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POLÍTICA

Institutos de pesquisa indicam tendência de queda na aprovação de Bolsonaro

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São Paulo – Após meses de estabilidade, o governo de Jair Bolsonaro enfrenta tendência de queda na sua aprovação e aumento nas taxas de reprovação. A situação é apontada por institutos de pesquisa do país em levantamento realizado pela Fundação Perseu Abramo (FPA). São os piores números desde junho e julho do ano passado, informa o estudo realizado durante um dos mais trágicos períodos vividos pelo país. O Brasil ultrapassou a marca de 250 mil mortes de covid-19. São 10,4 milhões os doentes. Mesmo diante desse cenário de caos, o auxílio emergencial foi encerrado. A oposição ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional trabalha pela volta do pagamento aos necessitados. Além disso, os brasileiros amargam uma torturante espera pela vacinação contra o novo coronavírus diante das “evidentes dificuldades ocasionadas pela omissão do governo federal frente às ofertas de laboratórios no ano passado”, lembra do estudo da FPA.

Diretor da Fundação Perseu Abramo e responsável pelo núcleo de pesquisas, Carlos Henrique Árabe relata que a entidade acompanha sistematicamente a evolução da opinião pública no Brasil. “Neste começo de ano diversos institutos de pesquisa apontaram esse significativo crescimento da reprovação ao governo Bolsonaro. E esse movimento é atribuído em primeiro lugar ao fim do auxílio emergencial”, avalia. “Como isso é muito recente, esse elemento deve provocar mais crescimento dessa reprovação.”

Árabe também destaca ausência de política pública de proteção ao povo durante a pandemia por parte do governo Bolsonaro. E especialmente a falta de uma política nacional de vacinação. “São dois fatores imediatos que devem implicar no crescimento dessa reprovação ao governo, mesmo que a volta do auxilio emergencial venha a ser aprovado.”

Resumo da queda

O levantamento da FPA analisa pesquisas realizadas pelos institutos XP/Ipespe, Datafolha, Atlas, PoderData e Ideia Exame. Todos indicam em seus números “tendência evidente de queda de aprovação do governo Bolsonaro, iniciada na passagem de dezembro para janeiro – após meses de estabilização”. E, “em sentido inverso, o mesmo ocorre nas taxas de reprovação. São os piores números desde junho e julho de 2020”, quando teve início o auxílio emergencial.

No segmento de renda mais baixa, informa a FPA, novamente a tendência de retorno aos patamares de reprovação e aprovação desse período de junho e julho de 2020. São altos os números de avaliação negativa e baixa avaliação positiva entre os que têm renda familiar mensal menor que dois salários mínimos.

Houve queda generalizada na aprovação e aumento da reprovação em todas as regiões. “Destaque para o Nordeste, que voltou a reprovar de forma significativa o governo Bolsonaro.”

A FPA aponta que, na segmentação por sexo, os índices também pioraram e acompanharam tendência geral. Além disso, “segundo o Datafolha, único instituto a divulgar a segmentação por raça/cor, houve queda substancial na aprovação e aumento da reprovação entre quem se autodeclara preto”. Esse, informa a FPA, é um dos segmentos com aprovação mais crítica do governo Bolsonaro. Outro destaque entre os dados de reprovação está entre os jovens, um dos segmentos que menos aprovam Bolsonaro.

“Segundo a pesquisa XP/Ipespe, única a divulgar dados sobre este segmento de forma periódica no último período, há tendência evidente de queda da aprovação entre os evangélicos”, conclui o levantamento.

Dobro de reprovação

No Nordeste, entre mulheres, negros e negras, jovens entre 16 e 24 anos, a reprovação ao governo chega a ser quase o dobro da aprovação, relata Árabe. “Em média a reprovação vai chegando em 50% e a aprovação caindo para 25%”, detalha.

O diretor da FPA ressalta outros aspectos da pesquisa, além do que afeta regiões que cresceram muito e agora estão sofrendo com o não crescimento, o desemprego mais expressivo, como o Nordeste. “Tem de olhar o Sudeste onde cresce expressivamente a reprovação de Bolsonaro. Possivelmente há mais fatores que esses dois. Por exemplo, a reprovação entre as mulheres”, diz, citando a ação machista, preconceituosa e violenta de Bolsonaro em relação a elas. “Um fator que leva a que a reprovação seja praticamente o dobro da aprovação. Também entre os negros. O desenvolvimento de uma política de preconceito aberto, racista, provoca rejeição maior que a derivada somente do fim do auxílio e da crise da covid-19.”

A repressão sentida pelos jovens, considera Árabe, estaria entre as razões para a rejeição em alta de Bolsonaro nesse segmento. “Outra situação em que o reprovação chega a 50% quando apenas um quarto apoiam o governo.”

Confira o levantamento da FPA

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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POLÍTICA

Um mês após perder esposa, Schiavinato, é 1º deputado federal a morrer de Covid-19

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.

Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012).

A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.

Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).

Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.

Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada. O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.

Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.

Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

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POLÍTICA

Nove partidos articulam “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro

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A oposição está articulando a criação de um “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A intenção é reunir em uma única peça várias denúncias de crimes de responsabilidade cometidos pelo ocupante do Palácio do Planalto e entregá-la ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), até o final deste mês, em um ato nacional.

Lira já tem em sua gaveta mais de 70 pedidos de impeachment protocolados contra Bolsonaro e, até agora, não deu prosseguimento a nenhum deles.

A decisão pela estratégia foi tomada no Fórum de Partidos de Oposição, realizado de forma virtual nesta terça-feira (13), com participação do PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, UP, PV e Cidadania.

“Vamos convocar uma grande plenária para chamar todos aqueles que pediram o impeachment do Bolsonaro. Além da luta pelos direitos do povo, temos a necessidade de colocar a luta política como uma questão prioritária”, afirmou a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

No “superpedido” serão anexadas, por exemplo, denúncias sobre os mais diversos erros cometidos pelo governo Bolsonaro na condução da pandemia de Covid-19 e tentativas do Executivo de interferir politicamente nas Forças Armadas e na Polícia Federal.

Além disso, será feita uma cobrança pela aceleração na vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 e pelo aumento do auxílio emergencial para R$ 600.

As informações são do site de notícias Brasil 247.

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