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NORDESTE

Projeto da Zona Franca do Semiárido beneficiará seis estados do Nordeste

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O projeto que cria a Zona Franca do Semiárido Nordestino de autoria do deputado federal, Wilson Filho (PTB), beneficiará seis estados da região. Com o centro em Cajazeiras, a isenção de impostos será possível em uma área que compreende um círculo num raio de 250 quilômetros, chegando aos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Bahia.

O deputado revelou que já conta com apoios importantes no Congresso para que o projeto seja votado em plenário e aprovado. “Nós já temos o apoio do coordenador da bancada do Nordeste na Câmara e de toda bancada da Paraíba. Temos ainda a garantia dos presidentes Eduardo Cunha e Renan Calheiros de que o projeto irá para a pauta do plenário o mais breve possível. Temos também um apoio importante que é do ex-presidente Lula”, disse.

De acordo com Wilson Filho, o projeto foi reapresentado em 2011 já que ele foi apresentado primeiro por Wilson Santiago em 2003. Segundo ele, a Zona Franca do Semiárido Nordestino tem toda semelhança com a de Manaus. “É uma área com isenção de impostos para que empresas, indústrias, fábricas, possam ser instaladas gerando milhares de empregos”, destacou.

Projeto – Com a área de abrangência em forma de circulo com um raio de 250 km, em uma linha reta, a Zona Franca do Semiárido Nordestino chegará a Campina Grande, Picuí, Patos, Sousa, Cajazeiras, Princesa Isabel, Catolé do Rocha, além de municípios do Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Bahia que estarão trabalhando pela Zona Franca gerando mais empregos e renda.

“É um projeto que pode mudar radicalmente a economia do nosso Nordeste, começando pela Paraíba. Não podemos mais ficar aqui em Brasília mendigando apenas poços artesianos, que é muito importante, mas se mudarmos a economia isso não será mais problema. Nós poderemos garantir a duplicação da BR-230 porque isso será economicamente viável. Nós iremos criar hospital no Sertão, mais universidades, aeroportos, fazendo com que o Sertão cresça junto com Campina Grande e João Pessoa. Tenho certeza que num futuro bem breve estaremos trabalhando com essa nova realidade na economia da Paraíba”, afirmou o deputado Wilson Filho.

WSCOM Online

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NORDESTE

Pesquisa aponta maior risco de mortalidade e de infecção por Covid-19 no Norte e no Nordeste

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Um estudo realizado por quatro pesquisadores da Unicamp focou em analisar os padrões espaciais de infecção e mortalidade por Covid-19 em pequenas áreas do Brasil. O estudo teve como autor principal o professor, Everton Emanuel Campos de Lima.

Utilizando dados até julho de 2020 e que acompanham a tendência constatada atualmente, percebeu-se que os riscos de maior mortalidade se concentram nas regiões Norte e no litoral do Nordeste, além de maior risco de infecções entre os mais jovens. No Sudeste, também se encontram áreas de maior risco de mortalidade, embora em menor grau. Os autores, ainda, observaram que mulheres têm maior risco de infecção, no entanto os homens têm mais chance de morrer pela doença.

A pesquisa, que também tem como autores Ezra Gayawan (Universidade Federal de Tecnologia de Akure); Emerson Augusto Baptista (Universidade de Shanghai) e Bernardo Lanza Queiroz (Universidade Federal de Minas Gerais), foi publicada em artigo científico nesta sexta-feira (12) no periódico PLOS ONE. 

Idade, sexo e doenças pré-existentes foram três dos componentes levados em consideração na análise, baseada em modelos estatísticos e que do trata de risco para áreas. A composição etária, explica o professor de Departamento de Demografia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e pesquisador do Núcleo de Estudos de População da Elza Berquó (Nepo) da Unicamp, Everton Emanuel Campos de Lima, é um ponto primordial na discussão sobre a pandemia, pois o perfil de mortes está ligado à distribuição de população mais envelhecida.

