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POLÍTICA

Problema de liquidez é exposto em horas de gritaria de Dilma

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No início de uma manhã de sábado, no mês passado, os principais assessores da presidente Dilma Rousseff se reuniram em sua residência oficial, na capital brasileira, levando consigo os esboços de um plano de infraestrutura de US$ 35 bilhões.

Quando saíram, era noite. Durante a maratona de discussões– cerca de 10 horas, no total –, Dilma rasgou a proposta, mostrando seu famoso temperamento explosivo, e ordenou que os membros do gabinete descartassem projetos que ela tachou de inviáveis antes de voltarem a se reunir com ela, segundo dois funcionários com conhecimento sobre as discussões.

A divulgação do plano, originalmente programada para este mês, foi adiada para 9 de junho.

Aquela reunião tensa e o atraso causado ressaltam o quanto Dilma aposta nesse pacote.

Após anos lançando iniciativas em infraestrutura que tiveram apenas resultados contrastantes, a presidente, em dificuldades, precisa que este seja um sucesso para consertar as estradas problemáticas do Brasil, impulsionar uma economia vacilante e levantar sua popularidade após uma baixa recorde.

Contudo, os cortes no orçamento que o seu governo está buscando simultaneamente — como parte de um esforço para manter os ratings de grau de investimento do país — estão trabalhando contra o plano, tirando uma parte das garantias e do financiamento do governo, muito necessários.

Além disso, várias das maiores empresas construtoras do país, principais candidatas a apresentarem propostas para concessões de estradas e ferrovias, foram envolvidas no mesmo escândalo de corrupção que colocou muitos brasileiros contra a presidente de 67 anos.

“Você não pode lançar um plano amplo em um momento de corte no orçamento”, disse Bernardo Figueiredo, consultor de logística em Brasília que trabalhou como presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que é estatal, durante o primeiro mandato de Dilma. “Se você não coloca dinheiro do governo, não consegue construir ferrovias”.

Ferrovias velhas

Essas limitações financeiras estão evidentes no rascunho da proposta que circula entre os membros do governo.

A maioria dos projetos que serão anunciados no mês que vem se destinará a modernizar as estradas e ferrovias existentes, um empreendimento que demanda menos capital do que novas construções, segundo um dos dois funcionários consultados.

Ambos pediram anonimato porque não estavam autorizados a falar publicamente sobre o assunto.

A única nova ferrovia pronta para ser licitada para operação neste ano é um trecho de 1.350 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, na região central do Brasil, segundo um terceiro funcionário envolvido no desenvolvimento da proposta.

As assessorias de imprensa da presidente e do Ministério do Planejamento preferiram não comentar o plano de infraestrutura.

Dinheiro da China

Uma das maiores esperanças para o programa de infraestrutura de Dilma veio com a visita, na semana passada, do premiê chinês Li Keqiang, que ofereceu investimentos de US$ 53 bilhões, incluindo uma ferrovia ligando a Costa Atlântica à Costa do Pacífico, passando pelo vizinho Peru. Contudo, como os estudos de viabilidade ainda não estão em andamento, os resultados podem tardar anos.

Não são poucos os críticos que duvidam da capacidade de Dilma de implementar com sucesso o novo plano após sua divulgação no mês que vem. Roberto Piscitelli, professor de Finanças da Universidade de Brasília, fala em nome deles ao dizer “não tenhamos nenhuma ilusão” a respeito do programa.

É muito pouco provável que ele gere um estímulo significativo para a maior economia da América Latina, disse ele.

“Temos enormes problemas com planejamentos a longo prazo”, disse Piscitelli.

Exame

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POLÍTICA

Um mês após perder esposa, Schiavinato, é 1º deputado federal a morrer de Covid-19

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.

Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012).

A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.

Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).

Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.

Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada. O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.

Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.

Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

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POLÍTICA

Nove partidos articulam “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro

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A oposição está articulando a criação de um “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A intenção é reunir em uma única peça várias denúncias de crimes de responsabilidade cometidos pelo ocupante do Palácio do Planalto e entregá-la ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), até o final deste mês, em um ato nacional.

Lira já tem em sua gaveta mais de 70 pedidos de impeachment protocolados contra Bolsonaro e, até agora, não deu prosseguimento a nenhum deles.

A decisão pela estratégia foi tomada no Fórum de Partidos de Oposição, realizado de forma virtual nesta terça-feira (13), com participação do PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, UP, PV e Cidadania.

“Vamos convocar uma grande plenária para chamar todos aqueles que pediram o impeachment do Bolsonaro. Além da luta pelos direitos do povo, temos a necessidade de colocar a luta política como uma questão prioritária”, afirmou a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

No “superpedido” serão anexadas, por exemplo, denúncias sobre os mais diversos erros cometidos pelo governo Bolsonaro na condução da pandemia de Covid-19 e tentativas do Executivo de interferir politicamente nas Forças Armadas e na Polícia Federal.

Além disso, será feita uma cobrança pela aceleração na vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 e pelo aumento do auxílio emergencial para R$ 600.

As informações são do site de notícias Brasil 247.

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