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BRASIL

PF prende líderes de seita religiosa que escravizava fiéis

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A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira uma operação em sedes de uma seita religiosa suspeita de manter fiéis como escravos. Segundo as investigações, o grupo se apropriava do patrimônio dessas pessoas e as obrigava a trabalhar sem remuneração.

Batizada de De volta para Canaã, a operação é realizada em seis cidades de Minas Gerais – Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas, Lavras e Carrancas -, cinco cidades da Bahia – Remanso, Marporá, Barra, Ibotirama e Cotegipe – e em São Paulo. Cerca de 190 agentes cumprem seis mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão, 47 de condução coercitiva e 70 de sequestro de bens – imóveis, veículos e dinheiro.

As investigações apontam que integrantes da seita religiosa “Jesus, a verdade que marca” mantinham pessoas sob regime de escravidão nas fazendas onde ocorriam os rituais religiosos. Ao entrarem na seita, os fiéis eram convencidos a doar seus bens para viver em uma comunidade em que “tudo seria de todos”, e obrigados a trabalhar sem receber remuneração. De acordo com a polícia, o patrimônio da seita recebido dos fiéis chega a mais de 100 milhões de reais, convertidos em casas luxuosas, fazendas e carros de luxo.

A ação é uma continuidade da Operação Canaã, de 2010, em que a PF realizou buscas em fazendas, propriedades rurais e empresas. Os envolvidos podem responder pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, estelionato, tráfico de pessoas, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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BRASIL

Um dia após inauguração, geradores acionados por Bolsonaro explodem rede elétrica no Amapá

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Moradores da Zona Norte de Macapá, no Amapá, relataram a explosão de transformadores e curto generalizado na rede elétrica, após um dia de muita chuva e inundações.

Além da capital, mais 12 municípios estão há 20 dias sem o fornecimento completo de energia elétrica devido à falta de manutenção de transformadores por uma empresa privatizada responsável pelo fornecimento.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, junto com o presidente do Congresso e irmão de um candidato a prefeitura de Macapá, Davi Alcolumbre, foram até o estado e, em uma ação paliativa, ligou geradores termelétricos com a promessa de restabelecimento de 100% do fornecimento de energia para o estado, o que não ocorreu.

Moradores relatam um estado de crise humanitária, reconhecido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Não há apenas falta de energia, mas também de água, perda de alimentos perecíveis, altas temperaturas, insegurança alimentar e ainda violência policial que atacou os manifestantes que protestavam contra a negligência do Estado.


Mídia Ninja

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BRASIL

Mulher é presa por injúria racial, lesão corporal e homofobia contra funcionários e clientes de padaria em São Paulo

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Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Militar (PM), na última sexta-feira (20), por injúria racial, lesão corporal e homofobia contra funcionários e clientes de uma padaria na Zona Oeste de São Paulo. Um vídeo que circula nas redes sociais a mostra ofendendo uma funcionária do estabelecimento comercial e agredindo um dos clientes (veja abaixo).

(veja abaixo).

O caso ocorreu no Dia da Consciência Negra numa unidade da Dona Deôla, que lamentou o episódio em sua página no Instagram. A Polícia Civil investiga o caso depois que duas vítimas registraram boletim de ocorrência contra a agressora no 91º Distrito Policial (DP), Ceasa.

A reportagem não conseguiu falar com a mulher até a publicação desta matéria. Ela tem 45 anos e se identificou como advogada. Segundo policiais, a agressora foi solta para responder ao crime em liberdade em prisão domiciliar por decisão judicial. O Tribunal de Justiça (TJ) foi procurado, mas não confirmou a informação, alegando que só conseguirá se posicionar na segunda-feira (23).

A reportagem também não encontrou as vítimas para falar do assunto.

Boletim de ocorrência

De acordo com o registro, que o G1 teve acesso, elas são dois artistas de 24 anos. Os jovens relataram que foram jantar na Dona Deôla e que começaram a filmar a mulher depois que, segundo eles, ela passou a ofender uma garçonete e um funcionário “em razão de um problema com a comida”.

Os rapazes disseram que ainda chamaram a atenção dela, dizendo que ela “não tinha o direito de ofender” os funcionários. Em seguida, relatam, a mulher passou a ofendê-los, os chamando de “veados”, que “odeia veados” e que os “gays seriam o mal do mundo e que seriam todos aidéticos e que só serviam para passar doenças”.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher ofendeu um dos rapazes por causa da cor da sua pele. Segundo o registro, a vítima é parda e a mulher é branca. O amigo dele também aparece como branco no documento.

Dois funcionários da padaria foram ouvidos como testemunhas na delegacia e confirmaram que “presenciaram as ofensas raciais e homofóbicas, o discurso discriminatório em razão da sexualidade das vítimas e as agressões praticadas” contra um dos clientes.

Vídeo

“Ela já agrediu, ela já desmoralizou. Ela já foi racista, já foi transfóbica, já foi homofóbica, e ela ainda consegue entrar dentro do estabelecimento”, criticou um rapaz no vídeo, que foi postado na página do Portal Arrasa, que trata sobre diversidade. A imagem foi compartilhada depois em diversos grupos de WhatsApp.

Na filmagem, a mulher humilha uma funcionária dizendo que “você ainda trabalha na Dona Deôla. Você não é a rainha da Inglaterra”.

Em seguida, um rapaz rebate e fala: “Ela não está aqui para te servir, amore. Ela não vai te servir”.

Em outro momento do vídeo, a mulher xinga alguns clientes com palavras homofóbicas:

“Você sabe que dar o c* dá um problema seríssimo…”, diz a mulher, que fala mais palavrões para um cliente. “Tenta me bater, tenta… B* no c*.”

Em seguida, a mulher passa a bater num dos clientes com tapas e socos:

“Eu não tô falando mais de p* nenhuma. Então aqui é uma padaria gay?. Eu não tô falando p* nenhuma. Seu f* da p* (depois mulher agride rapaz). Você quer me atacar seu f* da p* (e dá tapas).”

O que diz a padaria:

Dona Deôla se posiciona a respeito de caso de ofensas e agressões na padaria no Dia da Consciência Negra em São Paulo — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Numa nota divulgada na sua rede social, a Dona Deôla se posicionou confirmando que funcionários e clientes foram vítimas da mulher, que fez ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas:

“Lamentavelmente, na noite de ontem [sexta-feira, 20 de novembro], funcionários e clientes da nossa padaria na Pompeia foram alvo de ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas, que podem inclusive configurar crime. Por isso, seguindo a orientação que lhes foi dada, a nossa equipe acionou a polícia para que as providências fossem tomadas. A Dona Deôla se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reiteramos o nosso repúdio a qualquer tipo de discriminação e o nosso compromisso com a proteção e o bem estar de nossos funcionários e clientes”, informa a nota que expira em 24 horas depois de publicada.

Por G1 SP e TV Globo
 

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