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PARAÍBA

Ricardo empossa Conselho LGBT e diz que país avança no conservadorismo

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O governador Ricardo Coutinho empossou, na tarde desta segunda-feira (2), em solenidade no Palácio da Redenção, os integrantes do Conselho Estadual dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O conselho foi criado por meio de decreto governamental em maio de 2014 e foi instituído com a posse dos 28 conselheiros, sendo 14 do poder público e 14 da sociedade civil.
Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho afirmou que a população LGBT precisa de políticas públicas específicas que representem o respeito que todos precisam ter pelo próximo, independentemente da sua condição social ou orientação sexual. “O Governo traz para si essa agenda e dá posse aos conselheiros que terão um papel fundamental na construção de uma pauta inclusiva dos segmentos. Ao contrário do país que vive uma pauta que avança para o conservadorismo, a Paraíba vive um movimento da aproximação do poder público com os segmentos para dar continuidade aos avanços verificados na saúde, na inclusão social e no combate à violência contra as populações LGBT.  É mais um esforço do Governo de se apropriar de pautas da sociedade e buscar corresponder a expectativa dos segmentos”, ressaltou.
A implantação do 1º Conselho LGBT da Paraíba tem como objetivo a implantação de políticas públicas no Estado que garantam os direitos e a cidadania do público LGBT. “Esse conselho significa um importante avanço de participação e controle social que permitirá à população LGBT dialogar em outro patamar com o Estado e também apresentar políticas que estabeleçam direitos e combata a homofobia”, explicou a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares.
O presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL) e membro do conselho, Renan Palmeira, destacou que o conselho é um avanço na perspectiva da consolidação de políticas públicas e controle social. “O combate à homofobia não é mais apenas um discurso da militância e passa a ser uma política de Estado para enfrentar o preconceito dentro do Estado”, completou.
Renan acrescentou que a Paraíba tem conquistado políticas importantes na promoção e garantia dos direitos da população LGBT, através das ações implementadas, como o Centro de Referência Especializado (Espaço LGBT), a Delegacia contra Crimes Homofóbicos, as alas específicas para gays e lésbicas dentro dos presídios e o decreto que garante direito ao uso do nome social por travestis e transexuais. “São conquistas importantes para a cidadania plena no Estado da Paraíba e queremos por meio do conselho interiorizar essas e outras políticas como habitação e empreendedorismo”, ressaltou.
A deputada estadual Estela Bezerra afirmou que o Governo da Paraíba tem coragem de promover a inclusão de todos e continua avançando nos direitos da população LGBT. “O conselho estadual é uma ferramenta importante, mas só se tornará efetivo com a participação efetiva dos membros, sejam do governo ou da sociedade civil organizada. Coloco o nosso mandato na Assembleia Legislativa à disposição para a ampliação das políticas públicas para a população LGBT”, enfatizou Estela.
Ações – O Governo promove e garante os direitos da população LGBT, através das políticas públicas implementadas, como o Centro de Referência Especializado (Espaço LGBT), que de junho de 2011 a dezembro de 2014, realizou 5.000 atendimentos e cadastrou 800 usuárias e usuários, a maioria jovem, entre 18 e 29 anos. De 2011 a 2014 foram ajuizados 62 processos de mudança de pré-nome (retificação de nome no registro civil) de travestis e transexuais atendidas no serviço, oriundas de 13 municípios do estado. Deste total, 48 já foram deferidos pela Justiça.
Na saúde, foi implantado o Ambulatório Estadual para Saúde de Travestis e Transexuais, em 2014, que funciona no Complexo Hospitalar Clementino Fraga, na Capital. Foram registrados 600 atendimentos e um cadastro de 120 usuários, destes 76 mulheres trans, 30 travestis e 14 homens trans.
O Estado mantém ainda um Comitê de Saúde Integral da População LGBT, uma campanha educativa de enfrentamento à homofobia nas redes sociais (Tire o Respeito do Armário – Todos e todas pelo Fim da Homofobia) e possui um decreto que garante o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais em todo o âmbito do Poder Executivo Estadual.
 Secom

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Padre na Paraíba chama Jair Bolsonaro de ‘imoral’ e ‘genocida’ diante de postura na pandemia: “alguém que tem o prazer de matar”

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O pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, no município de Guarabira, no Brejo paraibano, padre Adauto Tavares Gomes, chamou a atenção da população em geral e dos fieis ao fazer duras críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O religioso, em sua homilia dominical, chamou o chefe do Executivo de ‘imoral’ e de ‘genocida’ diante da postura que tem tomado frente a pandemia do coronavírus no Brasil.

