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POLÍTICA

Mantega pediu R$ 100 milhões para a campanha de Dilma em 2014, diz Odebrecht

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O empresário Marcelo Odebrecht, em depoimento de delação premiada, afirmou que em 2013 o então ministro da Fazenda Guido Mantega pediu R$ 100 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff – a petista disputou as eleições no ano seguinte. Em troca, Mantega atuou junto ao governo e também no Congresso para a aprovação de uma medida provisória para beneficiar a Braskem, outra empresa ligada ao Grupo Odebrecht.

Marcelo, em 2009, assumiu uma vaga no conselho e passou a trabalhar junto a políticos para concretizar os interesses dos negócios. Segundo relato de Odebrecht, ficou combinado entre os integrantes do grupo que a campanha presidencial seria “bancada” pela Braskem, pois naquela época, a construtora “já tinha gasto R$ 50 milhões na campanha do Eduardo Campos e estava comprometida com o Aécio (Neves)”.

Ficou acordado que para que isso fosse possível, o governo deveria aprovar uma medida provisória para beneficiar a Braskem. A MP 613/13 foi aprovada no Congresso, no Senado e sancionada pela presidência em menos de um mês. O texto determinava a concessão de inúmeros benefícios e incentivos à produção de etanol e à indústria química por meio de crédito presumido e redução de alíquota do PIS/Pasep e Cofins.

Em cerca de 20 minutos de depoimento, Odebrecht diz que no Brasil “se você não tem acesso ao rei, não consegue aprovar nada” e quando leis do interesse da empresa eram aprovadas, não sabia se eram por questões técnicas ou por causa de pagamentos feitos aos políticos. Ele afirmou que foram feitos estudos técnicos para justificar a medida que traria benefícios à indústria do País, mas a partir do momento que eram iniciadas conversas com parlamentares, estes “ficavam na expectativa” de receber propina ou até mesmo doações para futuras campanhas.

O empresário afirma que pagou R$ 4 milhões ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) para a aprovação da MP. Na ocasião, o empresário autorizou o pagamento ao senador. E justificou: “Expliquei a Claudio (Melo Filho, executivo), acerte com Jucá, porque aí lá na frente ele vai pedir um valor absurdo para campanha e aí não vai aparecer ninguém para pagar. Já autorize para alinhar com os negócios dos beneficiários de cada medida aprovada no Congresso”. O objetivo era gerar uma expectativa aos deputados e senadores que, se eles atuassem pelos interesses da Odebrecht, receberiam dinheiro para bancar candidaturas.

O delator diz por várias vezes que tinha total acesso ao ministro Mantega. E que quando se encontravam, ele sabia que conversava “com o grande doador” e ficava implícito a obrigação de um “trabalhar” em benefício do outro.

Defesa

A defesa do ex-ministro Mantega afirma que irá se pronunciar quando obtiver acesso à íntegra dos depoimentos dos delatores da Odebrecht, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo.

Em nota divulgada nesta terça-feira (11), o senador Romero Jucá afirmou: “Sempre estive e sempre estarei à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”.

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POLÍTICA

Institutos de pesquisa indicam tendência de queda na aprovação de Bolsonaro

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São Paulo – Após meses de estabilidade, o governo de Jair Bolsonaro enfrenta tendência de queda na sua aprovação e aumento nas taxas de reprovação. A situação é apontada por institutos de pesquisa do país em levantamento realizado pela Fundação Perseu Abramo (FPA). São os piores números desde junho e julho do ano passado, informa o estudo realizado durante um dos mais trágicos períodos vividos pelo país. O Brasil ultrapassou a marca de 250 mil mortes de covid-19. São 10,4 milhões os doentes. Mesmo diante desse cenário de caos, o auxílio emergencial foi encerrado. A oposição ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional trabalha pela volta do pagamento aos necessitados. Além disso, os brasileiros amargam uma torturante espera pela vacinação contra o novo coronavírus diante das “evidentes dificuldades ocasionadas pela omissão do governo federal frente às ofertas de laboratórios no ano passado”, lembra do estudo da FPA.

