante toda a vida como enfermeira e hoje é aposentada, também foi uma dessas pessoas que acabaram sofrendo por conta do abuso financeiro. Camila Sobral, sobrinha-neta de Ruth, conta que um outro parente realizava chantagens emocionais contra a idosa para que ela acabasse pagando o aluguel e outras contas dele por muitos anos. “E na cabeça da minha tia-avó, ela fazia isso por pura solidariedade, acho que ela nunca chegou a entender que eram abusos de fato”, explica a estudante de arquitetura.

Redação com CNDI

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PARAÍBA

Dias difíceis: número de internações diárias passa de 70 na Paraíba e é maior do que início da pandemia

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Em vários estados do Brasil, incluindo a Paraíba, têm passado por dias difíceis em relação à pandemia da Covid-19. Somente na Paraíba, a quantidade de internações diárias passou das 70 – número que tem chamado a atenção das autoridades, pois nos dias considerados piores da pandemia em maio e junho, o número chegava a 55.

“Estamos atravessando momentos muito difíceis e principalmente nesse fim de semana: sexta, sábado e domingo. Nós pudemos assistir dias repetidos de mais de 70 pessoas precisando internação no Estado. Nos piores dias, de maio, junho do ano passado isso nunca passou de 53, 55 pessoas por dia. Isso mostra o momento que estamos vivendo”, afirmou, o secretário Executivo de Gestão de Unidades de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, como o ClickPB acompanhou. 

Ainda de acordo com o secretário são mais de 964 leitos ativos em todo o estado, sendo 418 somente na Região Metropolitana de João Pessoa. O gestor apontou que são 100 leitos a mais de UTI na Região Metropolitana de João Pessoa que no início do ano passado. No entanto, mesmo assim o volume de internações é maior e crescido muito mais rápido. 

 
 

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PARAÍBA

Diante da inércia de Bolsonaro, Pazuello quer que Congresso assuma combate à Covid-19, diz jornal

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Diante da inércia de Jair Bolsonaro (Sem Partido), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, trabalha nos bastidores junto a governadores para que os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), assumam a liderança no combate à Covid-19.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o acordo de Pazuello com governadores e os parlamentares tem sido feito nos bastidores e “com cuidado para não provocar a ira do presidente”.

Nesta segunda-feira (8), o ministro se encontra com Wellington Dias (PT), do Piauí, que lidera o Fórum Nacional de governadores, na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para conversas sobre a distribuição da vacina. A reunião também servirá para colocar em marcha o plano para isolar Bolsonaro em questões de saúde relacionadas à pandemia.

As tratativas visam evitar o desgaste dos governadores, que têm sido alvo de ataques constantes do presidente.

O objetivo é que o grupo criado por Lira com governadores na semana passada concentre as principais ações para o combate ao coronavírus em temas como fabricação e compra de vacinas, leitos de UTI, equipamentos suficientes para hospitais, e medidas de restrição para frear a transmissão.

Além de parlamentares e governadores, o grupo pretende colocar representantes do judiciário, secretários de saúde e especialistas.

Dessa forma, Pazuello também tiraria de si a responsabilidade pelo aumento das mortes pela Covid-19 na segunda onda da pandemia.

Fonte: Revista Fórum

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