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SAÚDE

O que a cor da urina tem a nos dizer?

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Os rins são os responsáveis pelo equilíbrio hídrico do organismo (eliminando água e eletrólitos) e a urina reflete esta condição. Substâncias rejeitadas pelo organismo – como ureia, ácido úrico e amônia – são expelidas, evitando intoxicações. A urina de pessoas saudáveis, com um corpo bem hidratado, é clara, sem sinais de opacidade.

Um adulto saudável elimina entre um e dois litros de urina a cada dia. Caso o volume seja maior ou menor do que isto, é necessário fazer uma avaliação laboratorial. Na maior parte dos casos, o excesso e a escassez de xixi são devidos aos hábitos alimentares e à ingestão diária de líquidos. Algumas pessoas podem precisar da orientação de um nutricionista para chegar ao padrão desejado.

A cor do xixi pode dizer muito sobre as nossas condições gerais de saúde. É importante estar atento para variações (que podem ser devidas a fatores externos, como a ingestão de alimentos saturados de corantes e acidulantes).

Quando se trata de avaliações a olho nu, ninguém melhor do que o próprio produtor do xixi para identificar alterações não apenas na cor, mas também no odor e na textura (o espessamento da urina é sempre denunciado pelo aumento da espuma). Se as mudanças persistirem, um médico deve ser consultado.

As cores da urina

• Azulado ou esverdeado: não, você não é um ET, nem foi abduzido por alienígenas. Estas cores são raras na urina, mas podem surgir em função de determinadas condições genéticas ou infecções por bactérias, alguns medicamentos e excesso de corantes. Se o xixi continuar com estas cores por vários dias seguidos, consulte o médico.

• Marrom: o uso de determinados medicamentos (especialmente antibióticos) pode “tingir” a urina de marrom, mas é preciso estar atento:
esta cor também pode sinalizar infecções urinárias, distúrbios hepáticos e desidratação. É necessário procurar orientação médica.

• Entre o rosado e o avermelhado: se você não está menstruada, não comeu beterraba nem frutas vermelhas (especialmente amoras e mirtilos), o sinal amarelo está aceso: a cor rosada ou avermelhada da urina indica presença de sangue. Pode ser um transtorno simples, mas também pode significar a presença de cálculos renais, infecções nos rins ou na bexiga, problemas na próstata e até mesmo tumores no sistema excretor. Vá ao médico.

É possível que, neste caso, haja sangue colorindo o xixi. É a chamada hematúria, provocada por infecções urinárias, transtornos metabólicos ou enfermidades mais graves, como tumores nos rins ou na bexiga. A causa deve ser investigada por um médico.

• Alaranjado: o mais provável é que você esteja exagerando no consumo de água, mas pode haver problemas com a vesícula biliar e com o fígado, especialmente quando esta cor da urina vem acompanhada de enjoos e boca amarga. Exageros no cachorro quente também “colorem” a urina de laranja: são os corantes da salsicha demonstrando o que fazem por dentro e por fora do nosso organismo.

• Beirando a cor de mel ou âmbar: é necessário correr para o filtro de água. A cor da urina – e o organismo como um todo – está suplicando por hidratação interna (leia-se: beber mais água).

• Amarelo forte: é uma urina comum. A cor pronunciada pode indicar duas coisas: períodos muito dilatados entre uma micção e outra ou ingestão de água abaixo das necessidades do organismo.

• Amarelo-claro: esta urina é ainda mais comum. O amarelo indica que o tempo ideal para ir ao banheiro foi ultrapassado, mas não indica nenhum distúrbio ou transtorno.

• Clara e transparente: esta é a urina ideal. Não é transparente como água, mas também não é opaca. Esta cor da urina nos diz que estamos saudáveis e hidratados.

• Transparente: significa que você está tomando água em excesso. Não acredite que a regra dos oito copos de água diária seja invariável. Dois litros de água são a média para adultos saudáveis, que pode variar para mais ou para menos.

O xixi transparente também pode indicar problemas nas funções renais: os rins podem estar falhando na tarefa de eliminar eletrólitos – os sais minerais ingeridos durante as refeições, que ficam em suspensão no sangue e em outros líquidos do corpo.

Sinais de alerta

A urina de uma pessoa saudável e bem hidratada tem odor discreto (quase imperceptível no momento da micção), é clara e transparente, entre o incolor e o amarelo-palha. Cheiros fortes quase sempre indicam que algo não está bem no organismo.

É importante observar que a primeira urina do dia sempre apresenta odor mais forte – e isto é um fato natural. Muitas pessoas, dependendo da qualidade do sono, passam seis ou mais horas sem ir ao banheiro, o que provoca um xixi mais forte e concentrado no início da manhã.