De acordo com o padre, casos referente às aglomerações do Carnaval ainda não foram contabilizados, mas frisou o aumento diário da doença em todo o País. “Segundo a Secretária de Saúde do Estado, a leva do Carnaval ainda não chegou. Vai chegar pesado agora em março. Eu espero que não chegue a um lockdown, mas às vezes é necessário”, comentou, como o ClickPB apurou.

Além disso, reclamou do descumprimento da população na questão do isolamento social e destacou que não queria ser militar, “pois se e eu fosse militar, um ‘cabinha’ que botasse uma mesa na rua eu prendia na hora, levava para a cadeia. Vai ficar aglomerado lá na cadeia, mas no meio da rua não. Tem que respeitar”.

Nesse momento, o padre pontuou que o mundo vive a pandemia e esboçou às críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início da pandemia vem negando a existência da doença, e ignorando os riscos de contaminação. “Já basta aquele desorientado do presidente da República, que não tem moral. É um imoral. A palavra é essa. O presidente da República é um imoral. O homem que não tem moral nenhuma. É um irresponsável. É que estou com vontade de dizer outra coisa, mas não vou dizer não, que é pecado dizer a missa”, criticou.

O sacerdote afirmou que Bolsonaro não tem responsabilidade com a vida da população. Podemos dizer que é um genocida: alguém que tem o prazer de matar”, pois “sai na rua sem máscara, aglomerando”. Além disso, Adauto Tavares acrescentou que, quem vota “nele também é sem moral”. 

Confira o que disse o padre em sua homilia:

 

 

ClickPB

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João Azevêdo desmente Bolsonaro após presidente afirmar que enviou R$ 21 bilhões para combate à pandemia na Paraíba

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O governador da Paraíba, João Azevêdo, desmentiu nas redes sociais os valores que foram divulgados pelo presidente Jair Bolsonaro, que seriam de repasses para o Estado em 2020. No Twitter, o presidente divulgou uma lista de repasses do Governo Federal para cada estado e a Paraíba aparece como tendo recebido R$ 21,2 bilhões, além de R$ 6,57 bilhões de auxílio, o que não procede segundo o governador.

”A Paraíba não recebeu R$ 21 bilhões para combater a pandemia”, disse o governador. ”Mais uma vez estão tentando confundir a população, distorcendo valores que incluem FPE, FPM, Auxílio Emergencial, entre outros que são obrigações constitucionais e não podem ser usados no enfrentamento à Covid-19”, completou.

João Azevêdo não foi o único a se queixar da postagem do presidente. Os governadores do Piauí, do Rio Grande do Sul e do Maranhão também reclamaram da forma que Jair Bolsonaro apresentou os números, que, misturando diversas obrigações federais, confunde a população levando a crer que todo o dinheiro poderia ser usado pelos estados no combate à pandemia.

”O presidente da República insiste em agredir a verdade para tentar atingir os governadores. Ele está postando contas malucas sobre recursos enviados aos estados, misturando com municípios, recursos de FPE, FPM, auxílio emergencial etc. Em suma, é um irresponsável”, escreveu o governador do Maranhão, Flávio Dino, nas redes sociais.

Ele afirmou que pretende processar o presidente. ”A mentira federal sobre repasse de recursos ao Estado do Maranhão é tão absurda que o valor ‘informado’ (R$ 36 bilhões) equivale quase ao DOBRO do orçamento do Estado em 2020. Vamos ter que, mais uma vez, entrar na Justiça por essa vergonhosa fake news”, escreveu Dino.

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