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BRASIL

Quando os evangélicos vão se pronunciar a respeito de Eduardo Cunha? Por Kiko Nogueira

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A bíblia de alguns evangélicos não é apenas literalista, mas cheia de indignação seletiva. Nenhuma liderança se manifestou sobre as denúncias envolvendo Eduardo Cunha. Aliás, as de sempre apareceram — como se esperava, a favor de Cunha.

O velho e bom Marco Feliciano, num texto nas redes sociais repleto de exclamações, deu seu apoio ao deputado: “Ele tem o meu respeito! Fala como um estadista. É preparado e amedronta os farsantes do PT! Força Cunha!”, escreveu.

Feliciano, cuja carreira se fez com julgamentos e condenações de quem nunca pôde se defender, invocou a “presunção da inocência (ou princípio da não-culpabilidade, segundo parte da doutrina jurídica)”.

Não esqueceu de bajular o chefe. “Minha força é pequena mas coloco-a a sua disposição meu presidente (sic)”.

Seus seguidores repetem o blablabla. “O Cunha defende os princípios bíblicos, isto incomoda ladrões, gays, corruptos, ditadores que perseguem cristãos”, escreveu um deles.

MF pediu um afastamento: o do deputado Silvio Costa (PSC-PE), que argumentou que Cunha não tinha condições morais de continuar na presidência da Câmara. Costa estaria agindo de maneira “espetaculosa” e incorrendo em infidelidade partidária.

Silas Malafaia, um pouco mais contido — por enquanto —, declarou que acha estranho que membros do PT mencionados na Lava Jato não fossem igualmente denunciados pelo procurador Janot.

Marisa Lobo, que se apresenta sob a alcunha de “psicóloga cristã”, especialista na “cura gay” e consultora da bancada nesse tema, fez um alerta: “Acorda povo!! A quem interessa a saída de Cunha?”, perguntou. “Se vocês #Esquerdistas e #Ptistas odeiam cunha, então ele é muito bom para o Brasil (sic)”.

Eduardo Cunha tem um salvo conduto desses religiosos para fazer o que bem quiser, desde que contra o que consideram seus inimigos. Sua ficha corrida é extensa e remonta ao tempo em que era o braço direito de PC Farias, mas isso não virá ao caso para eles.

São 22 processos no STF, entre eles três inquéritos que apuram possíveis crimes da época em que foi presidente da Companhia de Habitação do Estado do Rio de Janeiro (CEHB-RJ), entre 1999 e 2000.

Nada disso importa para os evangélicos. Para além do corporativismo e do protagonismo desempenhado por um fiel da Assembleia de Deus de Madureira, Cunha é também um crente que, segundo Feliciano, “chegou lá”. Ele tem um “passado de lutas e décadas de serviços prestados à Nação, sem nunca ter seu nome manchado nem envolvido em qualquer ato que o desabonasse”.

Noves fora a burrice, isso é também resultado de décadas em que essas igrejas vêm pregando que a prosperidade material não é pecado, com pastores enriquecendo rapidamente (enquanto seus fieis continuam pobres).

É o lado mais obscuro do neopentecostalismo. Condena-se veementemente o “gayzismo”, o “abortismo”, o “bolivarianismo” etc, mas não a ganância desmedida.

Manuel Arturo Vasquez, professor de religião da Universidade da Flórida, especialista em seitas pentecostais no Brasil, diz que, quando fica explícita a ligação entre o mundo material e o espiritual, surge enorme espaço para o abuso. “As pessoas usam alguns dos recursos provenientes das congregações para seu próprio lucro”, afirma.

O dinheiro que Cunha ganhou serve a um propósito maior, não importa a maneira como ele o obteve. Nesse momento, somem todos os versículos que costumam ser tirados do bolso para condenar os “esquerdopatas”.

Ninguém nunca verá felicianos e malafaias recitando o sétimo mandamento ou um trecho de Efésios (“O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade”).

Em 2012, Malafaia tratou da questão de corrupção nas igrejas num culto. O vídeo virou hit no YouTube: “Quem é que toca no ungido do Senhor e fica impune? Ungido do Senhor é problema do Senhor, não teu. Teu pastor é ladrão? É pilantra? Você não está gostando? Sai de lá e vai pra outra igreja. Não se mete nisso não, porque não é da tua conta”, berra. “Rapaz, aprenda isso: eu já vi gente morrer por causa disso, meu irmão”.

Cunha é ungido do Senhor. Não se mete nisso. Não está gostando? Muda de país.

