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MUNDO

Papa Francisco diz que é melhor ser ateu do que um católico hipócrita

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O Papa Francisco criticou novamente alguns membros da sua própria Igreja nesta quinta-feira (23), sugerindo que é melhor ser ateu do que um dos “muitos” católicos que levam o que disse ser uma vida dupla e hipócrita.

Em comentários improvisados em sermão de missa privada matinal em sua residência, ele disse: “é um escândalo dizer uma coisa e fazer outra. Isto é uma vida dupla”.

“Existem aqueles que dizem ‘sou muito católico, sempre vou à missa, pertenço a isto e a esta associação”, disse o chefe da Igreja Católica Romana, que tem cerca de 1,2 bilhão de membros, de acordo com transcrição da Rádio Vaticano.

Ele disse que algumas destas pessoas também devem dizer “minha vida não é cristã, eu não pago aos meus funcionários salários apropriados, eu exploro pessoas, eu faço negócios sujos, eu lavo dinheiro, [eu levo] uma vida dupla”.

“Há muitos católicos que são assim e eles causam escândalos”, disse. “Quantas vezes todos ouvimos pessoas dizerem ‘se esta pessoa é católica, é melhor ser ateu'”.

Desde sua eleição em 2013, Francisco disse frequentemente a católicos, tanto padres quanto membros não ordenados, para praticaram o que a religião prega.

Em seus frequentes sermões improvisados, ele já condenou abuso sexual de crianças por padres como sendo equivalente a uma “missa satânica”, disse que católicos na máfia se excomungam, e disse a seus próprios cardeais para não agirem como se fossem “príncipes”.

Em menos de dois meses após sua eleição, ele disse que os cristãos devem ver ateus como pessoas boas caso eles sejam boas pessoas.

G1

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MUNDO

Robô ‘Perseverança’ pousa em Marte e manda primeiras imagens

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A sonda Perseverance, da Nasa, pousou em Marte na tarde desta quinta-feira, 18, sete meses depois de partir da Terra.

O Perseverance Mars rover pousou com sucesso na cratera Jezero do planeta vermelho e mandou as primeiras imagens. (fotos abaixo)

“É realmente o começo de uma nova era”, disse o administrador associado da Nasa para a ciência, Thomas Zurbuchen, durante o webcast da agência espacial americana que mostrou a chegada do robô ao planeta.

O robô movido a energia nuclear tem a missão de trazer as primeiras amostras de rocha marciana – possivelmente incluindo fósseis alienígenas – de volta à Terra.

O rover, apelidado de “Percy” por seus engenheiros, foi lançado do Cabo Canaveral, Flórida, em julho, e viajou 300 milhões de milhas até Marte.

Na quinta-feira, a cápsula que transportava o Perseverance finalmente chegou na atmosfera marciana a cerca de 19.000 km / h, lançou um paraquedas de 21 metros de largura para diminuir sua queda e, em seguida, largou seu escudo térmico.

Isso deu às câmeras e ao sistema de radar do robô uma visão da paisagem.

Um sistema de navegação a bordo foi usado para encontrar um ponto de pouso seguro.

Logo após o pouso, foram postadas na conta no Twitter da sonda, as primeiras imagens registradas pela Perseverance no solo de Marte. (veja abaixo)

A equipe comemora o pouso Foto: New York Times
A equipe comemora o pouso Foto: New York Times

Veja as duas primeiras fotos:

"Olá Mundo. Meu primeiro olhar na minha casa eterna", escreveu a conta no Twitter da sonda Perseverance ao postar a primeira imagem registrada em Marte Foto: Twitter/ Reprodução
“Olá Mundo. Meu primeiro olhar na minha casa eterna”, escreveu a conta no Twitter da sonda Perseverance ao postar a primeira imagem registrada em Marte
Foto: Twitter/ Reprodução
 
"E outro olhar atrás de mim. Bem-vindos à cratera de Jezero", escreveu a conta da sonda ao postar a segunda imagem de Marte Foto: Twitter/ Reprodução
“E outro olhar atrás de mim. Bem-vindos à cratera de Jezero”, escreveu a conta da sonda ao postar a segunda imagem de Marte
Foto: Twitter/ Reprodução
 
Ilustração da cratera de Jezero onde o Perse pousou nesta quinta Foto: NASA
Ilustração da cratera de Jezero onde o Perse pousou nesta quinta Foto: NASA
 
Ilustração do robô Persevarance Foto: NASA
Ilustração do robô Persevarance Foto: NASA

Com informações da CNN e Business Insider

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MUNDO

Papa: o mundo precisa de fraternidade e esperança tanto quanto de vacina

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A audiência ao Corpo Diplomático constitui um dos eventos mais tradicionais do ano no Vaticano. Ao receber os embaixadores, o Papa formula seus votos de felicitações a todos os mais de 180 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas. Mas, sobretudo, é a ocasião em que o Pontífice faz uma análise da atual conjuntura sociopolítica mundial.

