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EDUCAÇÃO

Ricardo Coutinho lança programa que oferece bolsas para a pós-graduação

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ricardo bolsa jpeO governador Ricardo Coutinho lançou, nesta sexta-feira (2), um programa de bolsas de pós-graduação, fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)/Ministério da Educação (MEC). O programa, vinculado a universidades públicas e privadas, visa incentivar e dar oportunidades para graduados que querem adquirir mais conhecimentos por meio de uma pós-graduação. Serão 198 bolsas para este primeiro edital do programa, sendo 94 para mestrado e 104 para doutorado. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 32 milhões.

Durante a solenidade, Ricardo destacou que o programa é inédito no Estado e de grande importância diante do atual momento de cortes de bolsas para pós-graduação em todo o país. “O Brasil e a Paraíba têm que olhar para o futuro. Esse esforço que estamos fazendo para aportar recursos para o incentivo da pós-graduação é fundamental, porque devido à crise nacional, muitas bolsas em universidades estão sendo cortadas. Então este ato significa investimento em educação, ciência, tecnologia, enfim, vai promover um desenvolvimento de recursos humanos em áreas que tragam crescimento local. Estamos começando hoje um convênio total de R$ 32 milhões, sendo que para o primeiro edital serão R$ 14 milhões investidos nessa parceria entre Governo Federal e Estadual. Que este edital traga mais e melhores mestres e doutores para a Paraíba”, ressaltou.
O edital do programa de bolsas de formação será lançado neste mês de setembro e terá início a partir de março do próximo ano. “Essas bolsas são abertas para qualquer curso de pós-graduação, mestrado e doutorado, que seja reconhecido pelo MEC, em universidades públicas ou privadas. As bolsas representam uma espécie de salário para estes alunos de pós-graduação (R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado), que muitas vezes deixam de estudar porque precisam de uma renda para manter a família, então preferem trabalhar que se dedicar a uma pós. São 198 bolsas neste primeiro edital que significa qualificação científica e mais recursos circulando no Estado”, explicou o presidente da Fapesq, Cláudio Furtado.
“Esse programa chega em um momento extremamente oportuno de forma a atender localmente nossos programas de pós-graduação e evitar quedas na formação. A contrapartida do Estado será de R$ 7 milhões em seis anos. Tem pessoas que entram em uma pós, mas só mantêm uma dedicação aos estudos quando tem a bolsa, porque sem o aporte financeiro a maioria precisa se dividir entre estudos e trabalho. Este edital é positivo tanto para os alunos como para as universidades que vão conseguir manter suas cotas de alunos nos mestrados e doutorados”, disse a secretária executiva da Ciência e Tecnologia, Francilene Procópio Garcia.
O presidente da Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), Vanderley de Sousa, esteve presente à solenidade representando o Ministério da Ciência e Tecnologia e parabenizou a iniciativa do Governo do Estado. “Parabenizo o governador por se preocupar em dar este incentivo aos alunos de pós-graduação da Paraíba. Temos contribuído com recursos para bolsas de mestrados e doutorado em vários Estados, principalmente relacionadas à ciência, tecnologia e inovação, por isso reconheço a importância de programas como este lançado aqui”, pontuou.
A reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Margareth Diniz, afirmou que formar mestres e doutores é de grande relevância pra o crescimento da pesquisa e da inovação tecnológica no Estado. “Esta ação que o Governo do Estado realiza hoje merece os parabéns porque incentiva a formação de recursos humanos. Ao longo de anos nós vimos uma distância enorme no número de formação de mestres e doutores na Paraíba, em relação a outros Estados do Sudeste, por exemplo. A UFPB é uma das instituições mais procuradas pelos interessados em pós-graduação e é uma satisfação acadêmica enorme participar desta solenidade”, frisou.
“Este ato se configura como uma boa novidade em relação ao incentivo à pós-graduação e pesquisa no Estado. Todo investimento nesse sentido é de grande importância porque os alunos precisam se dedicar totalmente aos estudos e a bolsa faz com que isso seja possível”, observou o reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior.
“Sou mestre em Ciência da Nutrição e quero me candidatar a uma bolsa de doutorado nesta área na UFPB. Fazer pesquisa no Brasil é muito difícil porque falta incentivo. Então vejo este programa do Governo com bons olhos, já que representa mais uma oportunidade de avanço nos estudos, espero ser contemplada”, disse a mestre Tamires Ribeiro.
Redação

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EDUCAÇÃO

Sete pesquisadores da UFPB estão entre os mais influentes do mundo

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Sete pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. O estudo com o ranking foi publicado em 16 de outubro, no Journal Plos Biology, revista científica que divulga, sob o sistema de peer review (revisão por pares), uma vasta gama de matérias sobre biologia.

São estes, em ordem alfabética: Damião Pergentino de Souza, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Dionísio Bazeia Filho, do Programa de Pós-graduação em Física; Edison Roberto Cabral da Silva, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica; José Maria Barbosa Filho, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Knut Bakke, do Programa de Pós-graduação em Física; Maria de Fátima Agra, do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia; e Valdir Barbosa Bezerra, do Programa de Pós-graduação em Física.

