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BRASIL

Preço da carne explode: quilo do patinho chega a quase R$ 50 e filé mignon a R$ 90

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Uma postagem do desenhista André Dahmer tem começado a circular com força nas redes sociais nesta quarta-feira (18). A publicação traz uma foto, feita pelo próprio Dahmer, que mostra uma tabela de preços de carnes em um açougue no Rio de Janeiro com os valores corrigidos para números bem acima do comum.

O quilo do patinho, neste açougue, custa R$ 44,90, enquanto o do filé mignon chega a quase R$ 90.

“Vamos fazer arminha com a mão porque o quilo do patinho chegou a 45 reais. Foto minha, Cobal do Humaitá, Rio de Janeiro”, escreveu o desenhista. Prontamente, dezenas de pessoas começaram a responder a publicação relatando alta nos preços da carne bovina em outras regiões.

 

De fato, o preço da carne bovina teve aumento significativo para o consumidor. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o valor da carne de boi subiu 37% nos últimos 12 meses.

O motivo, segundo André Braz, economista da FGV, é o aumento do volume de exportações de carne bovina brasileira para a China. “Esse movimento de exportação desabastece o mercado brasileiro e o preço aqui acaba aumentando”, explica. O país exportou, de janeiro a setembro deste ano, 10% a mais em volume de carnes do que no mesmo período de 2019.

O economista aponta ainda que o aumento no preço de rações para gado, como milho soja, também influencia na alta da carne, visto que o valor dessas commodities é cotado em dólar.

Uma rápida busca nas redes sociais mostra como o preço da carne bovina vem pesando no orçamento da população.

Confira, abaixo, alguns relatos.

Revista Fórum

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BRASIL

Gerente que sofreu racismo no shopping perdoa idosos: vídeo

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O gerente Bruno Mendes disse em entrevista exclusiva ao SóNotíciaBoa (video abaixo) que perdoa os idosos que o humilharam por ser preto, no último sábado onde trabalha, na loja Ponto Frio do GV Shopping, em Governador Valadares, Minas Gerais.

Bruno chorou muito naquele dia, fechado na sala dele depois que a senhora perguntou “como uma loja daquele tamanho poderia ter um gerente negro?”.

O caso foi descoberto depois do vídeo, mostrado na última segunda-feira no SNB – com a homenagem feita pelos funcionários em apoio ao chefe. Reveja aqui.

As imagens de cartazes, balões, abraços, empatia e solidariedade comoveram milhares de pessoas dentro e fora do Brasil. Um dos cartazes dizia: “Você é importante”, frase que todos repetem pra ele agora.

O perdão

E Bruno explicou o motivo de ter perdoado os idosos: “Eu tomei a decisão exercer a minha decisão do perdão. Se fosse pra escolher alguma penalidade seria a da consciência pesada. Imagino que esse vídeo já tenha chegado a eles e se já tiver chegado, eu quero dizer que eu os perdoo”, afirmou.

Bruno revelou também que não vai processar o casal pra evitar reviver tudo aquilo, nem se desgastar novamente, mas que nem por isso acha que outras pessoas devem fazer o mesmo, nem baixar a guarda contra o racismo.

“É uma coisa muito forte que a gente sofre no nosso país eu não tô virando as costas pra isso… Só que tem gente trancada no quarto em depressão por ter sofrido isso, sabe, eu não quero baixar a guarda pra isso”.

E o gerente, de 29 anos, continuou:

“Eu não estou sendo contra quem denuncia, só que eu sou cristão […] e ele nos ensina o poder do perdão […] só que o meu perdão, eu queria que chegasse até eles. Se eles se tocarem com isso, chegarem aqui e falar, eu abraço ela, eu beijo ela, eu perdoo ela”, afirmou durante a live do SóNotíciaBoa no Instagram.

Bruno espera que o casal aprenda com amor e não com mais ódio.

“A gente precisa buscar a evolução […] O bem vai ser sempre maior que o mal. Eu creio muito nisso… o nosso país, o nosso mundo, precisa de respeito… O amor ele é advogado e juiz de tudo. E o amor vai vencer o mal”.