A pandemia e suas consequências guiaram a reflexão de Francisco, identificando em seu longo discurso as crises que a Covid-19 provocou em escala global. O mundo está doente, afirmou o Papa, e não só por causa do vírus.

Crise sanitária

 

A doença e a morte ficaram muito mais palpáveis com a pandemia, o que leva a recordar o valor da vida, “de cada vida humana e da sua dignidade, em todos os momentos, desde a concepção no ventre materno até ao seu fim natural”.

Francisco manifestou sua dor com o fato de que muitas legislações no mundo se afastaram do seu dever primário de defender a vida, legalizando o aborto com o pretexto de garantir “pretensos direitos subjetivos”.

Mais uma vez o Pontífice renovou seu apelo para que os cuidados na área na saúde, como as vacinas, por exemplo, estejam à disposição de todos, sobretudo dos mais vulneráveis. Recordando, porém, que é responsabilidade de todos manter um comportamento responsável para si e para os demais.

 

Crise ambiental

 

Contudo, constatou o Papa, “não é apenas o ser humano que está doente, a nossa Terra também”. Francisco citou a exploração indiscrimanada dos recursos naturais e as mudanças climáticas, que provocam, por sua vez, insegurança alimentar e desastres ambientais. Burkina Faso, Mali, Níger e Sudão do Sul foram alguns dos países destacados. Mas também a Austrália e a Califórnia.

 

Crise econômica e social

 

No campo econômico, a pandemia obrigou muitos países a adotarem quarentenas e lockdowns para conter a difusão do vírus, com o consequente aumento do desemprego e da vulnerabilidade social. Crises humanitárias foram acentuadas, como o tráfico de seres humanos, a exploração da prostituição e o fluxo migratório. O Papa mencionou a tensão na região moçambicana de Cabo Delgado, na Síria e no Iemên. E as violações cometidas contra milhares de deslocados, refugiados e repatriados.

Esta crise evidenciou que é necessária uma “nova revolução copernicana”, que coloque de novo a economia a serviço do homem e não vice-versa. E recordou que a Santa Sé considera ineficaz a lógica das sanções de um país contra o outro.

“Oxalá esta conjuntura que estamos a atravessar sirva, igualmente, de estímulo para perdoar ou, pelo menos, reduzir a dívida que pesa sobre os países mais pobres, impedindo efetivamente a sua recuperação e pleno desenvolvimento.”

 

Crise política

 

A política também sofreu de Oriente a Ocidente, mesmo em países de longa tradição democrática. O Papa constatou um “aumento das contraposições políticas e a dificuldade, senão mesmo a incapacidade, de procurar soluções comuns e partilhadas para os problemas que afligem o nosso planeta”.  

E encorajou os países a empreenderem reformas. Manifestou sua satisfação com o Tratado para a Proibição das Armas Nucleares, com sua iminente viagem ao Iraque e o prolongamento do Acordo Provisório entre Santa Sé e China sobre a nomeação dos Bispos. “Trata-se de um entendimento de caráter essencialmente pastoral e a Santa Sé espera que o caminho percorrido continue, em espírito de respeito e mútua confiança.”

O Papa desejou paz para Mianmar, Líbano, Terra Santa e Líbia e fez votos de que em 2021 se possa inscrever a palavra “fim” no conflito na Síria.

Paz também para a República Centro-Africana, Coreia. Para a América Latina, os votos são para que se consiga aliviar as tensões políticas e sociais, “cujas raízes se encontram nas profundas desigualdades, nas injustiças e na pobreza, que ofendem a dignidade das pessoas”.

O terrorismo também preocupa o Santo Padre, que com frequência atinge os locais de culto, “com uma consequência direta da defesa da liberdade de pensamento, consciência e religião”.

 

Crise dos relacionamentos humanos

 

Mas para Francisco, há uma crise que talvez seja a mais grave de todas: a crise dos relacionamentos humanos, expressão de uma crise antropológica geral.

O Papa manifestou sua preocupação com a “catástrofe educativa”, acirrada com a pandemia, que evidenciou a desigualdade no acesso à instrução, relegando milhões de estudantes a um limbo pedagógico.

A Covid-19 impactou também nos relacionamentos familiares, com o aumento da violência doméstica e nas limitações da liberdade religiosa.

“Um bom cuidado do corpo nunca pode prescindir do cuidado da alma”, disse Francisco, que concluiu:

“O ano de 2021 é um tempo a não perder; e não se perderá na medida em que soubermos colaborar com generosidade e empenho. Neste sentido, considero que a fraternidade seja o verdadeiro remédio para a pandemia e os inúmeros males que nos atingiram. Fraternidade e esperança são remédios de que o mundo precisa, hoje, tanto como as vacinas.”

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