No entanto, até o momento da coleta dos dados, em julho de 2020, percebeu-se que embora Sul e Sudeste tivessem populações mais velhas, a mortalidade por Covid-19 era mais acentuada nas regiões Norte e Nordeste, onde também há um alto registro de histórico de mortalidade por doenças cardiovasculares. “Isso indica que há inúmeras outras questões que vão além da idade, possivelmente critérios socioeconômicos, o que deixa o norte e Nordeste com maior mortalidade”, avalia. 

Já em relação a infecções, chama atenção o fato de serem mais altas no Norte e Nordeste as infecções atreladas a grupos de idades mais jovens. “O perfil de infecção lá está mais atrelado aos mais jovens e em piores condições socioeconômicas. Jovens mais infectados, pior acesso à saúde e questões econômicas fizeram com que esses lugares estourassem como grandes epicentros de mortalidade no Brasil. É o que se chama de combinação perversa”, pontua o professor. Embora o estudo se baseie nos dados de 2020, o professor indica que os resultados já apontavam para uma situação mais grave no Norte, como de fato ocorreu, especialmente no estado do Amazonas.

Para Everton, fica um alerta sobre a falsa informação de que a pandemia mata apenas idosos. Os mais jovens, além de terem responsabilidade na taxa de contágio, também tem comorbidades, o que os torna também suscetíveis. “A despreocupação dos jovens acaba sendo um problema, principalmente quando há motivações de gestores que ainda não estão levando a doença muito à sério”.

Mulheres se infectam mais mas morrem menos

A pesquisa também evidencia que o risco de infecção é mais alto para mulheres. Já a mortalidade é mais alta entre homens. Fatores culturais, sociais e laborais são apontados por Everton como possíveis explicações. “Possivelmente há um fator genético, mas há questões sociais que na literatura as mulheres buscam auxílio médico mais rápido; no caso do mercado de trabalho: as mulheres estão mais ligadas ao mercado informal e esse foi o mercado mais afetado pela pandemia”, avalia.

O que indica o padrão espacial?

Conhecer o padrão espacial da Covid-19 no país, elucida Everton, é importante para apontar caminhos, por exemplo, na gestão da saúde. “Uma das questões está dentro de toda a questão política que vemos atualmente sobre quem deve coordenar as questões de saúde na pandemia, se é o governo federal, estadual ou municipal. Se olharmos o histórico vemos que isso ficou mais para os municípios nas áreas mais desagregadas”, aponta, frisando que como é uma doença infectocontagiosa, as áreas vizinhas também podem ser  afetadas devido a comum mobilidade populacional existente entre municípios, o que pode requerer ações de nível mais amplo.

Brasil como epicentro da doença

O Brasil, até o dia 11 de fevereiro, possui mais de 236 mil mortes por Covid-19, segundo o consórcio de veículos que realiza o levantamento diário da evolução da epidemia no país. Seis estados registram aumento de óbitos pela doença. O país foi o epicentro da pandemia em 2020 e atualmente vive uma segunda onda de Covid-19, com uma média móvel de 1.073 mortes por dia, a maior média desde julho de 2020.

Para o pesquisador, o Brasil foi um dos epicentros da pandemia e enfrenta altos números de casos e mortes por uma série de fatores. Quarentenas frouxas, testagem e rastreamento de contatos insuficientes e o negacionismo, estimulado inclusive por autoridades, são alguns dos problemas ressaltados. “O atual presidente da Câmara deu uma festa com 300 pessoas mesmo após um discurso apontando a necessidade de vacinar todos. Um dos fatos que mais me incomodou foi a ciência sendo colocada em xeque, houve muito misticismo em torno da pandemia e muitos grupos levaram certos discursos equivocados a sério. Essa sucessão de erros faz com que estejamos onde estamos”, observa.

