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POLÍTICA

Renan e Machado tinham “esquemão fidelizado” para o PMDB, diz Delcídio

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Em entrevista exclusiva à repórter Andreia Sadi, da GloboNews, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) contou que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado tinha “prioridade absoluta” na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Trabalhei muito tempo no Congresso e nunca tinha visto uma relação assim”, disse Delcídio.

De acordo com o ex-senador, as reuniões entre Renan e Machado “eram frequentes”. O ex-líder do governo no Senado afirmou que os dois peemedebistas formavam um “esquemão fidelizado” e que Sérgio Machado era “blindado” pelo peemedebista.

“Ninguém encostava nele. Sérgio era totalmente fidelizado a Renan. Sérgio era o cara que fazia a interlocução com os donos das empresas, e outros operavam financeiramente para Renan”, disse.

Segundo Delcídio, a prioridade era Renan, mas o esquema beneficiava outros membros do PMDB, e cita: Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA), José Sarney (AP) e Valdir Raupp (RR). O ex-senador diz que o dinheiro era enviado aos parlamentares para garantir a hegemonia de Renan no Senado.

Delcídio do Amaral e Sérgio Machado são delatores na Operação Lava Jato, fator que, para o ex-petista, acelerou o seu processo de cassação na Casa. O ex-líder do governo atribui a Renan Calheiros a celeridade do processo para que seu destino fosse votado em plenário antes do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Delcídio afirma que foi o peemedebista que contou aos parlamentares que ele estava em processo de delação premiada.

Ao menos três peemedebistas tiveram conversas gravadas pelo ex-Transpetro: Renan, Jucá e Sarney. Amigo de Renan, o Sérgio Machado foi delatado por um executivo de empreiteira, que contou ao Ministério Público Federal que o peemedebista utilizava uma conta para receber propina. Para evitar a prisão, buscou um acordo de delação premiada e fez as gravações.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Valdir Raupp informou à GloboNews que “jamais fez indicações políticas para o setor elétrico e que as acusações do ex-senador Delcídio do Amaral são descabidas e inverídicas”. A assessoria de Romero Jucá disse que o senador não vai comentar as declarações do parlamentar cassado. A defesa de Sérgio Machado explicou que não vai se manifestar por causa do sigilo do processo de delação premiada assinado pelo ex-Transpetro. Renan e Lobão não se manifestaram até o momento.

UOL

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POLÍTICA

Lula é o nome mais forte para derrotar Bolsonaro e espantar o fascismo do Brasil, aponta pesquisa

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi mantido como preso político durante 580 dias pelo ex-juiz Sérgio Moro para garantir a ascensão da extrema-direita no Brasil, hoje é o nome mais forte para vencê-lo. “Em pesquisa de opinião que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, apenas o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva demonstra ter mais capital político que o atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro”, aponta reportagem de Daniel  Bramatti, no jornal Estado de S. Paulo.

“No levantamento, feito pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), novo instituto de pesquisas da estatística Márcia Cavallari (ex-Ibope), 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Bolsonaro aparece com 12 pontos porcentuais a menos no potencial de voto (38%), e 12 a mais na rejeição (56%)”, aponta ainda o texto. Atrás de Lula e Bolsonaro no ranking de potencial de voto estão Sérgio Moro (31%), Luciano Huck (28%), Fernando Haddad (27%), Ciro Gomes (25%), Marina Silva (21%), Luiz Henrique Mandetta (15%), João Doria (15%) e Guilherme Boulos (10%).

Brasil 247

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POLÍTICA

Novo auxílio emergencial vai variar de R$ 150 a R$ 300, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (5) que a nova rodada do auxílio emergencial deverá ter repasses do benefício que vão variar de R$ 150 a R$ 300 e defendeu a ajuda paga pelo governo para atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

“Auxílio emergencial é endividamento do Estado, não tem como, alguns acham que pode durar a vida toda. Não dá. Lá atrás eram quase R$ 50 bilhões por mês quando era R$ 600. Agora assinamos, assinamos não, fizemos um acordo se não me engano R$ 42 bilhões para mais quatro parcelas de, em média, R$ 250”, disse, referindo-se a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que está em tramitação no Congresso e que reserva, na verdade, R$ 44 bilhões para o auxílio.

“Por que média? Tem história de mãe solteira, não sei o quê, então varia, vai variar de R$ 150 a R$ 300 e poucos. É pouco? Eu preferiria ter isso aí a não ter nada”, completou ele a apoiadores no Palácio da Alvorada, em transmissão feita pelas redes sociais.

Novamente, o presidente criticou medidas de restrição social adotadas por governadores e prefeitos, que têm por objetivo conter o avanço recente do contágio e das mortes por covid-19.

“Agora, hoje em dia, com essa historinha de ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’ o cara não tem como ganhar a vida dele, vai ganhar como? Como o cara vai levar o pão para casa? É comum o pobre ter três, quatro filhos, é comum. Eu sou classe média tive cinco”, disse.

Bolsonaro afirmou que prepara a apresentação de um projeto de lei para encaminhar ao Congresso Nacional a fim de definir o que seriam atividades essenciais – essas são autorizadas a funcionarem ininterruptamente durante a pandemia. Ele repetiu que essencial é toda a atividade que permite um “chefe de família levar um pão para casa”

R7

 
 

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