O levantamento foi conduzido por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos (EUA), liderada pelo médico-cientista grego-americano John Ioannidis, que tem diversas contribuições na área da medicina, sobretudo em epidemiologia e clínica médica.

O estudo foi fundamentado nas citações da base de dados Scopus, que atualiza a posição dos cientistas segundo o impacto de suas pesquisas ao longo da carreira e no último ano. No caso deste ranking, em 2019.

Para Márcia Fonseca, coordenadora geral de acompanhamento e avaliação dos programas e cursos de pós-graduação da Pró-reitoria de Pós-graduação (PRPG) da UFPB, o estudo e o ranking são absolutamente bem-vindos e sinalizam resultados interessantes.

“Três pesquisadores são do Programa de Pós-graduação em Física, dois do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais Sintéticos e Bioativos, um de Engenharia Elétrica e uma única mulher, de Biotecnologia”, recupera, de modo analítico, a gestora.

Segundo Márcia Fonseca, para todos esses programas, são esperadas melhorias na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a ser divulgada no próximo ano.

“Além disso, aparecer neste ranking coroa o trabalho de pesquisa desenvolvido na UFPB, com qualidade comparada ao que é feito nacionalmente e internacionalmente”, conclui a coordenadora.

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EDUCAÇÃO

Filho De Cozinheira De RO É Aprovado Em Cambridge, 6ª Melhor Universidade Do Mundo

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Filho de uma cozinheira desempregada, o estudante Mateus do Carmo Braga, de 17 anos, superou as próprias expectativas ao ser aprovado em uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que é considerada a 6ª melhor universidade do mundo segundo a Times Higher Education.

Natural do município de Nova Brasilândia do Oeste (RO), Mateus, com apenas oito meses se mudou para Jaci-Paraná (RO), distrito em que morou até os 14 anos. Em 2017, ele foi aprovado no processo seletivo do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) de Porto Velho para cursar o ensino médio.

Como a mãe havia perdido o emprego há pouco tempo eles passaram inúmeras dificuldades durante a mudança para a capital. Mateus foi morar de aluguel com o irmão enquanto a mãe, dona Márcia, continuava no distrito de Jaci-Paraná trabalhando para sustentar os sonhos da família.

Todo esse esforço era movido pela grande vontade que Mateus tem em se tornar professor de matemática por uma universidade renomada fora do estado. E retornar para contribuir com a qualidade do ensino nas escolas da rede pública de Rondônia.

“A situação no Brasil e no estado de ‘fuga de cérebros’ prejudica em muito nossa qualidade. São pouquíssimos profissionais grandes que têm interesse de se manter aqui por ser um estado menor. Mas eu tenho uma dívida com minha terra natal, eu só consegui essas oportunidades pelas pessoas daqui que acreditaram em mim. Tenho que retornar e fazer o mesmo com meus futuros alunos daqui”, falou.

Durante a sua trajetória na escola, Mateus garantiu algumas conquistas. Ele recebeu uma medalha em ciências em um concurso feito no estado do Pará, medalhas de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Canguru de matemática, além de ter ficado entre os três finalistas na etapa nacional do programa de simulação Internationali Negotia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal
Mateus foi aprovado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. — Foto: Mateus Braga/Arquivo pessoal

Com o objetivo de se tornar docente, o jovem se inscreveu em um concurso de bolsas para o curso de matemática na Universidade de Cambridge. Ele participou do processo seletivo em que cada candidato deveria escrever uma redação totalmente em inglês, de até 550 palavras, com o tema “o melhor matemático dos últimos 100 anos”. Mas com a vida simples que tinha, a dona Márcia não teve condições de custear um curso de inglês para o filho.

“A minha mãe era cozinheira, agora ela se encontra desempregada, mas mesmo antes a gente nunca teve uma renda que sobrasse pra fazer alguns ‘luxos’. Então, uma das coisas que eu aprendi sozinho foi inglês. Eu estudo desde criança por conta própria. E esse inglês que eu aprendi, foi o inglês que eu usei na redação pra submeter ao concurso”, contou.

Mateus foi aprovado em uma bolsa parcial com um desconto de 50% para o curso de verão de matemática pelo Immerse College Essay Competition. Segundo ele, menos de 7% dos alunos que participaram do processo seletivo receberam alguma tipo de bolsa.

O adolescente já é chamado pelos amigos como “menino de Cambridge”, mas para realmente garantir a vaga na universidade, ele precisa pagar o valor restante do curso. Como o sustento da família vem do seguro desemprego da mãe, Mateus está fazendo uma “vaquinha” na internet para conseguir custear os estudos.

O prazo para dar a primeira entrada da quantia e assegurar a vaga é 27 de novembro, no entanto, até agora, ele conseguiu levantar apenas 16% do valor.

“É pra conseguir ir e levar o nome do nosso estado. Realmente é, porque eu fui nascido e criado aqui a vida inteira e a única vez que eu saí daqui foi numa viagem pro Pará pela Seduc para representar o estado, e agora novamente eu sairei ano que vem pra representar o estado no Reino Unido”, contou.

*Estagiária do G1 RO, sob supervisão de Ana Kézia Gomes.

 

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