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SAÚDE

O modo como você faz arroz pode prejudicar sua saúde

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Como você costuma cozinhar o arroz? Se você utiliza o dobro de água para a quantidade de arroz, você pode estar colocando sua vida em risco. Segundo especialistas, o arroz pode conter vestígios de arsênico, uma substância altamente tóxica que pode trazer diversos riscos para a saúde. A boa notícia é que experimentos mostraram que o modo de preparo pode ajudar a reduzir consideravelmente os níveis do veneno no alimento. Infelizmente, o modo mais comum de prepará-lo – duas medidas de água para uma de arroz – não é o ideal.

De acordo com informações do jornal britânico The Telegraph, o produto químico contamina o arroz como resultado de toxinas industriais e pesticidas presentes há décadas no solo e que continuam contaminando o alimento. Em geral, o arroz tem dez vezes mais arsênico inorgânico do que outros alimentos e, segundo a Autoridade Europeia de Padrões Alimentares pessoas que ingerem quantidades muito grandes do alimento estão expostas a concentrações preocupantes da substância.

A exposição crônica ao arsênico foi associada a uma série de risco à saúde, incluindo problemas de desenvolvimento, doenças cardíacas, diabetes, danos ao sistema nervoso e até mesmo aos cânceres de pulmão e bexiga.

Para analisar os níveis de arsênico no arroz preparado, Andy Meharg, um especialista da Universidade Queen em Belfast, na Irlanda, testou três formas diferentes de cozinhar o alimento, em um experimento realizado para o programa da BBC Trust me, I’m a Doctor, algo como “Confie em mim, sou médico”, em tradução livre para o português.

No primeiro, ele usou uma proporção de duas partes de água para uma parte de arroz, onde a água ferve durante o cozimento.
No segundo, com cinco partes de água para uma parte de arroz, os níveis de arsênico foram reduzidos quase pela metade. Já no terceiro método, onde o arroz ficou de molho durante a noite, os níveis da toxina foram reduzidos em 80%.

Portanto, na próxima vez que você for fazer arroz, considere lavá-lo bem antes, aumentar a quantidade de água ou deixá-lo de molho na noite anterior.

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SAÚDE

Uma maçã por dia pode reduzir risco de Alzheimer, diz ciência

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Compostos naturais encontrados na casca e na polpa das maçãs podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.

Foi o que constatou uma pesquisa feita por especialistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha.

Eles descobriram que altas concentrações de compostos existentes em maçãs, conhecidos como fitonutrientes, estimulam a criação de neurônios – células responsáveis pela nossa memória – em um processo denominado neurogênese.

Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos, em testes de laboratório.

“Uma maçã por dia mantém o médico longe – pode haver alguma verdade nessa frase”, dizem eles no artigo, publicado na revista científica Stem Cell Reports.

“Neste estudo, demonstramos que as maçãs contêm compostos pró-neurogênicos, tanto na casca quanto em sua polpa”.

Estudo

O estudo mostrou que células-tronco cultivadas em laboratório, de cérebros de camundongos adultos, geraram mais neurônios e foram protegidas da morte celular quando quercetina ou DHBA foram adicionados às culturas.

Testes subsequentes em ratos mostraram que em estruturas distintas do cérebro adulto associadas ao aprendizado e à memória, as células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios, quando os ratos receberam altas doses de quercetina ou DHBA.

Os efeitos na neurogênese foram comparáveis ​​aos efeitos observados após o exercício físico, que é um estímulo conhecido para a neurogênese.

Isso sugere que compostos naturais em frutas, não apenas quercetina e DHBA, mas potencialmente outros, podem atuar em sinergia para promover a neurogênese e a função cerebral quando administrados em altas concentrações.

Suco não funciona

Os pesquisadores também examinaram efeitos do suco de maçã concentrado em ratos e constaram que suplementação em 3 semanas não teve efeito sobre a neurogênese.

“Dado que a concentração de quercetina no suco de maçã é muito baixa (abaixo de 2 mg / litro) … concluímos que esta é provavelmente uma concentração insuficiente de fitoquímico ativo para modular a neurogênese”, disse a equipe.

Outros benefícios

Embora se saiba que uma maçã por dia faz bem, duas maçãs por dia podem ser melhores para reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, descobriram os especialistas em 2019.

Quando 40 pessoas com colesterol ligeiramente alto comeram duas maçãs grandes por dia durante oito semanas, isso reduziu seus níveis de colesterol “ruim” em quase quatro por cento.

Duas maçãs por dia podem ajudar também a reduzir o risco de derrame ou ataque cardíaco, que pode ser causado pelo endurecimento das artérias pelo colesterol.

“Parece que o velho ditado de um dia de maçã estava quase certo”, disse a autora do estudo, a professora Julie Lovegrove, da Unidade de Nutrição Humana Hugh Sinclair da Universidade de Reading, na época.

‘Acreditamos que as fibras e os polifenóis nas maçãs são importantes, e a maçã é uma fruta popular entre todas as idades”, lembrou a pesquisadora.