A descoberta de uma nova cepa do novo coronavírus em Manaus traz preocupações adicionais. Para o professor, um dos erros na região Norte foi acreditar que haveria imunização de rebanho, o que tem se mostrado equivocado dado os casos de reinfecção e a mutação do vírus. Por isso, as medidas de bloqueio de transmissão, uso de máscara, higienização de mãos e distanciamento social, seguem sendo recomendações.

Unicamp

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NORDESTE

Nordeste alcança vitórias contra a covid-19, enquanto governo federal fracassa

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São Paulo – A “segunda onda” da pandemia chegou com maior violência em estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte (em especial o Amazonas). Em números gerais, o momento é semelhante às piores semanas do que agora é chamada primeira onda, entre junho e setembro. Porém, muitos estados do Nordeste registram uma estabilidade no número de casos e mortes por covid, diferentemente das demais regiões, especialmente em janeiro.

Além de bons resultados em relação ao controle da pandemia, estados nordestinos ampliaram programas de auxílio financeiro aos cidadãos, em especial para suprir o fim do Auxílio Emergencial do governo federal. Também surge do Nordeste a expectativa de 50 milhões de vacinas negociadas pelo governo da Bahia, do governador Rui Costa (PT).

Tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação do estado pela aprovação do imunizante Sputnik V, da Rússia. Hoje (2) em publicação na revista científica The Lancet, a vacina teve comprovados 91% de eficácia global contra a covid-19.

vacina teve comprovados 91% de eficácia global contra a covid-19.

 
Curvas epidemiológicas médias de casos e mortes no Brasil. País vive um momento de impacto da covid-19 que iguala ou supera pico de 2020. Fonte: Conass

Proteção à vida

Frente ao descaso do governo federal do presidente Jair Bolsonaro, os nove estados do Nordeste se organizaram em um comitê científico independente, o Consórcio Nordeste, chefiado pelo neurocientista Miguel Nicolélis. De acordo com o último levantamento do consórcio, a região registra oficialmente 51.680 mortos e 2.184.082 infectados por covid-19 desde o início do surto, em março.

Números da covid-19 nos nove estados nordestinos somados. Fonte: Min. Saúde

Comparado às demais regiões do país, os resultados são positivos. A letalidade da covid no Nordeste é inferior à média nacional. Tome-se como exemplo que o número de mortes entre todos os nordestinos é menor do que o registrado apenas pelo estado de São Paulo (53.090 vítimas). Somadas as populações dos nove estados, são cerca de 57 milhões de brasileiros, frente a 44 milhões de paulistas.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), anunciou hoje (2) a ampliação de um programa estadual de distribuição de cestas básicas e celebrou dados positivos alcançados pelo estado. “Quem não enfrenta o coronavírus destrói a economia. Essa é a realidade do mundo e do Brasil. O Maranhão mostrou isso em 2020. Vejam os indicadores. O Maranhão teve, apesar do coronavírus, a quarta maior alta de empregos formais do Brasil, de acordo com dados do governo federal. Também tivemos o sétimo melhor saldo do Brasil. Nosso estado, em 2020, teve um dos melhores desempenhos no enfrentamento à pandemia e, ao mesmo tempo, gerou empregos”, disse.

Curva epidemiológica de mortes no Maranhão revela a ausência do impacto de uma “segunda onda”. Fonte: Gov. Maranhão

Proteção social

Para o governador, a coordenação nordestina, com ações de proteção aos cidadãos provam que a postura do governo federal, de desdenhar do vírus supostamente para preservar a atividade econômica, é equivocada. “Está provado objetivamente. Enfrentar o coronavírus com responsabilidade e seriedade é a forma de preservar empregos. Isso que fizemos no Maranhão. Essa é uma conquista do povo do Maranhão”, disse.

