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POLÍTICA

Ministro do STF abre inquérito contra a senadora Gleisi Hoffmann

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki decidiu hoje (10) abrir inquérito para investigar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no âmbito da Operação Lava Jato. Como a investigação está em segredo de Justiça, não é possível saber os detalhes do processo, que começou a ser apurado na Justiça Federal no Paraná e foi remetido ao Supremo porque a senadora tem foro privilegiado.

Gleisi Hoffmann já responde a um processo no Supremo no qual é ré junto ao seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em maio, o casal foi denunciado ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010. De acordo com depoimentos de delatores na Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Rodrigo Mudrovitsch, advogado da senadora, afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e que vai se manifestar somente após analisar do conteúdo do material.

ISTOÉ

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POLÍTICA

Bolsonaro já discute não terminar o mandato, segundo Carta Capital

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De acordo com reportagem da Carta Capital, Jair Bolsonaro já admite não terminar o mandato presidencial. Segundo a publicação, em conversa reservada em 26 de agosto sobre o país e seu governo, Bolsonaro comentou: “Eu vou embora do Brasil”.

O interlocutor questionou: “Vai levar quem?”. A resposta foi típica de Bolsonaro: “Sou hétero, só minha mulher”. A pessoa que ouvia saiu com a impressão de que Bolsonaro já começa a pensar na possibilidade de não terminar o mandato.

Um dia antes do fato, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, usou o Twitter para dizer que o pai deveria utilizar as redes sociais para enfrentar jornalistas.

“Quando as pessoas forem hipnotizadas para ter este pensamento será o fim. Sairá o único presidente eleito sem amarras, capaz de mudar o sistema, e entrará um bundão a servir este establishment”, escreveu Eduardo.

Por “bundão” ele se referia, certamente, ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão.

CPI

A queda de Bolsonaro voltou a ser assunto em Brasília, depois de deflagrada a crise ambiental na Amazônia. No dia em que ele mencionou a possibilidade de deixar o País, pesquisa revelou que 39% dos brasileiros acham seu governo ruim ou péssimo, 10 pontos acima dos que acham bom ou ótimo.

Existe no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação que pede a cassação dele por disseminação de mentiras na campanha. A ação pode ganhar força com a CPI das fake news, que deve ser instalada em breve.

Revista Fórum

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POLÍTICA

Primeira negra eleita vereadora em Joinville é ameaçada de morte por vaga a suplente branco

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) — Primeira vereadora negra eleita em Joinville (SC), a professora Ana Lúcia Martins (PT), recebeu ameaças de morte desde o resultado da eleição do último domingo (15). “Agora só falta a gente matar ela e entrar o suplente que é branco”, dizia uma das ameaças.

Um inquérito foi aberto e o caso tem sido apurado, inicialmente, como injúria racial e ameaça.

“Existe indício de que os autores pertençam a uma célula de um grupo neonazista em Joinville. Estamos fazendo diligências para identificar. Já vislumbramos nomes, mas a investigação está em andamento”, disse à reportagem a delegada Cláudia Cristiane Gonçalves de Lima, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami).

Quando a informação sobre Ana Lúcia ser a primeira negra eleita na cidade já era confirmada, outra postagem afirmava que “não há como comemorar uma petista no poder novamente em Joinville”.

“Sabia que não seria fácil. Estava ciente que enfrentaria uma certa resistência em uma cidade que elegeu apenas na segunda década do século 21 a primeira mulher negra. Só não esperava ataques tão violentos”, afirmou Ana Lúcia, em nota publicada nas redes sociais.

Segundo a advogada, Andreia Indalencio Rochi, Ana Lúcia também teve sua conta de Instagram invadida ainda no domingo. “Quando começou a apuração, com os primeiros resultados, a Ana teve uma invasão no Instagram. Apagaram algumas fotos e fizeram algumas coisas, mexeram no perfil”, afirmou.

“Na segunda-feira [16], já confirmada como eleita, começaram essas ameaças no Twitter em que literalmente falam que precisam matá-la para um suplente branco assumir, que fascistas mandam e que ela precisa se cuidar”, completou Rochi.

O PT de Joinville divulgou uma nota em que afirma que os ataques são um “mecanismo de silenciamento”. “Os comentários publicados nas redes sociais e as ameaças à companheira constituem um mecanismo de silenciamento e invisibilidade para impedir a denúncia, a reflexão e a crítica sobre o racismo”, diz a nota.

Em Porto Alegre, onde cinco vereadores negros foram eleitos, o candidato a prefeito Valter Nalgelstein (PSD) comentou o resultado em tom considerado racista.

“Muitos deles jovens, negros. Vereadores esses sem nenhuma tradição política, sem nenhuma experiência e nenhum trabalho e pouquíssima qualificação formal”, disse Nagelstein em áudio que circulou nas redes sociais. No seu perfil, o político alegou que não foi preconceituoso.

Folhapress

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