Além da cor, é preciso prestar atenção à textura. Um xixi espumoso quase sempre indica a ingestão excessiva de proteína (basicamente, carnes, peixes, aves e derivados, como ovos e leite). A espuma, que não deve ser confundida com as bolhas criadas na água do vaso sanitário pelo jato da urina, também pode apontar para problemas renais.

Identificar a espuma anormal é simples: ela apresenta aspecto mais volumoso e demora muito para de dissolver na água. Este pode ser um sintoma de diabetes, hipertensão arterial ou lúpus eritematoso, além das proteinúrias, doenças que prejudicam a absorção adequada das proteínas ingeridas.

Como em qualquer outra situação, a dor ao urinar sempre pode ser traduzida por alguma anormalidade. Dor ou ardência (disúria) quase sempre são sinais de infecções urinárias (como cistite e pielonefrite), mas o médico precisa investigar a origem e estabelecer um prognóstico. Alguns indivíduos relatam dor na bexiga, no canal da urina (uretra), pontadas e sensação de peso ao urinar.

O problema pode estar relacionado a DSTs, vaginites, cânceres (bexiga, rim, pênis, próstata e outras estruturas do aparelho geniturinário), prostatites, hiperplasia benigna da próstata.

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SAÚDE

Uma maçã por dia pode reduzir risco de Alzheimer, diz ciência

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Compostos naturais encontrados na casca e na polpa das maçãs podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.

Foi o que constatou uma pesquisa feita por especialistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha.

Eles descobriram que altas concentrações de compostos existentes em maçãs, conhecidos como fitonutrientes, estimulam a criação de neurônios – células responsáveis pela nossa memória – em um processo denominado neurogênese.

Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos, em testes de laboratório.

“Uma maçã por dia mantém o médico longe – pode haver alguma verdade nessa frase”, dizem eles no artigo, publicado na revista científica Stem Cell Reports.

“Neste estudo, demonstramos que as maçãs contêm compostos pró-neurogênicos, tanto na casca quanto em sua polpa”.

Estudo

O estudo mostrou que células-tronco cultivadas em laboratório, de cérebros de camundongos adultos, geraram mais neurônios e foram protegidas da morte celular quando quercetina ou DHBA foram adicionados às culturas.

Testes subsequentes em ratos mostraram que em estruturas distintas do cérebro adulto associadas ao aprendizado e à memória, as células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios, quando os ratos receberam altas doses de quercetina ou DHBA.

Os efeitos na neurogênese foram comparáveis ​​aos efeitos observados após o exercício físico, que é um estímulo conhecido para a neurogênese.

Isso sugere que compostos naturais em frutas, não apenas quercetina e DHBA, mas potencialmente outros, podem atuar em sinergia para promover a neurogênese e a função cerebral quando administrados em altas concentrações.

Suco não funciona

Os pesquisadores também examinaram efeitos do suco de maçã concentrado em ratos e constaram que suplementação em 3 semanas não teve efeito sobre a neurogênese.

“Dado que a concentração de quercetina no suco de maçã é muito baixa (abaixo de 2 mg / litro) … concluímos que esta é provavelmente uma concentração insuficiente de fitoquímico ativo para modular a neurogênese”, disse a equipe.

Outros benefícios

Embora se saiba que uma maçã por dia faz bem, duas maçãs por dia podem ser melhores para reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, descobriram os especialistas em 2019.

Quando 40 pessoas com colesterol ligeiramente alto comeram duas maçãs grandes por dia durante oito semanas, isso reduziu seus níveis de colesterol “ruim” em quase quatro por cento.

Duas maçãs por dia podem ajudar também a reduzir o risco de derrame ou ataque cardíaco, que pode ser causado pelo endurecimento das artérias pelo colesterol.

“Parece que o velho ditado de um dia de maçã estava quase certo”, disse a autora do estudo, a professora Julie Lovegrove, da Unidade de Nutrição Humana Hugh Sinclair da Universidade de Reading, na época.

‘Acreditamos que as fibras e os polifenóis nas maçãs são importantes, e a maçã é uma fruta popular entre todas as idades”, lembrou a pesquisadora.

Dois compostos - quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã - geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório
Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório

Com informações do Daily Mail

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SAÚDE

Sintomas da ‘Covid longa’ atingem até 80% dos infectados pela doença

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Náusea, tosse, suor, zumbido no ouvido e problemas de sono afetam a vida de Eduarda Norat, de 22 anos. Três meses depois de ter se curado da Covid-19, Eduarda sofre com alguns dos 55 sintomas mais conhecidos de uma doença que vem sendo chamada de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” ou “Covid prolongada”.

“Às vezes, depois de subir uma escada, parece que corri uma maratona”, disse Eduarda Norat, que teve Covid em novembro.

