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POLÍTICA

Luiz Couto evita defender tesoureiro do PT preso pela PF: “Se comprovado que ele agiu errado, ele deve ser punido”

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O deputado federal Luiz Couto, do PT da Paraíba, evitou sair em defesa do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso ontem, quarta-feira (15), pela Polícia Federal e disse que, caso se comprove que o correligionário tenha culpa, ele deverá ser punido, como qualquer outro envolvido no crime de corrupção.

“Queremos profundidade, consistência e imparcialidade nas investigações e aqueles que estiverem vinculados a esses crimes, com certeza devem ser punidos e afastados da vida pública”, disse.

Couto, no entanto, ressalta que as investigações não devem ser direcionadas a apenas o Partido dos Trabalhadores, mas sim a todos os partidos que receberam dinheiros das empresas envolvidas na investigação.

“Nós estamos querendo que seja passado a limpo todo esse cenário de corrupção no país, então se ele cometeu um crime, antes ele tem que ter o direito ao contraditório, a ampla defesa, agora não pode ser uma investigação seletiva, ou seja, é preciso ampliar, até porque foi demonstrado que todos os partidos receberam dinheiro dessas empresas, então é preciso buscar todos os tesoureiros para ver como as coisas aconteceram, não pode ser algo dirigido contra PT, isso é que não podemos aceitar”, explicou.

O paraibano defende que todos os que roubaram e que desviaram dinheiro público não podem e nem devem continuar exercendo uma atividade pública ou uma atividade que venha a prejudicar a sociedade.

“É nesse sentido que eu digo que se tiver alguma coisa, o Vaccari dever ter direito de defesa, mas se comprovado que ele agiu de forma incorreta, deve ser punido, porque nos não queremos isso no nosso país, o que queremos é o combate a todo tipo de corrupção, é preciso passar a limpo esse país, mostrando que corrupção é um crime e atinge principalmente o cidadão, que perde em saúde, educação, segurança e em outras áreas”, concluiu.

As declarações do parlamentar paraibano foram veiculadas na manhã desta quinta-feira (16), em entrevista à rádio CBN João Pessoa.

Márcia Dias

PB Agora

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POLÍTICA

Um mês após perder esposa, Schiavinato, é 1º deputado federal a morrer de Covid-19

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.

Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012).

A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.

Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).

Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.

Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada. O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.

Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.

Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

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POLÍTICA

Nove partidos articulam “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro

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A oposição está articulando a criação de um “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A intenção é reunir em uma única peça várias denúncias de crimes de responsabilidade cometidos pelo ocupante do Palácio do Planalto e entregá-la ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), até o final deste mês, em um ato nacional.

Lira já tem em sua gaveta mais de 70 pedidos de impeachment protocolados contra Bolsonaro e, até agora, não deu prosseguimento a nenhum deles.

A decisão pela estratégia foi tomada no Fórum de Partidos de Oposição, realizado de forma virtual nesta terça-feira (13), com participação do PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, UP, PV e Cidadania.

“Vamos convocar uma grande plenária para chamar todos aqueles que pediram o impeachment do Bolsonaro. Além da luta pelos direitos do povo, temos a necessidade de colocar a luta política como uma questão prioritária”, afirmou a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

No “superpedido” serão anexadas, por exemplo, denúncias sobre os mais diversos erros cometidos pelo governo Bolsonaro na condução da pandemia de Covid-19 e tentativas do Executivo de interferir politicamente nas Forças Armadas e na Polícia Federal.

Além disso, será feita uma cobrança pela aceleração na vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 e pelo aumento do auxílio emergencial para R$ 600.

As informações são do site de notícias Brasil 247.

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