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POLÍTICA

Nomes ligados a Lula mostram que o PT virou escola de corrupção

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O Partido dos Trabalhadores está no epicentro da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de inquérito contra 98 políticos citados nas delações da Odebrecht. Ao PT cabe o papel de protagonista do esquema de corrupção envolvendo contratos da empreiteira com o governo. Com a divulgação da lista, a legenda perde, de uma vez por todas, a chance de reconstruir sua imagem diante de um Brasil destroçado sistematicamente nos últimos 13 anos, período em que os petistas desfrutaram das benesses do poder e dilapidaram o patrimônio público em três mandatos completos e um interrompido.

A lista de Fachin vem para comprovar o que já era sabido: os líderes do PT arquitetaram o mais amplo e devastador projeto de corrupção que se conhece, uma roubalheira que levou o País a mergulhar numa crise econômica sem precedentes. “O lulopetismo representa a maior tragédia da história do Brasil”, diz o historiador e escritor Marco Antonio Villa. “O PT será lembrado para sempre pelo legado que deixa, de autor do projeto criminoso de poder que destruiu a estrutura do Estado brasileiro e da ética republicana”.

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PROMISCUIDADE

Além dos ex-presidentes e chefes da quadrilha Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, petistas como o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, já preso pelo processo do mensalão, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os senadores Lindbergh Farias e Humberto Costa,a senadora Gleisi Hoffmann, pré-candidata à presidência do PT, e os deputados Vincentinho, Marco Maia, Maria do Rosário e Arlindo Chinaglia são alguns dos mencionados (leia quadro). Todos são acusados de ter participado de esquemas de corrupção, caixa dois, compra de votos, troca de favores e outras ações ilícitas. “O PT amplificou um sistema de promiscuidade com empresariado e isso tudo terminou contaminando o conjunto das obras partidárias que fez”, diz o cientista político José Lavareda. “Ou seja, o Brasil terá como lembrança do período petista os fatos revelados para a sociedade pela operação Lava Jato”.

Junto com o projeto de poder do PT que faliu o Brasil ao lotear cargos públicos, saquear estatais em bilhões de reais e instaurar uma profunda crise, faliu também o Partido dos Trabalhadores. Nas últimas eleições municipais, o resultado dos escândalos foi visto claramente nas urnas: passou de terceiro partido com mais cidades sob a sua gestão para o décimo, ao eleger apenas 256 prefeitos em todo o Brasil — em 2012, 630 prefeituras eram comandadas pelo PT, um encolhimento de 60%. “Muito provavelmente o PT não vai ter mais a influência que um dia teve no Brasil. O partido virou um cadáver difícil de ser administrado politicamente, um estorvo, uma herança que ninguém quer lembrar”, diz Vila. “Não dá mais para usar o Bolsa Família para ganhar votos, o PT virou o partido do petrolão”, completa.

CANDIDATA Gleisi Hoffmann: senadora pode se tornar a nova presidente do PT
CANDIDATA Gleisi Hoffmann: senadora pode se tornar a nova presidente do PT

“O que a lista do Fachin efetivamente demonstra é que temos um problema sistêmico no Brasil, no funcionamento da democracia brasileira”, diz o cientista político e professor do Departamento de Gestão Pública Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Cláudio Gonçalves Couto. “A corrupção se tornou democrática, uma vez que atinge a todos de maneira similar”.

Além da urgência de mudanças que retirem o Brasil dessa zona nebulosa, a saída de cena desses políticos corruptos pode proporcionar benefícios duradouros. “É muito bom tudo o que está acontecendo a partir da Lava Jato. Esses políticos fazem mal, desqualificam e desmoralizam a política e ao desmoralizar a política você desmoraliza a democracia”, diz o historiador Marco Antonio Vila. Se a lei 9096/95 de organização dos partidos políticos fosse respeitada, o PT já estaria extinto, uma vez que a prestação equivocada de contas junto à Justiça Eleitoral leva à perda do registro partidário.

Enquanto isso não ocorre, a capacidade da militância petista de convencer os eleitores será testado, mais uma vez, nas próximas eleições. Em 2016, as urnas confirmaram que o Partido dos Trabalhadores já vivia uma grave crise de renovação. De lá para cá, a situação só tem piorado. “Até porque parte significativa de seus líderes ou estão presos ou estão inelegíveis”, diz o cientista político Lavareda. Hoje, o PT está muito longe de representar a esperança que lavaria o País a um ciclo de prosperidade com justiça social. Hoje, o que ele simboliza é a cara da corrupção, exemplo máximo de como o objetivo de manutenção de poder e de riqueza pode ser inescrupuloso, mesquinho e criminoso.