DCM

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BRASIL

“Brasil é o maior laboratório a céu aberto do coronavírus”, diz Miguel Nicolelis

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Um dos cientistas brasileiros mais conceituados no mundo, Miguel Nicolelis desabafou em uma série de tuites na madrugada desta quarta-feira (24) e concluiu que atualmente o Brasil é o “maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção”.

“Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica q o SARS-CoV-2 pode causar qndo nada é feito de verdade p/ contê-lo”, afirmou.

 

Com 248.646 mortes pela Covid-19 até esta terça-feira (23) e 1.370 óbitos em 24 horas – o terceiro maior número desde o início da pandemia, o Brasil corre o risco de entrar em colapso sanitário “do Oiapoque ao Chuí”, segundo o cientista.

“Ou os políticos brasileiros aprendem rapidamente a pronunciar “lockdown”, ou todo BR vai entrar em colapso sanitário ao mesmo tempo. Do Oiapoque ao Chuí, governantes estão renunciando às suas responsabilidades de liderar e proteger a população. Não há mais nhm tempo a perder”.

Reportagem de Jamil Chade nesta quarta-feira no portal Uol revela que, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o único país que não segue o rítmo de queda da pandemia no mundo.

De acordo com o informe epidemiológico da OMS, 2,4 milhões de novos casos foram registrados no mundo nos últimos sete dias, número 11% menor que na semana anterior. Em relação às mortes – 66 mil nos últimos sete dias – a queda foi de 20% em relação ao último levantamento.

BBB
Pelo Twitter, Nicolelis se mostrou espantado com “rojões” comemorando a eliminação de Karol Conká do BBB em meio à pandemia. “No Brasil a pandemia perdeu até pro BBB! Ao vencedor as batatas”, tuitou.

O cientista ainda traçou um paralelo ao massacre de Conká, que teve 99,17% dos votos pela eliminação, e o que se vê nos hospitais.

“No BR se celebra o fracasso alheio, a derrota esmagadora do “inimigo”. Se celebra a execução, mesmo que ela seja virtual ou simulada, e a derrota do time do outro; a “eliminação no paredão ”. No BR se solta rojão qndo alguém desaba e fica estatelado na calçada da vida, sem ar”, afirmou.

Brasil 247

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Campanha Lula Livre lança apelo público ao STF por julgamento da suspeição de Sergio Moro

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Acampanha Lula Livre lança nesta quarta-feira (24) uma plataforma criada para reivindicar que o STF julgue o habeas corpus que pede a anulação dos processos contra o ex-presidente Lula julgados por Sergio Moro.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça, em conluio com procuradores da Operação Lava Jato, violou a lei e adotou procedimentos abusivos para perseguir e prender o ex-presidente Lula.

Ao entrar no site da campanha, o usuário poderá enviar automaticamente um texto para os endereços de email dos ministros da Corte.

Solicitamos que seja julgado imediatamente o Habeas Corpus (HC) 164493, por meio do qual a defesa do Sr Luiz Inácio Lula da Silva alega a suspeição do ex-juiz sr. Sérgio Moro para atuar nas ações penais abertas contra o ex-presidente da República perante a 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) e pede a nulidade de todos os atos processuais praticados pelo ex-magistrado

As conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, obtidas pela Operação Spoofing, comprovam que Lula foi julgado por um juiz parcial, em um processo que não respeitou os princípios do devido processo legal e da presunção de inocência.

Pedimos que a 2ª Turma do STF julgue o quanto antes o HC, acate o pedido da defesa do Lula e, consequentemente e anule as sentenças proferidas e com participação do sr. Sérgio Moro na instrução processual, assim como dos casos conduzidos pelos procuradores da Operação Lava Jato. O caso é uma afronta à imparcialidade judicial, garantia mínima assegurada a todos os acusados pela Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969 e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Passados sete anos desde a criação formal da Lava Jato, já existem provas para fazer o juízo de que houve um conluio entre a acusação e sr. Sérgio Moro, com a vontade antecipada de condenar Lula. Consequentemente, impedir o exercício dos seus direitos políticos, sobretudo, poder se candidatar nas eleições de 2018, o que coloca em dúvida a legitimidade dos resultados eleitorais que conduziram os atuais governantes.

O HC de suspeição do ex-juiz Moro deve ser acatado para que seja reconstruída a credibilidade do Poder Judiciário, para que o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, assim como qualquer cidadão brasileiro, tenha um julgamento justo, imparcial e com as devidas garantias do Estado Democrático de Direito.

Fonte: Brasil 247

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