Dino acredita e estuda formas de retomar um auxílio emergencial mais abrangente, mesmo que por fora do governo federal, se for necessário. Enquanto isso, o governador lança programas de estímulo à economia e de suprimento às necessidades básicas da população. “Já distribuímos 306 mil cestas básicas. Mandei comprar mais 100 mil porque sabemos que o fim do Auxílio Emergencial é um desastre. Eu tenho defendido a retomada. Creio que algum tipo de auxílio vai voltar”, disse.

“Também lancei uma nova modalidade do Cheque Minha Casa. São 5 mil reais para obras, construções e residências. Agora também lancei uma modalidade de 600 reais exclusivo para a aquisição de móveis e eletrodomésticos. Vamos entregar a partir de fevereiro, início de março, uma parcela única. Vamos entregar esse cheque em todas as regiões do Maranhão para aquecer o comércio em um período de vendas fracas”, competou.

Outros estados do Nordeste também apostam em soluções similares para reduzir os impactos da covid sobre a população. Em Salvador, a prefeitura prorrogou um auxílio de R$ 270 até março. O governo de Alagoas lançou ontem (1) um auxílio de R$ 100 por mês para 180 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Em Pernambuco, o estado vai pagar uma 13ª parcela do Bolsa Família, também com objetivo de amenizar o fim do Auxílio Emergencial. Bahia possui um auxílio para estudantes e o Ceará, para catadores, entre outras iniciativas.

No Piauí

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), reforça a necessidade de escutar a ciência para tratar da covid, e elenca ações tomadas no estado. “Declaramos guerra, e ainda estamos em guerra contra o vírus letal que tem desafiado a ciência, os gestores e os cidadãos de todo o mundo. O ano de 2020 foi desafiador e o Piauí fez três coisas: cuidamos da vidam seguindo a ciência pela saúde; cuidamos do social, e tudo sem descuidar da economia, para não deixar nosso estado morrer de inanição financeira”, disse.

Agora, o Piauí trabalha em um programa de reabertura segura do comércio e de todas as atividades econômicas. O governo havia endurecido as restrições no período do fim do ano e também durante o mês de janeiro. O resultado foi que, em oposição ao restante do país, o estado manteve a estabilidade dos números da pandemia em seu território.

Outro indicador do bom trabalho contra a covid-19 no Piauí é a ocupação de leitos. O estado garantiu disponibilidade acima de 50% de leitos de enfermaria na rede pública durante todo o mês de janeiro. A ocupação dos leitos de UTI, que passou de 90% em muitas cidades do Sudeste e do Sul, se manteve abaixo dos 70% e hoje está em 67%.

Curva epidemiológica média de mortes no Piauí por covid-19. Estado não sofreu impactos da “segunda onda” como visto no resto do país. Fonte: Gov. Piauí

Sempre alerta

“Tivemos de suportar a falta de organização do governo federal. Para superar esta ausência e combater a pandemia, os governadores se uniram, buscando, ao longo da crise, uma articulação federativa para o enfrentamento e superação dos efeitos causados pela pandemia. Por meio do Fórum dos Governadores e do Consórcio Nordeste, apresentamos propostas de um plano para trabalharmos de forma coesa e organizada os efeitos da crise, principalmente no âmbito econômico e social e, ainda, na criação de estratégias de retomada da economia”, resume Dias.

Entretanto, o governador reconhece que a pandemia ainda está longe de ser totalmente controlada ou superada. Por isso, o Consórcio Nordeste segue ativo e vigilante contra a covid-19. Entre as principais ações, busca um programa de vacinação mais ágil do que o lento e inseguro programa do governo federal. “A pandemia ainda não acabou e, mesmo com redução da intensidade da crise, seus efeitos serão prolongados. Nesse cenário, e já atentos ao período de pós-pandemia, antecipamos um plano de investimentos em infraestrutura física, desenvolvimento humano e social. Não podemos relaxar. Nem esquecer as mortes pelo coronavírus. Precisamos seguir lutando para superarmos a crise econômica, social e, essencialmente, humana em decorrência da pandemia”, concluiu o governador.

RBA

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