Delação de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, sobre José Dirceu

“Pagamos porque não queríamos ter o Zé Dirceu como inimigo”

“Identificamos pagamentos de R$ 350 mil, a pedido do José Dirceu.

Também doamos R$ 250 mil, em 2010, e R$ 250 mil, em 2014.

Nós doamos, a pedido dele, para as duas campanhas a deputado federal do filho dele, o Zeca Dirceu, com caixa dois. Esse apoiamos sem conhecer. Não acredito que nenhum executivo ligado a mim tenha conhecido o filho dele.

Com o apoio, o que a gente buscava era não ter o Zé Dirceu como inimigo. Apoiar o filho dele era, basicamente, não tê-lo
como inimigo.

Ele, mesmo fora do governo, ainda tinha muita influência na máquina. Tinha seus tentáculos na máquina. Ele tinha muita penetração nos Estados, em algumas prefeituras, na própria Presidência da República”.

ISTOÉ

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POLÍTICA

Bolsonaro se preocupa com migração de empresários, católicos e evangélicos para Lula

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O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) está preocupado com o avanço do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre empresários, católicos e, sobretudo, evangélicos. Lula tem feito conversas informais com estes setores desde antes do STF (Supremo Tribunal Federal) tê-lo tornado elegível para 2022.

Por conta disto, Bolsonaro foi aconselhado a se antecipar na articulação à reeleição para evitar que o petista avance sobre grupos de eleitores que apoiaram a sua eleição em 2018.

Deputados e senadores governistas têm alertado Bolsonaro desde o início deste mês sobre a necessidade de ele fazer uma contraofensiva.

Um dos nomes que está em disputa, segundo assessores de Bolsonaro, é Josué Alencar, da Coteminas. Lula já sinalizou a integrantes do centrão o interesse em ter como candidato a vice o filho do seu vice-presidente José Alencar e empresário filiado ao PL, partido da base aliada de Bolsonaro.

O agravamento da pandemia e a escalada da crise política com a instalação da CPI da Covid jogam contra Bolsonaro e pode levar parcela desses setores conservadores a migrar para candidaturas oposicionistas.

Pesquisa PoderData, do site Poder360, sobre a corrida presidencial de 2022, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que o ex-presidente Lula disparou nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro e venceria o atual presidente com ampla vantagem.

No levantamento feito pelo PoderData em 17 de março, Lula tinha 41% das intenções de voto, contra 36% de Bolsonaro. Na nova pesquisa, o petista soma 52%, enquanto o titular do Planalto apresenta queda, marcando 34% das intenções de voto.

Com informações da Folha

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POLÍTICA

Golpe contra Dilma completa cinco anos, marcados pela destruição da economia, das instituições e da imagem do Brasil

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No dia 17 de abril de 2016, há exatos cinco anos, o Brasil provocou perplexidade internacional, ao revelar ao mundo que uma sessão da Câmara dos Deputados seria capaz iniciar um processo de impeachment contra uma presidente honesta, Dilma Rousseff, com votos de parlamentares corruptos, como Eduardo Cunha, e exaltadores da tortura, como Jair Bolsonaro. Naquele dia, foi realizada a sessão mais infame da história da Câmara dos Deputados, a partir de uma farsa: a tese das “pedaladas fiscais” criada pelo PSDB para retornar ao poder após quatro derrotas eleitorais.

Naquela sessão, parlamentares corruptos se uniram para derrubar um governo progressista e instalar no poder uma aliança entre a velha política representada por Michel Temer e o neoliberalismo do PSDB e do DEM. Graças a essa farsa histórica, apoiada pelos veículos de comunicação da imprensa corporativa, teve início um processo de destruição da economia nacional, das instituições republicanas e da imagem internacional do Brasil. Após a queda de Dilma, acelerou-se a retirada de direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal e o fim da soberania nacional. Os governos seguintes, do traidor Michel Temer e do neofascista Jair Bolsonaro, praticamente eliminaram a influência geopolítica do Brasil, que passou a atuar como satélite dos Estados Unidos.

Na economia, a prometida “volta da confiança” jamais se materializou. O mercado de consumo interno do Brasil se tornou cada vez mais anêmico e o país se tornou ainda mais dependente do agronegócio. No campo dos direitos humanos, houve imenso retrocesso, assim como na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e no combate à corrupção. Além disso, com o esquartejamento da Petrobrás e a privatização de ativos estatais, a concentração de riqueza se tornou ainda maior no Brasil. Para completar a destruição, o Brasil voltou ao mapa da fome, do qual havia sido retirado na gestão de Dilma Rousseff.

 

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