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Moro aceita denúncia e Odebrecht vira réu

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O juiz federal Sérgio Moro, que conduz Operação Lava Jato, aceitou nesta terça-feira, 28, acusação do Ministério Público Federal e determinou abertura de ação penal contra o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da Construtora Odebrecht, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do maior empresário do País, também viraram réus na decisão Marcio Faria da Silva, Rogério Araujo, César Ramos Rocha, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Paulo Boghossian, o doleiro Alberto Youssef, o operador Bernardo Freiburghaus, os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Serviço), o ex-gerente de Engenharia estatal Pedro Barusco e o funcionário da estatal Celso Araripe D’Oliveira.

Em seu despacho, Sérgio Moro afirma que Marcelo Odebrecht “estaria envolvido diretamente na prática dos crimes, orientando a atuação dos demais”. Segundo ele, a prática estaria evidenciada nas mensagens de Marcelo em seu telefone celular e anotações pessoais, apreendidas no curso das investigações.

Esta é a primeira ação penal contra Marcelo Odebrecht, que está preso desde 19 de junho. A empreiteira nega envolvimento com o cartel instalado na Petrobras e pagamento de propinas. Para o juiz Sérgio Moro, entretanto, o pagamento das propinas foi feito entre dezembro de 2006 a junho de 2014, principalmente por meio de depósitos no exterior. No total, segundo a decisão de Moro, teriam sido efetuados depósitos de US$ 9.495.645,70 para Paulo Roberto Costa, US$ 2.709.875,87 para Renato Duque e de US$ 2.181.369,34 para Pedro Barusco.

Para Sérgio Moro, a base das ações contra Odebrecht não é advinda apenas de delação premiada. “Em especial, a documentação vinda da Suíça, com, em cognição sumária, a prova material do fluxo de contas controladas pela Odebrecht a dirigentes da Petrobrás, é um elemento probatório muito significativo, sem prejuízo da discussão pelas partes e apreciação final pelo Juízo”, anotou o juiz da Lava Jato.

Do Brasil 247

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Conselho Federal de Medicina agora diz que é contra o kit Covid-19 de Bolsonaro

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O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho, afirmou que a entidade não endossa mais medicamento algum para tratamento da doença do novo coronavírus. “O Conselho Federal de Medicina não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais [contra a Covid-19]”, afirmou o vice-presidente do CFM aos senadores, durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado nessa segunda-feira (19). 

O CFM impulsionou ao longo de 2020 as recomendações para o “kit covid” ou “kit bolsonaro”. A Associação Médica Brasileira (AMB) confrontou o Conselho em março e alertou que os medicamentos do chamado “kit Covid”, como a hidroxicloroquina e a ivermectina, devem ser “banidos” do tratamento da Covid-19.

De acordo com o vice-presidente do CFM, o Conselho havia autorizado a prescrição fora da bula [off label] em situações individuais e com autonomia das duas partes, “firmando consentimento esclarecido [médico] e informado [paciente]”. “Esse parecer não é habeas corpus para ninguém. O médico que, tendo evidências de previsibilidade, prescrever medicamentos off label e isso vier a trazer malefícios porque essa prescrição foi inadequada, seja em dose ou em tempo de uso, pode responder por isso”, continuou, para amenizar a mudança de postura da entidade.

Medicamentos do kit covid não têm eficácia comprovada cientificamente e já foi recomendado em várias ocasiões tanto por Bolsonaro como por seus aliados. Em janeiro, por exemplo, usuários do Twitter criaram perfis fictícios para acessar o aplicativo do ministério da Saúde, então comandado pelo general Eduardo Pazuello, e constataram que a plataforma receitava a cloroquina contra a Covid-19. Pessoas nem sabiam se estavam com a doença receberam como sugestão o uso do remédio, que valeu até para recém-nascido.

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Morre de Covid-19 enfermeiro que divulgava fake news sobre vacinas e defendia suposto “tratamento precoce”

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Morreu neste domingo (18), em decorrência da Covid-19, o enfermeiro Anthony Ferrari. O óbito foi confirmado pela Secretaria Municipal de Comunicação de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ele faleceu no Hospital São José, montado para atender pacientes com Covid-19.

Ferrari ficou conhecido nas redes sociais por propagar informações falsas sobre as vacinas contra Covid-19, afirmando, por exemplo, que o imunizante poderia causar Alzheimer. No fim de 2020, o enfermeiro chegou a dizer que um médico voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford teria sido “vítima da vacina”, o que não é verdade.

O profissional também tinha o hábito de recomendar e divulgar o suposto “tratamento precoce” contra a doença, como o uso da Ivermectina. Ele alegava que países como Etiópia e Austrália têm poucos casos de coronacvírus porque distribuem o medicamento de forma massiva. A informação não procede.

Até o fechamento desta reportagem, a família de Ferraria não havia se pronunciado sobre o falecimento.

Brasil 247

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