O nome oficial e as classificações destas complicações da Covid-19 devem ser definidos em breve por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade reúne dados de pesquisas pelo mundo que já apontam, por exemplo, que as mulheres são as que mais relatam as complicações oriundas da infecção pelo Sars-Cov-2.

Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Eles fizeram a revisão de 18 mil pesquisas publicadas sobre o assunto até 1° de janeiro de 2021.

Os pesquisadores selecionaram as 15 principais publicações (nove do Reino Unido, três dos Estados Unidos, um da Austrália, um da China, um do Egito e um do México) mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais.

Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dificuldade para respirar (24%). Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos 2 semanas após a cura do coronavírus.

Mesmo que ocorra com mais frequência em pacientes que sobreviveram à versão grave da doença, a Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada, sem precisar de hospitalização.

Além disso, um dos estudos analisados na revisão aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo; os outros 14 artigos não fizeram análise por gênero.

Mulheres, jovens e sem hospitalização

Ao ver a lista de 55 sintomas apresentada pelo estudo, Eduarda reconheceu mais efeitos em seu corpo. “Tem coisas aí que eu estava sentindo e eu nem sabia que era sintoma”, afirmou. Norat conta que, à época em que desenvolveu a doença, chegou a apresentar outros sintomas, como falta de olfato e paladar, mas não precisou ser internada.

”Os únicos cheiros que eu sentia eram os mais fortes, tipo perfume ou ketchup, mas era um cheiro bem esquisito, parecia vinagre”, contou Eduarda Norat.

Norat é jovem, mulher e desenvolveu a versão leve da doença, um dos perfis investigados para a Covid longa.

Em entrevista ao G1, David Strain, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, explica que o instituto nacional de estatísticas do país aponta que as mulheres têm maior probabilidade de terem a Covid prolongada – em torno de 74%.

Devido à ação do coronavírus nas células, Strain também explica que a Covid pode atingir os jovens. Ele pondera, no entanto, que ainda não é uma verdade absoluta.

“É importante reconhecer que podemos estar apenas observando um ‘viés de reportagem’. As mulheres são mais propensas a procurar ajuda quando têm um problema, em comparação com os homens. Isso já é bem conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador britânico, a maioria dos pacientes (75%) com Covid longa do NHS são mulheres mais jovens (com menos de 50 anos). Os 25% restantes são homens ou mulheres com 51 anos ou mais. Além disso, ele avalia que a gravidade inicial da doença – leve, moderada ou grave – não tem mostrado muita influência nas chances de ter ou não os sintomas após a cura.

Pesquisa no Brasil

Desde março, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a chegar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os médicos acompanham a resposta e a recuperação dos pacientes.

Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), está perto de acompanhar o desfecho de 200 pacientes com a Covid-19. Os resultados do estudo ainda são preliminares.

Origens da Covid Longa

Bonifácio acredita que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” do estrago feito pelo coronavírus no corpo. O Sars CoV-2 utiliza a proteína Spike (S) para se ligar ao receptor ACE2 das células humanas e iniciar a infecção. Nosso sistema respiratório tem tecidos formados com o receptor, e é por ali que o vírus ataca inicialmente.

“Mas existem outros sistemas que têm receptores para o vírus, por exemplo, o coração, o cérebro. Então, o vírus gera primeiro uma inflação gigantesca, e o organismo reage com uma bagunça também gigante, e isso causa a Covid prolongada” – Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Entre os pacientes acompanhados pela USP de Ribeirão Preto, 64% ainda tinham algum sintoma depois de 6 meses sem o vírus. A fadiga também foi o efeito de longo prazo mais frequente. A pesquisadora ainda não conseguiu avaliar gênero e idade.

Tratamentos

Sem um nome definitivo, esse conjunto de sintomas que continua após a cura do coronavírus é chamado de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente”, “Covid prolongada”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma série de encontros neste mês para definir junto a especialistas quais são os efeitos mais frequentes e como tratá-los. Por muito tempo, a expressão “sequelas da Covid” foi utilizada. Agora, os cientistas preferem usar outros termos e delimitar o que é, de fato, uma mudança permanente no corpo das pessoas curadas.

Por enquanto, de acordo com David Strain, não há um tratamento eficiente. Uma das diferenças da fadiga e do cansaço ligados ao coronavírus é que os programas tradicionais de exercícios graduais para a recuperação do fôlego não funcionam.

“O caminho para a Covid longa é ficar constantemente dentro do seu ‘envelope de energia’, entendendo que esse envelope ficará maior com o tempo”, disse Strain.

Os pesquisadores estudam o uso de suplementos vitamínicos para tentar solucionar o problema, mas, por enquanto, nenhuma medida se mostrou eficaz.

G1

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