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PARAÍBA

Ricardo nega intenção de ser presidente: “Já tive mais do que eu sonhava”

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) concedeu, na noite desta segunda-feira (27), a última entrevista antes do ano na TV Master. O socialista fez um balanço de 2016 e apresentou expectativas para o ano que se aproxima. Mas além disso, fez uma análise da conjuntura no Brasil – tocando os mais diversos aspectos da crise política, institucional e econômica que assola o país, falando, inclusive, de seu relacionamento com a direção nacional do PSB e se tem pretensão de disputar a presidência da república em 2018.

Ricardo disse que seu foco no momento é a administração com a Paraíba e que, com a conjuntura atual, os fatos podem mudar rapidamente, portanto prefere não fazer planos visando 2018 – deixando claro estar satisfeito com tudo que conquistou ao longo da vida e afastando a hipótese de ser candidato à presidência.

“Nesse momento eu estou pensando em uma coisa: vencer o desafio de conduzir a Paraíba. Eu só estou pensando nisso. Estou focado nisso, porque não se sabe no país nem como vai ser daqui a um mês. Você não sabe o que vai dar o julgamento do TSE, não sabe a conjuntura política que pode influenciar, você não sabe como vai estar a economia, quantas listas sairão. Não estou colocando meu nome para nada. Eu já tive mais do que eu sonhava, do que eu queria, do que eu pensava”, observou.

O governador confirmou que teve posicionamentos divergentes em relação à legenda no âmbito nacional e fez uma autocrítica em nome do partido sobre a postura do partido no processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

“O partido tinha que fazer um enfrentamento diferente. O primeiro era a defesa da democracia; o segundo, se não concorda com o governo, se faz oposição. Eu acompanharia, faria oposição, mas quebrar a regra do jogo não porque não se tinha nenhum crime de responsabilidade e se pagaria caro por aquilo e a história seria implacável. Não com os oportunistas, com aqueles que não tem nenhum sentimento, sentido na democracia. Esses são os lixos da história”, comentou

Sobre a sua gestão, comemorou a rotina de obras chegando a dizer que não tem agenda para acompanhar todas as inaugurações, enquanto outros estados têm uma ou duas inaugurações no máximo ao ano. O gestor falou também que espera que o Tesouro Nacional reclassifique a Paraíba, pois a culpa da queda de repasse seria do próprio governo federal.

“Um Estado que paga em dia, que tem uma relação de dívida e receita líquida de 0,41. Foi um preciosismo da avaliação. “Não, é porque o comprometimento de pessoal aumentou na receita de corrente líquida”. É verdade, eu cansei de dizer isso aqui. Claro que aumentou, se a receita caiu… E qual foi a receita que caiu? A do FPE, que é uma política nacional. E eu disse lá na reunião com o Ministério da Fazenda: “Vocês tinham que se punir. Não punir o Estado. O Estado está sendo punido por conta de vocês”, avaliou.

Coutinho disse ainda que não considera as mudanças que fará no secretariado como um “novo secretariado” e que mudanças sempre acontecem, cobrando trabalho e resultados dos seus secretários.

“Eu vou terminar o governo com mais pique do que quando começou. Se não tiver o pique, eu tiro. Isso é um recado aqui para os secretários. Se não tiver pique, vá fazer outra coisa que não dá certo não”, concluiu.

Da redação

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PARAÍBA

Covid-19: prefeito paraibano é transferido para Hospital das Clínicas, em SP

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O prefeito de Brejo do Cruz, Francisco Dutra testou positivo para Covid-19 e precisou ser transferido na quarta-feira (25) para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor), em São Paulo. O gestor estava internado desde a terça-feira (24) em um hospital particular de João Pessoa após aumento gradual dos sintomas.

Dutra é esposo da deputada estadual Pollyanna Dutra e está sendo acompanhado pelo filho médico, Rodrigo Dutra.

De acordo com a assessoria de Pollyanna Dutra, Francisco estava recebendo acompanhamento em casa desde a confirmação do diagnóstico, mas por precaução, a família optou por interná-lo em um hospital particular da Capital, onde ele estava sendo medicado para contenção dos sintomas e o seu quadro era considerado estável. A transferência foi uma opção familiar, com o objetivo de garantir toda a assistência necessária.

Francisco Dutra, mais conhecido como Barão, tem 53 anos e possui quadro de pré-diabetes, que foi agravada com a confirmação da Covid-19, o que o coloca no grupo de risco da doença.

A família de Francisco Dutra e a deputada Pollyanna Dutra alertou a todos que tiveram contato direto com ele nos últimos dias para que se mantenham em distanciamento social pelo período de 14 dias, tempo recomendado para contenção da possível transmissão do vírus. Caso apresentem algum sintoma, a orientação é que procurem uma unidade de saúde para realização do teste para o diagnóstico da Covid-19.

Paraíba Já

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Ex-deputado federal Benjamim Maranhão é alvo de operação da PF na Paraíba

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O ex-deputado federal Benjamim Maranhão (MDB) e a mãe dele, ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão (MDB) são alvos de uma operação da Polícia Federal que apura desvio de dinheiro em obras de combate à seca na Paraíba nesta quarta-feira (23).

Pelo menos 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com a PF, a Operação “Poço Sem Fundo”, investiga desvio de dinheiro destinado à perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

A defesa de Benjamim e de Wilma informou, às 10h, que tomou ciência prévia do que se trata a operação e que só vai se pronunciar após ter acesso aos autos. A defesa disse ainda que não há qualquer envolvimento de ambos no caso investigado.

As investigações começaram em 2016, último ano da gestão de Wilma. Além dela e do filho, também são alvos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e empresas cujos nomes não foram divulgados. Benjamim foi candidato a prefeito de Araruna nas eleições deste ano, mas perdeu para Vital Costa (Progressistas), que teve 50,83% dos votos válidos.

Em João Pessoa, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram um dos mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano. Também estão sendo cumpridos mandados no prédio do DNOCS na capital. Pelo menos 70 policiais e sete auditores participam da ação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o DNOCS, o Incra e a Prefeitura de Araruna, por meio de procedimentos de licitação, envolviam o montante de cerca de R$ 54 milhões.

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

O órgão explica que apura também a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras. Quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados, segundo a PF.

Em nota enviada à imprensa às 11h, o Incra informou que os contratos objetos da operação foram firmados em 2016 e 2017, na gestão anterior, e que nada foi executado e pago pela gestão atual. O órgão disse que desde o início das investigações, se colocou à disposição da polícia para prestar informações necessárias à apuração dos fatos. O Incra disse ainda que vem trabalhando em parceria com os órgãos de controle visando prevenir, identificar e coibir quaisquer irregularidades que possam ocorrer na aplicação de recursos públicos.

G1 PB

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