Apoio

Além dos funcionários mostrados no vídeo que viralizou, Bruno contou que recebeu vários presentes

“Depois disso, vários presentes têm chegado aqui: flores, o pessoal do açougue mandando carne… tem um supermercado aqui no shopping que me mandou uma cesta gigante, mandou um café da tarde pra equipe inteira. E mandaram fazer um banner “Bruno estamos com você”, disse.

Ele contou que também está recebendo apoio da empresa onde trabalha.

“Eu tô tendo todo apoio, da Via Varejo – que une Casas Bahia, Ponto Frio, Exta. O setor jurídico tá comigo nisso, todo respaldo eles estão me dando e o GV shopping também”, afirmou.

Família simples

Bruno Mendes revelou que os valores que tem, ele aprendeu em casa, com a família simples que morava em uma favela de Governador Valares.

“Meu pai é o Geraldo. Ele nunca teve carteira assinada, sempre foi pedreiro. A minha mãe é a Lucinéia. Trabalhou a vida como servente de sopa num ponto de apoio na rodoviária”, contou.

Ele também contou que parou de jogar futebol aos 23 anos, na época da Copa do Mundo e trocou os campos pelo comércio: “Comecei a trabalhar numa casa de roupa aqui do shopping e de lá fui pra Casas Bahia e depois fui promovido para o Ponto Frio”.

E Bruno deixou um recado para os idosos que o humilharam:

“Tem muita gente que tem preconceito com idosos também…Elas deveriam se conscientizar que o mundo não tem  mais espaço pra isso. Eu digo pra eles que eu amo eles, que eu perdoo eles. E a próxima pessoa que eles verem [digam] eu posso só te dar um abraço, não precisa contar o que fez, abraça a pessoa próxima de você, a negra, a parda amarela, a escura qualquer uma, mas usem isso, é o único recado que eu tenho pra eles”.

“Eles têm todo o meu perdão e não quero pensar em outra coisa a não ser que eles se conscientizem disso”, concluiu.

Veja os presentes que ele ganhou nesta quarta, 18:

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal
 
Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Assista à entrevista do Bruno ao Rinaldo de Oliveira, fundador do SóNotíciaBoa.

 

Reveja o vídeo que viralizou com a homenagem dos funcionários ao Bruno:

 

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BRASIL

Pesquisa mostra que 46% dos brasileiros apoiam o governo de Joe Biden

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Pesquisa PoderData mostra que quase metade (46%) da população brasileira avalia que o governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, será bom para o Brasil. Para outros 17%, a administração do democrata será ruim. E 22% dizem que nada mudará.

Biden conquistou o maior número de delegados nas eleições norte-americanas, realizadas em 3 de novembro. Derrotou o atual presidente Donald Trump, que contesta os resultados na Justiça.

Para o republicano, há fraudes nas votações –mesmo que ainda nada tenha sido provado. O atual presidente também não apresentou evidências concretas para basear as acusações.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 9 a 11 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 501 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

O presidente brasileiro mandou uma indireta para o recém-eleito norte-americano. Na 3ª feira (10.nov), Bolsonaro disse que “quando acabar a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir a possíveis barreiras comerciais impostas por outros países condicionadas à preservação da Amazônia.

No discurso, o presidente citou “1 grande candidato à chefia de Estado”, referência a Joe Biden.

O democrata propôs formar uma coalizão internacional para transferir US$ 20 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) ao Brasil para a preservação da região.

Foi a 1ª vez que Bolsonaro se referiu a Biden, ainda que indiretamente, depois de a mídia norte-americana declarar a vitória do postulante democrata.

Essa relação aparentemente conflituosa parece influenciar na percepção da base de apoio de Bolsonaro. Dos que o consideram “ótimo” ou “bom”, 36% acham que o novo presidente dos EUA será “ruim” para o Brasil.

Já entre os que rejeitam o presidente brasileiro, a percepção é inversa: 60% acham que Biden será “bom”.

Do Poder 360

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