Connect with us

BRASIL

Professor em greve de fome é socorrido após dez dias sem comer

Publicado

em

Um professor foi hospitalizado na tarde desta quarta-feira (3), em Curitiba, no Paraná, após passar dez dias sem comer. De acordo com a professora de geografia Nilsa Batista Paz, que também participa greve de fome realizada para cobrar ações do governo do Estado, o docente e uma estudante que aderiu ao movimento passaram mal e precisaram receber atendimento médico.

Iniciada em fevereiro, a greve de professores no Estado foi retomada no final de abril e continua em curso. Nilsa disse que tomou a decisão drástica de aderir à greve de fome porque deixou de acreditar nas palavras e ações do governo, depois de perceber que, apesar do apelo constante dos docentes por melhorias, nada mudou.

A professora de geografia contou que o movimento começou com Pierre, um professor de Roraima que se solidarizou com a causa dos colegas paranaenses. A segunda a aderir ao movimento foi Julia, uma jovem de 22 anos que cursa artes cênicas na Unespar (Universidade Estadual do Paraná). Nilsa se juntou aos dois.

Com acampamento improvisado para se proteger contra o frio e utilizando potes para fazer suas necessidades fisiológicas, o trio se propôs a manter a greve de fome até que o governador Beto Richa decida aceitar o reajuste de 8,17% pedido pela categoria, que afirma que o percentual é referente à reposição da inflação dos últimos anos. Nilsa relatou que não se alimenta há uma semana e afirmou que, apesar de ter sido hospitalizado para tomar soro, Pierre disse que não desistirá.

Quanto aos efeitos da greve de fome na saúde dos três, Nilsa contou que Julia apresentou problemas renais e pressão baixa. A jovem estava há sete dias sem se alimentar quando foi levada para um hospital, na última terça-feira (2). O professor sentiu-se mal e a fraqueza chegou a um estágio preocupante. A professora ainda não precisou de cuidados médicos, mas admitiu que tem sofrido com tontura, fraqueza, dores nas pernas e na cabeça, além da oscilação de pressão.

Nilsa afirmou que, desde a forte repressão sofrida pelos professores, durante um protesto realizado no dia 29 de abril , a categoria quer a saída de Beto Richa do governo. “Estamos pedindo intervenção federal para tirar ele. Ele cometeu um crime contra a gente, contra a população. Mais de 3 mil homens em cima da gente”, lembrou. Quanto ao silêncio do governador a respeito da greve de fome, a professora disparou: “ele não enxerga, quer um a menos para incomodar ele”.

Sobre o prejuízo aos alunos, Nilsa garantiu que ela e seus colegas querem voltar e não gostariam que os estudantes estivessem sem aulas, mas disse que é preciso exigir ação do governo. “Só falam e não cumprem”, finalizou.

Procurado pelo Terra , o governo do Paraná afirmou que não irá se pronunciar sobre a “decisão de manifestantes de fazerem greve de fome”. O órgão disse ainda que “sempre esteve aberto ao diálogo” e que “clama para que os professores retomem as aulas”.

Terra

BRASIL

Homem negro é espancado até a morte por dois seguranças do Carrefour na véspera do Dia da Consciência Negra (VÍDEOS)

Publicado

em

Um homem negro foi espancado por dois seguranças do Carrefour no norte de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19), poucas horas antes do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, e não resistiu às agressões. “A polícia de Porto Alegre (RS) investiga a morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, após espancamento por dois seguranças de uma loja do do supermercado Carrefour localizada no bairro Passo d´Areia, na zona norte da cidade. Vídeos que mostram o espancamento no estacionamento da loja e a tentativa de socorristas de salvarem o homem, conhecido como Beto, circulam nas redes sociais desde a noite desta quinta-feira  e provocam a mobilização de ativistas contra o racismo”, aponta reportagem de Cristina Camargo, na Folha de S. Paulo.

Os dois assassinos estão presos. Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

A Brigada Militar gaúcha informou que o espancamento começou após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado. 

Freitas foi levado da área de caixas para a entrada da loja espancado no estacionamento do supermercado, por dois seguranças. 

O vídeo da agressão circula nas redes sociais desde o final da noite. Nas imagens, é possível ver os dois seguranças espancando Frietas, que já está no chão. Uma mulher que estava próxima deles parece filmar a ação dos agressores.

Em seguida, já com sangue espalhando pelo chão, outras pessoas aparecem em volta do homem agredido, enquanto os dois agressores continuam sobre ele, já desfalecido. 

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tentou reanimar Freitas depois do espacamento, mas ele morreu no local.

Movimentos negros de Porto Alegre convocaram protesto para final da tarde diante do Carrefour do Passo d’Areia contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas.

Beto morreu na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20) em referência à morte de Zumbi e Dandara, líderes do Quilombo dos Palmares, localizado entre Alagoas e Pernambuco. “Ainda nas primeiras horas dessa data, estamos falando sobre mais um episódio brutal de racismo e de novo no Carrefour. De 20 de novembro a 20 de novembro e todos os dias, a estrutura racista deste país nos trás brutalidade como regra”, reagiu Raull Santiago, ativista e fundador da Agência Brecha. 

O Carrefour soltou uma nota na qual afirma que “adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”.

Confira, abaixo, as cenas chocantes:

Brasil 247

Continue lendo

BRASIL

Preço da carne explode: quilo do patinho chega a quase R$ 50 e filé mignon a R$ 90

Publicado

em

Uma postagem do desenhista André Dahmer tem começado a circular com força nas redes sociais nesta quarta-feira (18). A publicação traz uma foto, feita pelo próprio Dahmer, que mostra uma tabela de preços de carnes em um açougue no Rio de Janeiro com os valores corrigidos para números bem acima do comum.

O quilo do patinho, neste açougue, custa R$ 44,90, enquanto o do filé mignon chega a quase R$ 90.

“Vamos fazer arminha com a mão porque o quilo do patinho chegou a 45 reais. Foto minha, Cobal do Humaitá, Rio de Janeiro”, escreveu o desenhista. Prontamente, dezenas de pessoas começaram a responder a publicação relatando alta nos preços da carne bovina em outras regiões.

 

De fato, o preço da carne bovina teve aumento significativo para o consumidor. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o valor da carne de boi subiu 37% nos últimos 12 meses.

O motivo, segundo André Braz, economista da FGV, é o aumento do volume de exportações de carne bovina brasileira para a China. “Esse movimento de exportação desabastece o mercado brasileiro e o preço aqui acaba aumentando”, explica. O país exportou, de janeiro a setembro deste ano, 10% a mais em volume de carnes do que no mesmo período de 2019.

O economista aponta ainda que o aumento no preço de rações para gado, como milho soja, também influencia na alta da carne, visto que o valor dessas commodities é cotado em dólar.

Uma rápida busca nas redes sociais mostra como o preço da carne bovina vem pesando no orçamento da população.

Confira, abaixo, alguns relatos.

Revista Fórum

Continue lendo

Facebook

Publicidade

MAIS LIDAS DE HOJE

Copyright © 2020 Barra Portal - Todos os direitos reservados