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BRASIL

Ministério Público coleta assinaturas para projeto de combate à corrupção

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Você é favorável que corrupção de altos valores seja considerada crime hediondo? Concorda com a punição àqueles agentes públicos que enriqueceram ilicitamente durante o mandato? Os questionamentos são, na realidade, uma campanha de dez propostas lançada pelo Ministério Público Federal (MPF) para combater atos corruptos. O objetivo é recolher 1,5 milhão assinaturas no Brasil para transformá-las em projeto de lei de iniciativa popular e levá-las à discussão no Congresso Nacional. Nesta quarta-feira (9), Dia Internacional de Combate à Corrupção, o MPF em parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estarão realizando ações no Estado para alertar sobre o problema.

A procuradora da República Ládia Chaves, uma das entusiastas da iniciativa, aponta que, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), R$ 200 bilhões são desviados do Brasil, por ano, com corrupção. A quantia justifica o porquê de o tema aparecer pela primeira vez no topo das preocupações dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha. Pelo levantamento da Organização Transparência Internacional, o Brasil ocupa hoje a 69ª posição no ranking dos países mais corruptos do mundo. Ao todo, 175 nações foram avaliadas.

“Hoje em dia, a base da corrupção é o custo benefício. Estudos mostram que reduziremos a prática ao diminuirmos a impunidade”, afirma. “O valor desviado com corrupção seria suficiente para triplicar o investimento da União em saúde ou segurança”, aponta a procuradora.

Das dez medidas da campanha, as que os procuradores dãomais destaque são a criminalização por enriquecimento ilícito e o ponto que torna corrupção de altos valores como crime hediondo. Se estivesse em voga, muitos políticos envolvidos na Operação Lava Jato seriam duramente punidos pela legislação.

Na última consulta ao site da campanha (www.combateacorrupcao.mpf.mp.br), mais de 826 mil assinaturas já haviam sido coletadas. Pernambuco, porém, tem um longo caminho a percorrer. Apenas 14 mil das 80 mil inscrições necessárias foram obtidas. A procuradora avalia que a falta de informação sobre o projeto ainda é o principal obstáculo para o baixo engajamento. O trabalho é voluntário e as fichas precisam ser preenchidas manualmente para terem validade. O material pode ser entregue nas sedes do MPF ou do MPPE.

AÇÕES – Nesta quarta, haverá ainda ação no metrô do Recife para a coleta de assinaturas. A atitude integra a campanha de combate à corrupção da entidade estadual. Entusiasta da iniciativa, o procurador-geral de Justiça, Carlos Guerra, explica que as medidas vão dar ainda mais sustentação ao trabalho do MPPE.

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Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos em 2019

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A expectativa de vida ao nascer no Brasil em 2019 era de 76,6 anos, segundo dados da Tábua da Mortalidade, divulgados hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é 0,3 ano superior à de 2018, divulgada na pesquisa do ano passado (76,3 anos).

A Tábua da Mortalidade é divulgada anualmente pelo IBGE e usa como referência dados de 1º de julho do ano anterior.

O dado, que é uma média da expectativa de vida dos dois sexos, foi publicado na edição de hoje (26) do Diário Oficial da União. A divisão do dado, por sexo, será feita às 10h pelo IBGE.


Agência Brasil

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BRASIL

Sem opção: depois de arroz, óleo e carne, preço da batata dispara 33%

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Depois de ver o preço do arroz, do óleo e da carne dispararem, o brasileiro agora faz as contas na hora de comprar batata. O preço do tubérculo disparou 33,37% entre outubro e novembro, segundo a prévia da inflação oficial do país medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, IPCA-15, foi divulgado nesta terça-feira (24).

O pior é que esse reajuste não veio sozinho. Todos aqueles itens que já vinham aumentando continuaram na escalada de preços entre meados do mês passado e deste. O óleo de soja para fazer a batata frita subiu 14,85%, a carne para o bife aumentou 4,89% e o arroz continuou sua escalada, com reajuste de 8,29%.

A Associação Paulista de Supermercados (Apas) já tinha detectado essas variações nos preços dos varejistas do estado de São Paulo. O levantamento divulgado na quinta-feira (19) pela entidade mostrava aumento em outubro de 22,5% na batata, 16,4% no óleo de soja e 5,38% na carne. Segundo a associação, entre os cortes que registraram inflações estão a picanha (11,16%), patinho (8,67%) e contrafilé (7,16%).

Razões climáticas

Segundo análise do Cepea-USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o final da safra de inverno da batata e uma quebra de produção na região Sul diminuíram a oferta do produto e influenciaram na alta dos preços.

De acordo com os analistas do centro, a quebra no Sul se deveu ao baixo volume de chuva registrado durante as fases de plantio e desenvolvimento da cultura. A expectativa é que o volume comece a aumentar nas próximas semanas. Se isso se confirmar, o preço deve cair.

Puxado pelo grupo de alimentos e bebidas, o IPCA-15 marcou 0,81% em novembro, o maior número para o mês desde 2015.

Para elaborar o indicador deste mês, os preços foram coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro e comparados aos valores pesquisados entre 12 de setembro a 13 de outubro.

Revista Fórum

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