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BRASIL

Motoboy que filmou assassinato de João Alberto conta detalhes da cena

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Após espancarem e asfixiarem Beto Freitas, 40, em uma loja do Carrefour em Porto Alegre, funcionários da empresa passaram minutos tentando descobrir se ele estava vivo, disse àFolha que viu funcionários tentando descobrir se o homem estava vivo.

O motoboy, que pediu para não ter seu nome publicado por temores de segurança, foi buscar compras feitas por aplicativo para entregá-las a um cliente. Depois de colocar as sacolas no bagageiro da moto, prestes a deixar o local, viu o início da sessão de espancamento.

“Eu disse para um colega, também motoboy: Grava isso. Peguei meu telefone também. Foi muito soco”, disse. Foi esse motoboy que produziu as imagens disseminadas por redes sociais e veículos de imprensa que primeiro chamaram a atenção pública para o assassinato, ainda na noite de quina (19), quando ele ocorreu.

Segundo o motoboy, ele começou a filmar com o intuito de evitar que o espancamento continuasse, como uma forma de constranger os agressores para que interrompessem os golpes. “Tinha muito sangue no chão. Avisei que estava filmando. Daí veio uma moça, que depois soube ser fiscal do Carrefour, me ameaçando. Ela disse que ia me queimar na loja se continuasse”, contou.

Depois disso, outro funcionário do supermercado intimidou o motoboy para que parasse de filmar. “Fui ficando com medo e fui baixando o telefone. Mas fui tentando explicar que tinham que parar. Começaram a me coagir e pressionar. Baixei o telefone e conversei um pouco com a fiscal”, contou.

“Ela disse: Se acalmarem ele, eu tiro todo mundo de cima dele. Mas isso não aconteceu, ela não tirou.”

O motoboy diz que, nesse momento, a fiscal do Carrefour feriu a própria mão, dizendo que Beto havia cortado seu dedo. “Ela pegou a unha dela e começou a forçar no dedo. Não tinha machucado, eu olhei bem. Me chamou atenção ela tentar machucar a própria mão”, disse.

De acordo com o entregador, Beto pedia socorro. “Me ajuda, me ajuda”, contou ter escutado. “Cheguei a me aproximar para tentar ajudar, mas os seguranças não deixaram Nem eu nem a dona Milena, que foi empurrrada. Eles não chegaram a me empurrar, mas ela, sim”, disse sobre a viúva, Milena Borges Alves.

Segundo a testemunha, nas duas vezes em que tentou se aproximar de Beto, escutou ele pedindo ajuda. “Era um som, quando pedia ajuda, como se tivesse um líquido na boca, talvez sangue. Era um som diferente, não sei explicar, não era a voz normal Ele levou muito socos na boca, o queixo dele estava cortado. Machucaram muito ele, foi desproporcional o que fizeram”, disse.

Ele conta ter escutado Milena gritar: “Vocês vão matar meu marido”. ”Ela estava apavorada e começou a chorar”, disse.

O entregador conta que mais funcionários do mercado se aproximaram da cena. O que para eles parecia ser Beto se acalmando era, na verdade, ele morrendo, relata.

“Ele foi ficando roxo”, disse. “Vocês mataram ele, eu disse. Um dos funcionários perguntou se alguém sabia medir pulsação”, relata. Segundo o entregador, os funcionários passaram a tentar descobrir se Beto estava vivo.

“Medir pulsação?”, o motoboy conta que indagou revoltado. Ele escutou o outro entregador dizendo: “Ele está morto”. O motoboy disse que tentou acalmar Milena, dizendo à mulher que logo o Samu chegaria para cuidar de Beto.

Vídeos da câmera de segurança do Carrefour mostram que os seguranças asfixiaram Beto Freitas por quase quatro minutos.

O entregador diz que não consegue dormir direito desde que foi testemunha do assassianto e que ficou com medo de sofrer retaliação quando descobriu que um dos vigilantes também era policial.

O motoboy afirma que não escutou ofensas racistas a Beto, mas que concorda que existe racismo estrutural e cita um exemplo ocorrido nomesmo Carrefour:

“Um dia estava fazendo entrega ali e vi um garoto sendo acompanhado para fora pelos vigias. Perguntei para ele o que tinha acontecido. ‘Nada. Me disseram que eu estava demorando demais e me mandaram sair’. Ele não estava arrumado, era vendedor ambulante e aproveitou um trocado para comer pão de queijo e tomar café”. As informações são da Folha de S.Paulo.

Veja abaixo vídeo divulgado por O Globo

 
 
 

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“A vacina salva vidas”, diz primeira indígena a se vacinar contra a Covid

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O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), iniciou a vacinação com a primeira dose da CoronaVac neste domingo, 17, após a aprovação do imunizante para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vanusa Kaimbé, de 50 anos, técnica de enfermagem e assistente social, foi a primeira indígena a ser vacinada contra a Covid-19. Ela é presidente do conselho dos indígenas kaimbé do estado de São Paulo.

“Eu vim aqui hoje representar a população indígena e falar sobre a importância da vacina. A vacina salva vidas. Fui a primeira indígena a ser vacinada e recomendo para todos os meus parentes”, afirmou.

A primeira pessoa a ser vacina foi a enfermeira negra Mônica Calazans. Depois dela, o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, do hospital Vila Penteado, na Zona Norte.

Brasil 247

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“Vamos nos vacinar, não tenham medo”, diz Monica Calazans, a primeira brasileira vacinada

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A enfermeira Monica Calazans, a primeira mulher a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, pediu neste domingo (17) o apoio da população à campanha de vacinação. 

“Eu fui criticada com piadinha, memes, me chamaram de cobaia. Eu não sou cobaia, sou participante de pesquisa e to muito orgulhosa. Meu nome tá aí no mundo todo, 54 anos, negra, brasileira e participante de  vacina. Vamos nos vacinar. Não tenham medo“, disse Monica Calazans, logo após ser imunizada com a primeira dose da vacina Coronavac. 

Mulher negra, torcedora do Corinthians e moradora de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, Monica Calazans trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Com obesidade, hipertensão e diabetes, ela faz parte do grupo de risco. 

Com seu uso emergencial autorizado na tarde deste domingo pela Anvisa, a Coronavac tem uma eficácia global de 50,38%, subindo para 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

Nesta segunda, o governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar trabalhadores de saúde de seis hospitais do estado. HC (Hospital das Clínicas) da capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

Brasil 247

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