Dois compostos - quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã - geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório
Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório

Com informações do Daily Mail

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SAÚDE

Sintomas da ‘Covid longa’ atingem até 80% dos infectados pela doença

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Náusea, tosse, suor, zumbido no ouvido e problemas de sono afetam a vida de Eduarda Norat, de 22 anos. Três meses depois de ter se curado da Covid-19, Eduarda sofre com alguns dos 55 sintomas mais conhecidos de uma doença que vem sendo chamada de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” ou “Covid prolongada”.

“Às vezes, depois de subir uma escada, parece que corri uma maratona”, disse Eduarda Norat, que teve Covid em novembro.

O nome oficial e as classificações destas complicações da Covid-19 devem ser definidos em breve por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade reúne dados de pesquisas pelo mundo que já apontam, por exemplo, que as mulheres são as que mais relatam as complicações oriundas da infecção pelo Sars-Cov-2.

Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Eles fizeram a revisão de 18 mil pesquisas publicadas sobre o assunto até 1° de janeiro de 2021.

Os pesquisadores selecionaram as 15 principais publicações (nove do Reino Unido, três dos Estados Unidos, um da Austrália, um da China, um do Egito e um do México) mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais.

Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dificuldade para respirar (24%). Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos 2 semanas após a cura do coronavírus.

Mesmo que ocorra com mais frequência em pacientes que sobreviveram à versão grave da doença, a Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada, sem precisar de hospitalização.

Além disso, um dos estudos analisados na revisão aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo; os outros 14 artigos não fizeram análise por gênero.

Mulheres, jovens e sem hospitalização

Ao ver a lista de 55 sintomas apresentada pelo estudo, Eduarda reconheceu mais efeitos em seu corpo. “Tem coisas aí que eu estava sentindo e eu nem sabia que era sintoma”, afirmou. Norat conta que, à época em que desenvolveu a doença, chegou a apresentar outros sintomas, como falta de olfato e paladar, mas não precisou ser internada.

”Os únicos cheiros que eu sentia eram os mais fortes, tipo perfume ou ketchup, mas era um cheiro bem esquisito, parecia vinagre”, contou Eduarda Norat.

Norat é jovem, mulher e desenvolveu a versão leve da doença, um dos perfis investigados para a Covid longa.

Em entrevista ao G1, David Strain, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, explica que o instituto nacional de estatísticas do país aponta que as mulheres têm maior probabilidade de terem a Covid prolongada – em torno de 74%.

Devido à ação do coronavírus nas células, Strain também explica que a Covid pode atingir os jovens. Ele pondera, no entanto, que ainda não é uma verdade absoluta.

“É importante reconhecer que podemos estar apenas observando um ‘viés de reportagem’. As mulheres são mais propensas a procurar ajuda quando têm um problema, em comparação com os homens. Isso já é bem conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador britânico, a maioria dos pacientes (75%) com Covid longa do NHS são mulheres mais jovens (com menos de 50 anos). Os 25% restantes são homens ou mulheres com 51 anos ou mais. Além disso, ele avalia que a gravidade inicial da doença – leve, moderada ou grave – não tem mostrado muita influência nas chances de ter ou não os sintomas após a cura.

Pesquisa no Brasil

Desde março, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a chegar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os médicos acompanham a resposta e a recuperação dos pacientes.

Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), está perto de acompanhar o desfecho de 200 pacientes com a Covid-19. Os resultados do estudo ainda são preliminares.

Origens da Covid Longa

Bonifácio acredita que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” do estrago feito pelo coronavírus no corpo. O Sars CoV-2 utiliza a proteína Spike (S) para se ligar ao receptor ACE2 das células humanas e iniciar a infecção. Nosso sistema respiratório tem tecidos formados com o receptor, e é por ali que o vírus ataca inicialmente.

“Mas existem outros sistemas que têm receptores para o vírus, por exemplo, o coração, o cérebro. Então, o vírus gera primeiro uma inflação gigantesca, e o organismo reage com uma bagunça também gigante, e isso causa a Covid prolongada” – Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Entre os pacientes acompanhados pela USP de Ribeirão Preto, 64% ainda tinham algum sintoma depois de 6 meses sem o vírus. A fadiga também foi o efeito de longo prazo mais frequente. A pesquisadora ainda não conseguiu avaliar gênero e idade.

Tratamentos

Sem um nome definitivo, esse conjunto de sintomas que continua após a cura do coronavírus é chamado de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente”, “Covid prolongada”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma série de encontros neste mês para definir junto a especialistas quais são os efeitos mais frequentes e como tratá-los. Por muito tempo, a expressão “sequelas da Covid” foi utilizada. Agora, os cientistas preferem usar outros termos e delimitar o que é, de fato, uma mudança permanente no corpo das pessoas curadas.

Por enquanto, de acordo com David Strain, não há um tratamento eficiente. Uma das diferenças da fadiga e do cansaço ligados ao coronavírus é que os programas tradicionais de exercícios graduais para a recuperação do fôlego não funcionam.

“O caminho para a Covid longa é ficar constantemente dentro do seu ‘envelope de energia’, entendendo que esse envelope ficará maior com o tempo”, disse Strain.

Os pesquisadores estudam o uso de suplementos vitamínicos para tentar solucionar o problema, mas, por enquanto, nenhuma medida se mostrou eficaz.

G1

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