Diretor da Fundação Perseu Abramo e responsável pelo núcleo de pesquisas, Carlos Henrique Árabe relata que a entidade acompanha sistematicamente a evolução da opinião pública no Brasil. “Neste começo de ano diversos institutos de pesquisa apontaram esse significativo crescimento da reprovação ao governo Bolsonaro. E esse movimento é atribuído em primeiro lugar ao fim do auxílio emergencial”, avalia. “Como isso é muito recente, esse elemento deve provocar mais crescimento dessa reprovação.”

Árabe também destaca ausência de política pública de proteção ao povo durante a pandemia por parte do governo Bolsonaro. E especialmente a falta de uma política nacional de vacinação. “São dois fatores imediatos que devem implicar no crescimento dessa reprovação ao governo, mesmo que a volta do auxilio emergencial venha a ser aprovado.”

Resumo da queda

O levantamento da FPA analisa pesquisas realizadas pelos institutos XP/Ipespe, Datafolha, Atlas, PoderData e Ideia Exame. Todos indicam em seus números “tendência evidente de queda de aprovação do governo Bolsonaro, iniciada na passagem de dezembro para janeiro – após meses de estabilização”. E, “em sentido inverso, o mesmo ocorre nas taxas de reprovação. São os piores números desde junho e julho de 2020”, quando teve início o auxílio emergencial.

No segmento de renda mais baixa, informa a FPA, novamente a tendência de retorno aos patamares de reprovação e aprovação desse período de junho e julho de 2020. São altos os números de avaliação negativa e baixa avaliação positiva entre os que têm renda familiar mensal menor que dois salários mínimos.

Houve queda generalizada na aprovação e aumento da reprovação em todas as regiões. “Destaque para o Nordeste, que voltou a reprovar de forma significativa o governo Bolsonaro.”

A FPA aponta que, na segmentação por sexo, os índices também pioraram e acompanharam tendência geral. Além disso, “segundo o Datafolha, único instituto a divulgar a segmentação por raça/cor, houve queda substancial na aprovação e aumento da reprovação entre quem se autodeclara preto”. Esse, informa a FPA, é um dos segmentos com aprovação mais crítica do governo Bolsonaro. Outro destaque entre os dados de reprovação está entre os jovens, um dos segmentos que menos aprovam Bolsonaro.

“Segundo a pesquisa XP/Ipespe, única a divulgar dados sobre este segmento de forma periódica no último período, há tendência evidente de queda da aprovação entre os evangélicos”, conclui o levantamento.

Dobro de reprovação

No Nordeste, entre mulheres, negros e negras, jovens entre 16 e 24 anos, a reprovação ao governo chega a ser quase o dobro da aprovação, relata Árabe. “Em média a reprovação vai chegando em 50% e a aprovação caindo para 25%”, detalha.

O diretor da FPA ressalta outros aspectos da pesquisa, além do que afeta regiões que cresceram muito e agora estão sofrendo com o não crescimento, o desemprego mais expressivo, como o Nordeste. “Tem de olhar o Sudeste onde cresce expressivamente a reprovação de Bolsonaro. Possivelmente há mais fatores que esses dois. Por exemplo, a reprovação entre as mulheres”, diz, citando a ação machista, preconceituosa e violenta de Bolsonaro em relação a elas. “Um fator que leva a que a reprovação seja praticamente o dobro da aprovação. Também entre os negros. O desenvolvimento de uma política de preconceito aberto, racista, provoca rejeição maior que a derivada somente do fim do auxílio e da crise da covid-19.”

A repressão sentida pelos jovens, considera Árabe, estaria entre as razões para a rejeição em alta de Bolsonaro nesse segmento. “Outra situação em que o reprovação chega a 50% quando apenas um quarto apoiam o governo.”

Confira o levantamento da FPA

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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POLÍTICA

Covid-19 vai levar Brasil a “mergulhar no caos em duas semanas”, diz Rui Costa, governador da Bahia

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 O governador da Bahia, Rui Costa, ao anunciar a suspensão de todas as atividades não-essenciais no estado neste fim de semana para tentar conter a propagação da Covid-19, disse que em duas semanas o Brasil vai “mergulhar no caos”.

Ele constata que a pandemia já se agrava em todo o país. “Nunca tivemos uma situação igual”, diz. 

O governador acredita que, além de a população estar exausta de cumprir medidas de isolamento, as novas cepas do coronavírus que já circulam no Brasil –em especial a de Manaus –são mais contagiosas e letais, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

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