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BRASIL

Polícia prende funcionária do Carrefour, terceira envolvida na morte de João Alberto

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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24) a funcionária do Carrefour Adriana Alves Dutra por suspeita de envolvimento na morte de João Alberto Freitas. A agente de fiscalização do supermercado aparece nos vídeos que foram gravados por testemunhas, andando ao redor da vítima, e parece dar ordens por meio de um rádio. Ao ver que está sendo filmada, ela tenta impedir e discute com pessoas. 

Beto, como era conhecido, era negro e foi espancado até a morte por dois seguranças em unidade do Carrefour em Porto Alegre, no dia 19 de novembro.

Segundo a Polícia Civil, Adriana tem uma atuação determinante na morte de João Alberto por estar no comando dos dois seguranças que o espancaram, Giovane Gaspar e Magno Borges, que já estão presos.

Em coluna no 247, o jornalista Marcelo Auler havia cobrado a responsabilização de mais pessoas na morte de João Alberto. “É o caso de Adriana Alves Dutra, agente de fiscalização do supermercado, que aparece na cena do crime filmando toda a agressão sem nada fazer para impedi-la”, escreveu.

A morte de Beto Freitas estimulou diversos protestos contra o racismo e violência contra pessoas negras pelo Brasil. Um dos principais focos de revolta foi o Carrefour, que tem um histórico de envolvimento em casos de racismo.

Brasil 247

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BRASIL

“A vacina salva vidas”, diz primeira indígena a se vacinar contra a Covid

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O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), iniciou a vacinação com a primeira dose da CoronaVac neste domingo, 17, após a aprovação do imunizante para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vanusa Kaimbé, de 50 anos, técnica de enfermagem e assistente social, foi a primeira indígena a ser vacinada contra a Covid-19. Ela é presidente do conselho dos indígenas kaimbé do estado de São Paulo.

“Eu vim aqui hoje representar a população indígena e falar sobre a importância da vacina. A vacina salva vidas. Fui a primeira indígena a ser vacinada e recomendo para todos os meus parentes”, afirmou.

A primeira pessoa a ser vacina foi a enfermeira negra Mônica Calazans. Depois dela, o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, do hospital Vila Penteado, na Zona Norte.

Brasil 247

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BRASIL

“Vamos nos vacinar, não tenham medo”, diz Monica Calazans, a primeira brasileira vacinada

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A enfermeira Monica Calazans, a primeira mulher a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, pediu neste domingo (17) o apoio da população à campanha de vacinação. 

“Eu fui criticada com piadinha, memes, me chamaram de cobaia. Eu não sou cobaia, sou participante de pesquisa e to muito orgulhosa. Meu nome tá aí no mundo todo, 54 anos, negra, brasileira e participante de  vacina. Vamos nos vacinar. Não tenham medo“, disse Monica Calazans, logo após ser imunizada com a primeira dose da vacina Coronavac. 

Mulher negra, torcedora do Corinthians e moradora de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, Monica Calazans trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Com obesidade, hipertensão e diabetes, ela faz parte do grupo de risco. 

Com seu uso emergencial autorizado na tarde deste domingo pela Anvisa, a Coronavac tem uma eficácia global de 50,38%, subindo para 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

Nesta segunda, o governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar trabalhadores de saúde de seis hospitais do estado. HC (Hospital das Clínicas) da capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

Brasil 247

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