Connect with us

BRASIL

PF mantém investigações sobre ex-secretário da Receita Federal

Publicado

em

O ex-secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, é um dos alvos da Polícia Federal na Operação Zelotes, que investiga um esquema de sonegação fiscal que pode chegar a R$ 19 bilhões.

Cartaxo foi monitorado porque seu genro, Leonardo Siade Manzan, é um dos sócios da consultoria SBS, que atuaria justamente em processos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf. Na sua casa, foram apreendidos R$ 800 mil em dinheiro.Pela SBS, passaram operações como a da Gerdau, suspeita de pagar R$ 50 milhões para eliminar uma dívida de R$ 4 bilhões, e do banco Safra, suspeito de pagar R$ 28 milhões para se livrar de uma penalidade de mais de R$ 700 milhões.

Num dos relatórios da Operação Zelotes, os policiais afirmam que a relação com o sogro conferia a Manzan “grande prestígio e influência dentro do Carf, o que ele exerce sem pudor”, segundo revelam os jornalistas Fábio Brandt, Murilo Alves, Andreza Matais e Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo.

Os policiais informam, ainda, que Cartaxo, responsável pela pauta de julgamentos do Carf, teria agido diretamente para que o processo de R$ 4 bilhões da Gerdau não sofresse nenhum tipo de adiamento.Em nota, a Gerdau afirma que a negociação era feita por “escritórios externos” e que o pagamento estaria condicionado ao “êxito e ao respeito à legalidade”.

No caso Gerdau, a empresa pagaria um real para cada 80 reais abatidos na multa, ou seja, R$ 50 milhões para R$ 4 bilhões. O empresário Jorge Gerdau é o principal mantenedor do Instituto Millenium, que difunde ideiais conservadoras e liberais na imprensa brasileira.

Brasil 247

Continue lendo

BRASIL

Polícia prende funcionária do Carrefour, terceira envolvida na morte de João Alberto

Publicado

em

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24) a funcionária do Carrefour Adriana Alves Dutra por suspeita de envolvimento na morte de João Alberto Freitas. A agente de fiscalização do supermercado aparece nos vídeos que foram gravados por testemunhas, andando ao redor da vítima, e parece dar ordens por meio de um rádio. Ao ver que está sendo filmada, ela tenta impedir e discute com pessoas. 

Beto, como era conhecido, era negro e foi espancado até a morte por dois seguranças em unidade do Carrefour em Porto Alegre, no dia 19 de novembro.

Segundo a Polícia Civil, Adriana tem uma atuação determinante na morte de João Alberto por estar no comando dos dois seguranças que o espancaram, Giovane Gaspar e Magno Borges, que já estão presos.

Em coluna no 247, o jornalista Marcelo Auler havia cobrado a responsabilização de mais pessoas na morte de João Alberto. “É o caso de Adriana Alves Dutra, agente de fiscalização do supermercado, que aparece na cena do crime filmando toda a agressão sem nada fazer para impedi-la”, escreveu.

A morte de Beto Freitas estimulou diversos protestos contra o racismo e violência contra pessoas negras pelo Brasil. Um dos principais focos de revolta foi o Carrefour, que tem um histórico de envolvimento em casos de racismo.

Brasil 247

Continue lendo

BRASIL

12 empresas gigantes se unem na luta contra racismo no Brasil

Publicado

em

Quatro dias após a morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, empresas gigantes – que juntas empregam 235 mil brasileiros – se uniram na luta contra o racismo no Brasil.

Elas assinaram nesta segunda, 23, um manifesto/compromisso público de equidade racial, de combate ao racismo estrutural e cobraram medidas efetivas do Carrefour, da qual são fornecedoras.

A BRF, Coca-Cola, PepsiCo, Danone, General Mills, Heineken, JBS, Kellogg, L’Oréal, Mars, Mondeléz International e Nestlé, começam o manifesto se solidarizando com a dor de familiares e amigos de João Alberto, espancado, asfixiado e morto na quinta-feira 19, por dois seguranças em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre.

Em seguida, as companhias assumem a realidade do racismo no país e suas consequências.

“Vamos fortalecer o compromisso de nossas empresas com ações concretas para combater o racismo estrutural. Criaremos um plano de ação em parceria com organizações e especialistas que possuem um conhecimento legítimo dessa causa. Tornaremos o documento público o mais rápido possível — e prestaremos contas regularmente. Reconhecemos que temos de mudar essa realidade e convidamos outras empresas e indústria a se unirem nesse compromisso pela equidade racial”, diz a imagem publicada nas redes sociais das empresas participantes do acordo.

Outras empresas que não participam deste comunicado também se manifestaram nos últimos dias, entre elas a P&G e a Ambev.

“Convocamos, hoje mesmo, o Carrefour e pedimos medidas imediatas e efetivas. Temos o compromisso inegociável de promover a equidade racial em todo o nosso ecossistema, o que inclui nossos parceiros, clientes e fornecedores e estamos prontos para trabalhar junto com eles para promover mudanças estruturais com urgência”, disse a publicação da fabricante de bebidas Ambev.

O Carrefour

O presidente da companhia no Brasil, Noel Prioux, publicou um vídeo pedindo desculpas pelo que chamou de “uma tragédia de dimensões incalculáveis”.

“Antes de tudo, meus sentimentos à família de João Alberto e meu pedido de desculpas aos nossos clientes, à sociedade e aos nossos colaboradores”.

Depois disso, o Carrefour assumiu compromisso público de combate ao racismo estrutural no Brasil.

“Comunicaremos nos próximos dias todas as nossas iniciativas e o comitê dedicado exclusivamente a esta causa”

Antes disso, o presidente global da rede, Alexandre Bompard, cobrou um posicionamento da direção brasileira pelo Twitter:

“Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência. Espero que o Grupo Carrefour Brasil se comprometa, além das políticas já implantadas pela empresa”.

Com informações da Exame

Continue lendo

Facebook

Publicidade

MAIS LIDAS DE HOJE

Copyright © 2020 Barra Portal - Todos os direitos reservados