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BRASIL

Lava Jato leva dois mais ricos do Brasil a dormir na cadeia pela 1ª vez

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Dois dos homens mais ricos e poderosos do Brasil, Marcelo Bahia Odebrecht e Otávio Marques Azevedo, dormiram ontem a primeira noite de suas vidas numa prisão. Marcelo, como presidente da Odebrecht, emprega mais de 100 mil pessoas. O mesmo acontece com Otávio, que preside o conselho da Andrade Gutierrez, grupo que, além da construtora, é também controlador da empresa de telefonia Oi.

Até recentemente, ambos frequentavam salões, palácios e eram interlocutores privilegiados da imprensa nacional. Como capitães de indústria, eram sempre convidados a falar sobre perspectivas de investimento e caminhos para a economia brasileira. Agora, estão fichados como criminosos e, caso seja mantida a lógica da Operação Lava Jato, receberão condenações em primeira instância que os manteriam presos para o resto de suas vidas.

Ao justificar as prisões, o juiz Sergio Moro, condutor da Lava Jato, argumentou que, nos últimos sete meses, ambos nada fizeram para conter a corrupção de suas empresas. Disse ainda que a prisão é um remédio amargo para conter o “ciclo delitivo”, mais indolor do que a segunda alternativa, que seria a suspensão de todos os contratos das duas empresas. Portanto, prender causaria menos dano à economia do que banir as duas maiores construtoras brasileiras da cena empresarial.

Os efeitos no mundo real, no entanto, serão devastadores. Basta notar com o que aconteceu com as outras empreiteiras atingidas pela Lava Jato. O caso mais dramático é o da OAS, que entrou em recuperação judicial e colocou praticamente todos os seus ativos a venda, como a empresa Invepar e a concessão do Aeroporto de Guarulhos, recentemente ampliado.

A UTC Constran demitiu nada menos que um terço dos seus funcionários e também colocou à venda a concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Também em recuperação judicial, a Galvão Engenharia luta para sobreviver. Já a Queiroz Galvão chegou a paralisar as obras olímpicas no Rio de Janeiro. E a Mendes Júnior, sem crédito, colocou em marcha lenta as obras do Rodoanel em São Paulo.

Na prática, o setor de engenharia no Brasil entrou em colapso. As construtoras já demitiram mais de 100 mil pessoas e devem demitir ainda mais. Obras, como a transposição do São Francisco, avançam em ritmo lento. E outros projetos, que poderiam fazer o País deslanchar com o novo programa de concessões, terão dificuldades para encontrar investidores. Afinal, agora que Andrade e Odebrecht também caíram na roda da Lava Jato, não há uma única empresa brasileira de engenharia relevante que esteja em boa situação econômica.

Além do impacto no Brasil, as construtoras nacionais serão também duramente atingidas no mercado internacional. A Odebrecht, por exemplo, que é uma das maiores na África, na América Latina e no Caribe, agora tem seu dono na cadeia – fato que, certamente, será explorado por concorrentes. O mesmo ocorrerá com a Andrade, que também se internacionalizou nos últimos anos.

Depois dessa décima-quarta fase da Lava Jato, haverá ainda muita pressão para que todas as construtoras brasileiras, que ergueram obras que orgulharam a engenharia mundial, como Itaipu, por exemplo, sejam declaradas inidôneas. Assim, seriam impedidas de participar de novas licitações.

Guerra de extermínio

Caso prevaleça esse cenário, no entanto, o mercado brasileiro terá que ser totalmente aberto a construtoras internacionais – tese que já foi defendida pelo jornal O Globo. Assim, em vez de empresas brasileiras atuando nos canteiros de obras, haveria companhias como, por exemplo, a americana Halliburton, que financiou a campanha de invasão do Iraque.

O mais provável, no entanto, é que as empresas brasileiras possam continuar a atuar, ainda que extremamente combalidas. Já é consenso no mercado financeiro que, depois desta sexta-feira, a recessão prevista para 2015 irá se acentuar no Brasil. E enquanto as lideranças políticas promovem uma guerra de extermínio, sem demonstrar nenhuma capacidade de diálogo, o Brasil afunda.

BRASIL247

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BRASIL

Ocupação de UTIs atinge pior cenário da pandemia e 17 capitais têm alerta crítico, diz Fiocruz

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Os leitos de terapia intensiva em hospitais de todo o país atingiram esta semana o maior nível de ocupação desde o início da pandemia como resultado do aumento da transmissão do coronavírus no Brasil, e 17 capitais estão com a capacidade de atendimento da rede pública em situação crítica, afirmou nesta sexta-feira a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Fiocruz informou, em seu Boletim Observatório Covid-19, que nesta semana houve uma “clara piora” do quadro geral do país referente às taxas de ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de País (SUS) para casos de coronavírus em comparação com o início de fevereiro, “o que se configura no pior cenário já observado no país”, segundo a fundação.

Dezessete capitais estão com ocupação de pelo menos 80% de leitos de UTI para pacientes adultos de Covid, sendo os casos mais graves em Porto Velho (100%), Florianópolis (96,2%), Manaus (94,6%), Fortaleza (94,4%) e Goiânia (94,4%). As capitais concentram a imensa maioria dos leitos de terapia intensiva do país e recebem os casos graves das cidades menores que não possuem oferta de leitos.

Segundo a Fiocruz, 12 Estados e o Distrito Federal estão na zona crítica em relação à disponibilidade de leitos de UTI, quando a ocupação está em pelo menos 80%, e 13 estão com ocupação entre 60% e 80%.

“No que se relaciona ao sistema de saúde, um dos indicadores revela uma clara piora do quadro geral do país. As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos revelam o pior cenário já observado, inclusive pela sua dispersão no país”, disse a Fiocruz.

Assim como na rede SUS, diversos hospitais privados também têm registrado superlotação nas últimas semanas, à medida que o Brasil lida com uma doença fora de controle e disseminação de uma nova variante mais transmissível, no pior momento da pandemia.

O documento da Fiocruz aponta que o Brasil apresentou ma média diária de 46 mil casos novos de Covid em fevereiro, um valor que fica acima do verificado em meados do ano passado no pico anterior da doença, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas do mês.

“A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar

medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, disse a Fiocruz.

Terra

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Morre de Covid-19 enfermeira bolsonarista de 35 anos que se recusou a tomar vacina

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A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, que se recusou a tomar a dose de Coronavac que tinha direito, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19.

Priscila era moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas e trabalhava como funcionaria do Hospital Chama. Ela já havia sido infectada uma vez e, fanática pelo presidente Jair Bolsonaro, se recusou a tomar a vacina.

Ela achava que não pegaria novamente a doença e, além disso, considerava que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada.

Ela foi demitida por se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, pegou a Covid-19. A doença evoluiu rapidamente e ela acabou não resistindo. Veríssimo deixa um filho de 2 anos.

 

O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho.

Com informações do É Assim

 

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