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POLÍTICA

Partido Novo: Um novo jeito de fazer política

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Imagine um partido diferente de todos os outros. Que não gosta de dinheiro público – a ponto de dispensar o fundo partidário de R$ 1,9 milhão, pouco se importa com tempo de televisão, é financiado com o dinheiro dos próprios filiados, em sua maioria formada por profissionais liberais abnegados, e que determina que seus parlamentares abram mão de regalias inerentes aos cargos, como carros oficiais e motoristas. Talvez você ainda não o conheça, mas ele já existe e há pouco mais de um ano. Trata-se do Partido Novo. Nas eleições de 2016, mesmo com um discurso que provoca repulsa ao político tradicional, elegeu quatro vereadores e já conta com 10 mil filiados – dos quais sete mil depositam regiamente quantias para sustentar a nova legenda. Agora, o objetivo é difundir suas idéias pelo País para ganhar capilaridade e musculatura política visando ao próximo pleito, quando pretende lançar um candidato à Presidência da República. O partido, inclusive, tem um nome na manga: o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, mais ativo do que nunca nas redes sociais. “Excelente gestor, mas ainda vamos consultá-lo”, limita-se a dizer o presidente do Novo, João Dionísio Amoêdo, que para fundar a sigla fez um aporte de R$ 4 milhões do próprio bolso.

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ELEIÇÕES 2018 João Dionisio Amoêdo, presidente do Partido Novo, diz que a sigla deve ter candidato a presidente em 2018

O partido defende bandeiras liberais, como a redução de impostos e Estado mínimo, e prega mudanças profundas na maneira de fazer política no Brasil. A começar com a redução no número de partidos. Amoedo acredita que, com a limitação de recursos públicos destinados às agremiações, elas seriam sufocadas. “Os partidos nascem por causa dos privilégios e do tamanho da máquina pública. Apesar de termos 35 partidos, eles não representam o povo”, afirma. A legenda também é frontalmente contra o voto em lista fechada, defensor incondicional da Lava Jato e da revisão do foro privilegiado, pautas em consonância com o clamor das ruas. É nesse embalo, e com a constatação de que a população está cada vez mais enfastiada da chamada velha política, que o Novo espera alçar vôos mais ambiciosos. “O partido nasceu com o objetivo de melhorar a vida das pessoas. Para isso, é necessária a redução da carga tributária e da área de atuação do Estado, para que (o governo) possa focar nas áreas principais: saúde, educação e segurança. Essa será a melhor forma para o País crescer e gerar riqueza”, avalia Amoedo.

Com um tempo de TV de impraticáveis cinco segundos – foi o período a que teve direito a candidata a prefeito do Rio de Janeiro Carmem Miguete (RJ) em 2016 –, o Novo explora as redes sociais para atrair seguidores. A ideia é fixar o discurso de que, para mudar o modelo atual de política no Brasil, que não cresce e propicia a corrupção, é preciso participar da política. “O cenário atual tem contribuído para as pessoas estarem mais abertas ao novo”, afirma Amoêdo.

Seleção

Recentemente, os líderes da legenda decidiram abrir um processo seletivo a fim de selecionar novos quadros. A triagem procura identificar se a pessoa está alinhada com o Novo, se conhece o estatuto e quais são os planos dela na política. Tudo isso para consolidar o compromisso com o eleitor de trazer gente séria, competente e em sintonia com a cartilha na qual reza a nova sigla. “O partido é uma instituição não uma legenda. O novo é uma instituição que tem princípios, valores e uma cultura”, frisa Amoêdo.

Para Amoêdo, a Operação Lava Jato tem contribuído para o surgimento de agremiações como o Novo, pois, segundo ele, explicitou vícios do sistema, como o de levar os mesmo políticos a se perpetuarem no poder, além é claro de escancarar os métodos de corrupção. “Nós sempre questionamos o modelo de estado, que concentra muito poder nos representantes. E a Lava Jato tem mostrado isso”, afirma.

O desafio do Novo é manter o rigor nos propósitos, sem se deixar seduzir por conveniências políticas de ocasião. Vale lembrar que certos partidos brasileiros nasceram e floresceram assentados no discurso fácil e atraente da mudança. Para alcançar o poder a todo custo, no entanto, não tiveram pudores em trair seus ideais. O resto já é história.

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POLÍTICA

Um mês após perder esposa, Schiavinato, é 1º deputado federal a morrer de Covid-19

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.

Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012).

A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.

Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).

Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.

Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada. O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.

Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.

Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

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POLÍTICA

Nove partidos articulam “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro

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A oposição está articulando a criação de um “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A intenção é reunir em uma única peça várias denúncias de crimes de responsabilidade cometidos pelo ocupante do Palácio do Planalto e entregá-la ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), até o final deste mês, em um ato nacional.

Lira já tem em sua gaveta mais de 70 pedidos de impeachment protocolados contra Bolsonaro e, até agora, não deu prosseguimento a nenhum deles.

A decisão pela estratégia foi tomada no Fórum de Partidos de Oposição, realizado de forma virtual nesta terça-feira (13), com participação do PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, UP, PV e Cidadania.

“Vamos convocar uma grande plenária para chamar todos aqueles que pediram o impeachment do Bolsonaro. Além da luta pelos direitos do povo, temos a necessidade de colocar a luta política como uma questão prioritária”, afirmou a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

No “superpedido” serão anexadas, por exemplo, denúncias sobre os mais diversos erros cometidos pelo governo Bolsonaro na condução da pandemia de Covid-19 e tentativas do Executivo de interferir politicamente nas Forças Armadas e na Polícia Federal.

Além disso, será feita uma cobrança pela aceleração na vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 e pelo aumento do auxílio emergencial para R$ 600.

As informações são do site de notícias Brasil 247.

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